Monthly Archives: dezembro 2012

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Estudantes de Cingapura dão aulas gratuitas online

Category : Notícia

Um grupo de jovens estudantes do ensino médio e de universidades de Cingapura está compartilhando aulas gratuitas em vídeo pela internet. O site OpenLectures (Aulas Abertas, em tradução livre) conta com mais de 740 vídeos sobre conceitos de economia, química, matemática e biologia abordados no ensino médio.

Criado em julho de 2011, por Linan Qiu, de 22 anos, aluno da Universidade Columbia, em Nova York, e Yi Tao Zhang, de 21, estudante de Economia de Stanford, o OpenLectures pretende contribuir e complementar o sistema de educação de Cingapura. As aulas apresentam de forma clara e simples o currículo ensinado nas escolas para estudantes que necessitam de revisão ou queiram aprender os conceitos.

“Nossa crença é que a educação deve ser gratuita e acessível a todos, e o esforço, não os recursos financeiros, deve decidir o sucesso”, afirma Samantha Ting, da equipe do OpenLectures, em entrevista ao Porvir. Como Linan Qiu e Yi Tao Zhang estudam nos EUA, hoje eles atuam como consultores do projeto. O CEO atual é o estudante Kenneth Lim.

Semelhante ao minimalismo do Khan Academy, que explica conceitos apenas com animações em uma tela negra e com a voz de um narrador, os vídeos da OpenLectures mostram estudantes em frente a um quadro branco resolvendo problemas ou esquematizando conceitos entre 1 e 15 minutos. É possível enviar perguntas aos autores dos vídeos e comunicar erros.

Cerca de 80 estudantes de todo o país trabalham na produção de aulas. Eles são alunos de escolas top de Cingapura e o mais novo integrante tem apenas 16 anos. “As notas são consideradas quando estamos recrutando, mas a habilidade de explicar conceitos complexos em termos simples é bem mais importante”, disse Linan Qiu para um site de notícias local.

Em matemática, as aulas abordam binômios, cálculos, números complexos, divisão, permutações e combinações, séries e sequências. Os temas principais de biologia são bactérias, ciclo celular, células, regulação genética, genética mendeliana e vírus. Química aborda átomos, eletroquímica, química orgânica e físico-química. Já em economia, conceitos como estrutura de mercado, protecionismo, política monetária e volatilidade são explicados. Cada tópico tem subitens que podem ser divididos em até dez aulas. Outras disciplinas serão incluídas em breve.

De acordo com os organizadores, desde o lançamento em fevereiro de 2012 até agosto, o site atingiu 60 mil visitas e quase 260 mil pageviews. Os visitantes são principalmente de Cingapura, mas há também visitas do Japão, Índia, EUA e Alemanha. O projeto é apoiado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Cingapura, Conselho Nacional da Juventude (associação popular) e pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade do Noroeste, mas segue “estritamente não lucrativo”. Segundo a equipe, o patrocínio é utilizado para a produção das videoaulas. “Nossas ações são motivadas pelo simples desejo de melhorar a experiência de aprendizagem de um estudante durante seus anos na escola, por isso optamos por não colher nenhum lucro a partir desta start-up”, afirma Samantha Ting.

Fonte:

http://porvir.org/porcriar/estudantes-de-singapura-dao-aulas-gratuitas-on-line/20120820

 


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Educação a distância ganha aliado tecnológico fora da internet

Category : Destaque , Notícia

As plataformas de ensino a distância podem ganhar novo impulso por meio de uma tecnologia que acaba de entrar no mercado. Batizada de MyClass, a novidade pode ser resumida numa junção do conceito de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) com a possibilidade de ensino remoto a alunos sem acesso à internet. Isso será possível através de uma plataforma criada para tablets que receberão arquivos de mídia pela rede local wi-fi da universidade – que, por sua vez, receberá o material didático por conexão via satélite. A partir daí os alunos poderão estudar e fazer atividades em casa sem a necessidade de conexão à web.

Na prática, a cada ida à sala de aula o Tablet H2P MyClass vai sincronizar com uma base de dados os objetos de aprendizagem da semana, que são as atividades a serem feitas em casa. O aluno, então, mesmo sem internet, poderá assistir a aulas, esclarecer dúvidas e fazer os exercícios. Tudo será salvo no dispositivo, descarregado na ida seguinte à universidade e encaminhado aos professores e tutores. Nas unidades de ensino que já têm uma plataforma de ensino a distância, tal como o Moodle, é feita uma integração entre as plataformas.

Outra característica do sistema operacional é que o aluno só vai conseguiu usar os recursos do tablet para atividades extracurso, como navegar na internet e entrar em redes sociais, caso esteja em dia com as atividades escolares. O dispotivo também gera um relatório das atividades realizadas, permite que o tablet seja acessado apenas pelo aluno e tem um esquema de segurança contra furtos. “O tablet tem um algoritmo de reconhecimento facial que tira foto do usuário para inibir esse tipo de ação. Caso o tablet seja utilizado por outra pessoa, o IP da máquina é rastreado e, se tiver GPS, será localizado”, explica o presidente da ip.tv, grupo líder no desenvolvimento e integração de soluções digitais em educação, Eduardo Giraldez.

A primeira instituição a testar o Myclass é a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que assinou no dia 25 de novembro, um convênio com a ip.tv. A partir do convênio a UFMA receberá 120 tablets para criar um protótipo de ensino a distância via MyClass, a ser adotada no segundo semestre de 2013 por cerca de 3 mil alunos. “Temos um problema que é o difícil acesso à internet no interior. A tecnologia também traz a vantagem de ser mais lúdica e sustentável, pois se diminui os gastos com material didático, que, além de às vezes chegar atrasado, é estático”, diz o diretor de Ensino a Distância da UFMA, Othon Bastos Filho.

Nesse primeiro momento do projeto piloto, 50 tablets serão distribuídos para um grupo de professores que será capacitado para construir objetos de aprendizagem para tablets. Outros 50 ficarão com estudantes, que vão experimentar como se movimentar no ambiente MyClass. Os 20 restantes ficarão com o Núcleo de Educação a Distância que vai desenvolver a estratégia pedagógica e o calendário de adoção do projeto. “Os professores precisam utilizar novas tecnologias e nós estamos investindo para quebrar a resistência que ainda existe.”

A expectativa é de que, em até dois anos, cerca de 1 milhão de estudantes utilizem o novo modelo de tablets com a tecnologia MyClass, nascida de uma parceria entre a ip.tv e a H-Buster, uma das maiores no ramo de eletroeletrônicos. Os tablets, que rodam com Android 4.0, tem 520 megabytes de memória e preço base de R$ 499. O custo varia de acordo com o tamanho da encomenda e a configuração dos aparelhos.

Fonte:

Estadão OnLine