Monthly Archives: junho 2013

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Estudante ensina matemática pela internet; tire dúvidas mais comuns

Category : Notícia

O Calcule Mais é um site especializado em um único assunto: matemática. São mais de 760 videoaulas gratuitas, dirigidas aos candidatos que prestam concursos públicos e vestibulares ou querem pontuar bem no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Idealizado por um jovem de 22 anos, Vandeir Vioti dos Santos, o material online teria chamado a atenção até do MEC (Ministério da Educação). O estudante contou que o órgão o procurou para adicionar as videoaulas de matemática ao conteúdo do BIOE (Banco Internacional de Objetos Educacionais) e do Portal do Professor.

Vandeir é formado em tecnologia de automação industrial. Ele também está no último ano de engenharia elétrica e no penúltimo ano de licenciatura em matemática em outra instituição.

Reforço gratuito

Antes do Calcule Mais, o universitário dava aulas de reforço de matemática e de concursos públicos para alunos com pouca formação educacional, como porteiros e faxineiras, que trabalhavam durante o dia e viravam a noite para estudar. Durante esse convívio, Santos se deu conta de que o grupo queria mudar de vida, mas não havia muitas opções disponíveis. Os cursinhos preparatórios eram pagos e eles não tinham dinheiro para bancá-los.

A ideia do site surgiu quando o universitário descobriu o educador Salman Khan, mundialmente conhecido por conta de suas videoaulas de matemática e ciência. “Quando vi, pensei, perfeito! Quero fazer algo igual. Na época não tinha recurso nenhum, mas comecei a preparar as aulas.”

As questões são retiradas de provas do Enem, de concursos públicos e de livros do ensino fundamental, médio e superior. Depois de selecionadas, elas viram apresentações em vídeos com a ajuda de uma mesa de edição digitalizada. Santos quer se tornar professor universitário no futuro.

Prática leva ao aprendizado

Como norma, ele posta uma grande quantidade de exercícios resolvidos para ajudar o processo de aprendizado. A teoria é em menor volume. “Quando o enunciado de uma questão muda um pouco, o aluno já não consegue resolver o problema só com a teoria. Ele precisa treinar.”

Até agora, o Santos só obteve apoio da empresa Gets Design, que reformulou o layout do site de matemática. Ele tem esperanças de ser patrocinado no futuro para se dedicar mais ao projeto gratuito de ensino a distância. “Quero transformar o Calcule Mais na maior plataforma de matemática do Brasil”, sonha.

Fonte:

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Mito ou verdade: Especialistas esclarecem 11 dúvidas sobre EAD

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Pouca gente sabe, mas o EAD (ensino a distância) existe há mais de um século no Brasil. Aqui e no exterior, o método de aprendizado remoto ganhou fôlego a partir da propagação em massa da internet. Um dos resultados desse movimento foram os cursos de graduação, que hoje podem ser feitos de forma semipresencial. O método, porém, ainda gera dúvidas.

O UOL ouviu especialistas, que esclarecem as dúvidas mais comuns que ainda rondam o ensino a distância superior.

Além da consultora da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância) Arlete Guibert, foram entrevistados o coordenador de EAD da UnB (Universidade de Brasilia), Athail Pulino, a coordenadora adjunta da Universidade Aberta do Brasil da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Rosely Zen Cerny, e o diretor executivo da FGV Online (Fundação Getúlio Vargas), Stavros Panagiotis Xanthopoylos.

1. O ensino a distância ameaça o emprego do professor

MITO: Este profissional é essencial para verificar o aprendizado a distância do aluno. O computador não vai substituí-lo. Na opinião de Pulino, o professor de EAD consegue até acompanhar melhor o desempenho dos alunos. Isso é feito por meio de atividades próprias dos cursos a distância, como fóruns de discussão, testes online e atividades extras, que são em quantidade maior que nos cursos presenciais.

2. A avaliação do EAD apresenta falhas porque algumas tarefas, como testes de múltipla escolha, são corrigidas automaticamente por um sistema, e não pelo professor

MITO: O EAD permite uma maior personalização no ensino que a educação presencial porque o aluno recebe orientação individualizada, diz Pulino. Ele acredita que o professor tradicional não tem condições para comentar uma prova e dar retorno de rendimento para cada um de seus alunos em apenas 50 minutos de aula. “Já no EAD, o aluno tem a supervisão do professor e de tutores. Além disso, os testes de múltipla escolha não são o único meio de avaliação. O tutor de EAD acompanha regularmente os avanços do aluno no curso, e interfere quando ele não faz exercícios, não participa de fóruns ou não dá retorno”, comenta Pulino.

3. Cursos idealizados e formatados somente com videoaulas são ruins

VERDADE: Apesar de exemplos bem-sucedidos de tutoriais e aulas em vídeos, como a Khan Academy para os alunos da educação básica, cursos mais complexos perdem qualidade se forem dados apenas com a exposição de vídeos e animações que explicam o conteúdo escolar. “O melhor formato é aquele baseado em “comunidades de aprendizagem”, com interação entre alunos e com professores”, diz Pulino.

4. Não dá para comparar curso a distância com curso presencial porque são duas metodologias de ensino completamente diferentes

VERDADE:  “Podemos comparar a aprendizagem (domínio de uma competência, uma habilidade ou um conhecimento), mas não a forma pela qual ela foi adquirida, que pode ser presencial, a distância ou mista”, diz Xanthopoylos. “O que podemos afirmar é que a internet, e principalmente a chegada da Web 2.0 com as redes sociais, trouxe uma nova dimensão de comunicação que permitiu alavancar nossa vida pessoal e profissional e a formação escolar. Esse fenômeno é irreversível e tem revolucionado os processos pedagógicos, sem prejuízo nos resultados da aprendizagem quando comparados com os métodos tradicionais.”

5. O desempenho de um estudante de EAD pode ser falsificado porque existe a possibilidade dele colar nas provas ou colocar outra pessoa para fazer o seu trabalho

VERDADE EM PARTE: “Se o aluno fizer a avaliação pelo computador, sem controle ou acompanhamento, é óbvio que poderá falsificar um exame. Por isso que, em cursos certificados ou diplomados no EAD, as provas são realizadas em polos de forma presencial e com monitoramento e controle, como exige o MEC (Ministério da Educação)”, lembra Xanthopoylos. De acordo com ele, a cola só ocorrerá se o sistema de controle for falho, o que vale tanto para os cursos EAD quanto para os presenciais.

6. Alguns professores de cursos presenciais e o mercado de trabalho têm preconceito contra o EAD

VERDADE: “Hoje vale essa máxima. O preconceito parte da ignorância, da falta de conhecimento de como funciona o EAD. Não há outra explicação”, comenta Pulino. “Por sorte, há professores do método presencial que procuram ferramentas online para melhorar o ensino”, diz. A coordenadora adjunta da Universidade Aberta do Brasil da UFSC acrescenta: “Os professores que vêm trabalhar com ensino a distância acabam mudando a tática pedagógica que era adotada em sala de aula porque percebem que o mesmo material não funciona no EAD. O ensino a distância não tem lugar para improvisação, as atividades são pontuais.”

7. O ensino a distância é para quem interrompeu os estudos e não concluiu um curso superior

EM PARTE: “Hoje o grande lance do ensino a distância é a possibilidade dada à universidade pública e à privada de sair de sua esfera e atingir municípios distantes e menores que jamais terão uma instituição de ensino superior de qualidade. Ainda existe o preconceito contra a aprendizagem remota, mas isso está cedendo e a média de idade dos alunos, entre 30 e 40 anos, tende a baixar no futuro”, opina Cerny.

8. O aluno de EAD pode ficar desmotivado a estudar por não ter professores em cima dele

MITO: “Em muitos casos, ter um professor em cima da gente é pior. A motivação do aluno vem da integração com outros alunos. Eles podem estudar e tirar dúvidas sozinho ou em grupo. Além disso, há os polos presenciais da graduação a distância. É lá que o aluno presta contas se estudou ou não aos tutores, que são formados na área de conhecimento do curso e que esclarecem e checam os pontos da matéria que os alunos não assimilaram”, explica Cerny.

9. Há muita distração para quem estuda em um computador

MITO: Um bom curso de EAD é estruturado com estratégias e atividades que prendem a atenção do estudante, e não o contrário, comenta Cerny. “É claro que um desvio, como para as redes sociais, pode ocorrer com muita facilidade. Mas se o aluno não cumprir o que é exigido, o tutor intervém. Se o aluno não faz uma atividade, o tutor entra em contato. Há muitas técnicas de ensino para manter a atenção dos alunos nos estudos”, diz Cerny.

10. O ensino a distância é para alunos que não têm tempo e querem tirar um diploma sem muito trabalho

MITO: “O ensino a distância proposto por instituições de ensino competentes pode requerer muito mais trabalho do que em uma sala de aula presencial. Para que você assimile o conhecimento, tem de se programar, ter disciplina, assumir o compromisso de estudar com autonomia, gerenciando seus horários. Para aqueles que entram em um curso qualificado, saibam que terão de trabalhar bastante para obter o diploma”, fala Guibert.

11. Preciso de um computador muito bom para acompanhar um curso de EAD

MITO: O nível de conhecimento em informática é básico, e o computador precisa ter configurações mínimas com um navegador de internet, pacote Office ou similar (BrOffice), programas para abrir arquivos em PDF e rodar vídeos, além de uma conexão de internet a partir de 500kbps para assistir a videoaulas sem pausas e interrupções. Todos os computadores mais recentes vêm com essas funções, mas, caso haja dúvidas, a instituição de ensino dá orientações ao aluno.

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Testar sempre melhora aprendizado on-line

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O número de produtos educacionais disponíveis no mercado, nas institições de ensino e na web disparou nos últimos anos. Mas será que os alunos conseguem vencer as tentações do universo on-line, como redes sociais, games e sites, quando estão diante de seus computadores? No estudo “Interpolated memory tests reduce mind wandering and improve learning of online lectures” (Testes de memória intercalados reduzem divagação da mente e melhoram a aprendizagem de aulas on-line, em livre tradução), publicado neste mês na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores de Harvard mostram que sim, quase metade dos alunos perde a concentração, mas sugerem uma forma de otimizar o aprendizado em ambientes on-line: testar os alunos com frequência.

De acordo com o estudo feito por Daniel Schacter, professor de psicologia de Harvard, e Karl Szpunar, que estuda concentração e aprendizado em seu PhD, ao intercalar videoaulas com testes curtos, os momentos de divagação mental dos alunos diminui pela metade, o hábito de tomar notas triplica e a retenção geral do conteúdo aumenta. “A questão que queríamos responder, basicamente, é como otimizamos o tempo dos alunos quando eles estão em casa, tentando aprender com videoaulas. Como é que podemos ajudá-los a extrair a informação de que precisam com mais eficiência?”, diz Szpunar.

A dupla percebia, ao falar com alunos, que eles tinham problemas em se concentrar durante aulas on-line diante de tantas opções na internet. “Alguns estudantes com os quais conversamos diziam que levavam quatro horas para assistir a uma videoaula de uma. Tudo isso porque ficavam tentanto lutar contra todas as distrações que os cercam.” Paralelamente, também se angustiavam com o fato de haver muitas certezas a respeito do aprendizado virtual que ainda não haviam sido cientificamente comprovadas. “Existe uma crença popular genérica que diz que as aulas deveriam ser curtas e estimulantes, mas ainda falta prova científica de que essa afirmação seja correta”, afirma Schacter.

Diante desse cenário, os pesquisadores levantaram a hipótese de que, dando um incentivo para que os alunos prestassem atenção seu aprendizado se tornaria mais eficiente. E fizeram dois experimentos. O primeiro grupo de estudantes assistiu aulas que foram divididas em quatro blocos de cinco minutos. Depois de cada bloco, os estudantes deveriam responder a uma série de problemas de matemática.

Em um segundo experimento, os participantes foram separados em três grupos diferentes para assistir a aulas divididas em blocos. A diferença é que, desta vez, essas aulas foram interrompidas para que os alunos dissessem no que eles estavam pensando. “Foi surpreendente o quão alta era a tendência de o aluno estar divagando”, disse Schacter. “Em nossos experimentos, quando perguntamos se eles estavam pensando em algo fora dali, os alunos disseram que sim cerca de 40% do tempo. Isso é um problema significativo”.

No fim de cada bloco, assim como no primeiro experimento, os três subgrupos foram testados. Um teve de resolver problemas relativos à aula; o segundo fez mais testes de matemática; e o terceiro teve a oportunidade de estudar o assunto da aula pela segunda vez.

A surpresa, disse Schacter, nos dois experimentos, é que os alunos testados entre os blocos mostraram um menor percentual de divagação e melhoraram sua taxa média de retenção do conteúdo. “Não é suficiente que uma videoaula seja curta ou que apenas dividamos uma aula longa em várias partes menores, como fizemos nestes experimentos”, diz Schacter. “Você precisa testar os alunos. Apenas dividir em partes e permitir que eles fizessem outra coisa, mesmo que fosse estudar novamente o conteúdo, não impediu que eles perdessem a concentração nem melhorou sua performance na prova final. O teste foi o componente crítico.”

Esses testes, acreditam Schacter e Szpunar, agem como um incentivo para os estudantes prestarem atenção às aulas porque eles sabem que terão de responder a questões no fim de cada bloco. “Seja na sala de aula presencial ou na on-line, os alunos normalmente não esperam ter de resumir a aula de uma forma que faça sentido posteriormente”, disse Szpunar.

Outro efeito surpreendente dos testes, disse Szpunar, foi a redução da tensão pré-prova entre os alunos e a diminuição do temor sobre o material da aula on-line. Como os cursos on-line estão cada vez mais cotados para serem parte importante do ensino superior, Szpunar diz que espera que seus resultados ajudem a traçar um plano que possam garantir que os alunos tirem o máximo proveito de seus estudos. “O que realmente precisamos fazer é incutir nos alunos a expectativa de que eles precisam para expressar o que aprenderam em algum ponto mais tarde”, afirma.

Veja reportagem Reportagem completa

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Ensino superior a distância democratiza acesso para alunos do interior

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O estudante Melqui Ferreira cursa gestão de recursos humanos pela internet, de Surubim: “não quis encarar viagem até Recife todo dia” Foto: Divulgação

Paulo Floro Do NE10

A cena ainda é comum: perto das 22h, diversos ônibus fretados aguardam os estudantes da Universidade Católica de Pernambuco, no Centro do Recife, saírem das aulas. Os coletivos vêm de cidades do Interior. Cena parecida acontece na Universidade Estácio de Sá – Fir, no bairro do Prado, na Zona Oeste. Essa realidade encontrou uma mudança com o crescimento da oferta de cursos a distância que vem democratizado o acesso ao ensino superior, como demonstra um relatório elaborado pela Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed) e o Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais (Inep). Em 2011 foram 992.927 mil de matrículas, o que representa 14,6% dos ingressos do ensino superior.

O ensino a distância vem sendo uma alternativa para cidades do Interior do Estado sem faculdades públicas ou privadas. Antes, grande contigente de jovens se mudavam para a capital para morar em repúblicas. Mais recentemente, a melhor opção é mesmo encarar a estrada. No ensino a distância a praticidade e a economia gerada parece ter vendido o receio que muitos tinham em um passado recente, de que se tratava de ensino de baixa qualidade. “Muitos pensam que EAD é mais fácil em relação a uma gradução com aulas presenciais, mas é justamente o contrário. O aluno precisa mostrar mais interesse, mais dedicação para poder acompanhar o conteúdo”, explica Fernanda Bittencourt, diretora da área de ensino a distância da Universidade Estácio de Sá – FIR.

No ensino online, o estudante faz o próprio horário. As aulas podem ser gravadas ou transmitidas ao vivo. A maior parte das instituições mantém tutores para ajudar os alunos nas dúvidas e também para facilitar o vínculo com a universidade e evitar a alienação. Há também fóruns de discussão das disciplinas. “Esse ensino requer um comportamento mais autônomo do estudante. Digo que são necessárias 10 a 12 horas de estudo por semana para cursar de maneira satisfatória”, explica. Na Estácio, Pernambuco possui a maior base de alunos de ensino a distância, atrás apenas do Ceará. “Verificamos um movimento cada vez maior de estudantes presenciais do interior, que assistiam aulas em nossa unidade do Recife, e que agora fazem EAD em seus municípios”.

Hoje 70% dos estudantes de ensino a distância estudam e trabalham, segundo o último censo da Abed. Em sua maioria são mulheres, entram na faculdade mais tarde (aos 28 anos, contra 24 do presencial) e procuram cursos de pedagogia e administração.

Aos 40 anos, Patrícia Roelandt se formou em marketing morando em Fernando de Noronha

Um diploma de Noronha
Antes de se mudar para Fernando de Noronha Patrícia Roelandt queria ser atriz. Mudou-se para acompanhar o marido e deixou para trás um curso de comunicação incompleto e uma peça de teatro já na fase de montagem. Hoje, aos 40 anos, ela acaba de se formar em marketing através de um curso a distância. “Estava decepcionada por não ter um diploma, depois de tanto trabalho. Mas, não queria ter de morar no Recife para ter um curso superior”, diz.
Com a graduação online, Patrícia precisou vencer adversidades da Fernando de Noronha, entre elas a péssima conexão de internet. A maior parte dos estudos foram feitos nos computadores do departamento de turismo do arquipélago, onde atua como coordenadora de ecoturismo. “O estudo a distância só vale a pena se existir dedicação, senão terá apenas um diploma. Já busco pós-graduação e oriento minha filha sobre as vantagens para quando chegar a idade de fazer faculdade”.
Já o gerente administrativo Melqui Ferreira, 28 anos, optou por fazer um curso a distância por não encontrar em sua cidade, Surubim, no Agreste do Estado, o curso que desejava. “Não quis encarar a viagem longa para o Recife. E aqui a faculdade mais próxima fica em Nazaré da Mata, mas por lá o foco é nas licenciaturas”, diz. Melqui cursa gestão de recursos humanos e pensa em cursar outra graduação assim que terminar. “Pode ser a distância ou presencial”.

“O EAD para um país de tamanho continental como o nosso é imprescindível para a educação do País – Alex Sandro Gomes, professor da UFPE”.

Ensino a distância promove cidadania, diz organização

No ano passado foi realizado no Recife o IX Congresso Brasileiro de Educação Superior a Distância. No evento foi elaborada a “Carta do Recife”, um documento que sintetizou as demandas do setor e a importância da modalidade para a democratização do acesso à universidade.  Entre os tópicos estão: cobrança de subsídios do governo para pesquisas, mais apoio para criação de novos cursos e promoção da discussão sobre a cidadania atrelada ao ensino a distância.
O documento foi uma iniciativa da UniRede, uma rede de instituições públicas do ensino superior voltadas para a EAD. Segundo o censo da Abed, hoje a maioria das matrículas acontecem em instituições privadas. São 60,5% em faculdades com fins lucrativos e 14,5% em instituições filantrópicas. As universidades públicas ficam apenas com 15% do total, sendo 8% em federais e 7% em públicas estaduais.
O número é baixo quando comparado com países onde o ensino a distância já está estabelecido, como é o caso dos EUA, Alemanha e Canadá. No ano passado, das 56 universidades canadenses, 53 possuíam cursos a distância. As respeitadas instituições norte-americanas Harvard, Princenton, Berkeley e Stanford oferecem cursos para alunos do mundo inteiro.  “O EAD para um país de tamanho continental como o nosso é imprescindível”, disse Alex Sandro Gomes, professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco. Ele é o coordenador da Associação Brasileira de Educação a Distância em Pernambuco e um dos nomes atuantes na democratização dos cursos online aqui no Estado. “A penetração da internet em cidades do Interior vem facilitando esse acesso aos cursos. Estamos trabalhando em parceria com o MEC e órgãos que lidam com formação para melhorar ainda mais o acesso”.

Infográfico: conheça mais sobre o ensino superior a distância.

Fonte:

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Abertura ESUD 2013

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No primeiro dia do X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância (ESUD 2013), minicursos, reuniões, homenagem e conferência marcam a programação. A solenidade de abertura aconteceu às 18h, no Centro de Eventos Benedito Nunes da UFPA, em Belém, com transmissão ao vivo pelo site da Universidade. O professor José Miguel Veloso, coordenador geral do evento e Assessor de Educação a Distância da UFPA, agradeceu a presença e colaboração de todos os envolvidos no evento e ressaltou a importância de se manter o compromisso na busca de uma Educação Superior a Distância de melhor qualidade para o Brasil.

Na sequência da programação, o professor Carlos Bielschowsky, idealizador do ESUD, foi homenageado com a exibição de um vídeo sobre sua trajetória profissional e a importância do seu trabalho na Educação a Distância no país. O professor ainda recebeu um presente das mãos da professora Lúcia Franco, presidente da Associação Universidade em Rede (UniRede), como símbolo de agradecimento por sua contribuição à EaD.

Após a homenagem, a professora Beatriz Fainholc, da Universidad Nacional de La Plata (Argentina), proferiu a conferência de abertura com o tema “Educação a Distância: Realidades Míticas e seus Enigmas para o Amanhã”. Segundo a professora, um dos mitos da Educação a Distância é atribuir seu progresso somente ao desenvolvimento dos aparatos tecnológicos. Ela acredita que é preciso reconhecer a importância das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no processo educativo, mas também se deve priorizar a elaboração de projetos educacionais virtuais como parte integral e estratégica de políticas públicas socioculturais.

Ainda na primeira noite do evento, os participantes assistiram à ópera cômica “Contrato de Casamento”, uma produção do Núcleo Experimental de Ópera da Escola de Música da UFPA.

Representantes do ESUD debatem rumos da Educação a Distância

Na tarde do primeiro dia, também aconteceu a Reunião do Conselho de Representantes da UniRede. O encontro é destinado ao debate de propostas e sugestões para a Educação a Distância, além da definição de metas para os próximos congressos, entre outras pautas. Lúcia Franco, presidente da UniRede, avalia a escolha da UFPA para a realização do evento: “a UFPA representa uma importante ação da EaD na região: ela não só traz o movimento do Brasil para cá, mas também a possibilidade do Pará conseguir se internacionalizar com a EaD através de várias ações que estamos discutindo aqui”.

Minicursos

Durante o primeiro dia do ESUD 2013, ainda aconteceram três minicursos, no prédio da Pós-Graduação do Instituto de Tecnologia (PGITEC). Professores e alunos discutiram temáticas variadas que visam potencializar a reflexão e a prática da educação a distância.

A partir do tema “Práticas de Feedback – Modelos e Técnicas para Melhorar as Relações Interpessoais Online”, a professora Denise Martins de Abreu e Lima (UFSCAR) apresentou modelos e técnicas para compreender pontos fundamentais do processo de feedback (termo em inglês utilizado para designar um processo em que interlocutores têm a possibilidade de interação), seja oral ou escrito. Com exercícios e debates, o minicurso tem o objetivo de discutir os pontos de sintonia e dissonância no feedback, a fim de encontrar caminhos para melhorar a interação pedagógica online entre professores, tutores e alunos. “Através de um feedback bem dado, é possível deixar o aluno mais frequente e mais ativo no curso”, avalia o tutor Gelson Assis Viveiro, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um dos inscritos no minicurso.

Já o minicurso “Produzindo Materiais Didáticos Audiovisuais – Roteiro e Planejamento”, ministrado pelo pesquisador Márcio Henrique Melo de Andrade (UFPE), abordou a elaboração e coordenação de produções de materiais didáticos audiovisuais (MDAs) em formatos variados, como vídeos, áudios, animações, entre outros. Os participantes viram como se dá a criação de roteiro a partir de diversas temáticas que podem ser utilizadas na concepção desses materiais. Para Ana Paula Ferreira Sebastião, tutora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), o minicurso é uma boa oportunidade para aprender mais sobre a produção de material didático para cursos a distância: “principalmente porque, nessa área, eu tenho mais afinidade com o formato audiovisual do que com o formato escrito”, complementa.

Com a temática da avaliação da aprendizagem, a pesquisadora Simone de Paula Silva ministrou o minicurso “Avaliação Heurística de Cursos a Distância via Web”, em que abordou conceitos como interface gráfica e ergonomia, além de apresentar como é possível trabalhar a metodologia da avaliação heurística na análise de cursos a distância realizados via web. O minicurso também mostrou a tabulação de dados e a análise de resultados como recursos para melhorar o aprendizado na Educação a Distância. Camila De Lammare Cordeiro Ferreira, designer instrucional da Universidade Corporativa (UniSerpro) da regional em Belo Horizonte, é familiarizada com esse modelo de avaliação e considera que o minicurso foi produtivo “pela possibilidade de se atualizar e conhecer as experiências de outras pessoas na área”, comenta.

A programação do ESUD continua, nesta quarta-feira (12), com a apresentação de trabalhos, painéis, debates, conferência e videoconferência. Confira a programação completa aqui.

Fonte:

http://www.esud2013.com.br/index.php/80-esud-2013/130-artigos-cientificos1-15


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1ª Lista de Trabalhos Científicos aprovados para apresentação no 19º CIAED – 10jun

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Trabalhos Científicos aprovados para apresentação no 19º CIAED – Congresso Internacional ABED de Educação a Distância (1ª lista – 10jun)

– ANÁLISE DOS ESTILOS DE APRENDIZAGEM EM ALUNOS DA PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA DE UM POLO EAD EM SALVADOR, BAHIA, BRASIL

– CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES PARA METODOLOGIA SESIEDUCA: A EXPERIÊNCIA DO SESI SANTA CATARINA

– CAPACITAÇÃO ONLINE: AVALIAÇÃO DO MATERIAL DIDÁTICO

– INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: A AUDIODESCRIÇÃO COMO NOVO RECURSO DE ACESSIBILIDADE

– UM MODELO DE GESTÃO PARTICIPATIVA – PROCESSOS DE INTERAÇÃO E COMUNICAÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR COM FOCO NA MELHORIA DO ENSINO-APRENDIZADO

– VOICE DESIGN – O PODER DA PALAVRA FALADA APLICADA

(Os trabalhos aprovados “com correções” serão divulgados em breve, após alterações realizadas pelos autores.)

Fonte:

http://www.abed.org.br/site/pt/midiateca/noticias_ead/1110/2013/06/1_lista_de_trabalhos_cientificos_aprovados_para_apresentacao_no_19_ciaed_-_10jun


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Sistema UAB forma estudantes de pedagogia em Foz do Iguaçu e em Juiz de Fora

Category : Destaque

O mês de abril de 2013 marcou a colação de grau de estudantes de pedagogia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) que realizaram cursos a distância por meio do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).

A formatura dos estudantes da UEM ocorreu no Polo Universitário Darcy Ribeiro localizado no Parque Tecnológico Itaipu. A solenidade contou com 496 alunos do curso de pedagogia e foi realizada via videoconferência para 21 Polos de Apoio Presencial, totalizando 3620 alunos. Cada polo executou um planejamento local para receber os alunos, convidados e autoridades locais e ao mesmo tempo articulado com o roteiro geral fornecido pela Universidade.

Já os estudantes do curso de Pedagogia da UFJF realizaram um vídeo que mostra os desafios enfrentados no processo de aprendizagem e os obstáculos superados durante o curso, assim como o papel do Sistema UAB na formação dessas pessoas. Assista o vídeo.

UAB
Criada em 2005, o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal. Hoje, o Sistema é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Pelo sistema UAB são ofertados os dois primeiros mestrados no formato semipresencial do país: o Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), criado em 2010; e o Programa de Mestrado Profissional em Letras (Profletras), lançado no mês de abril de 2013.

Saiba mais sobre a UAB.

Fonte:

www.uab.capes.gov.br


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Universidade Aberta deve ser ampliada a partir de 2015 em Moçambique

Category : Notícia

Acordo assinado nesta segunda-feira, 20, prevê a ampliação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em Moçambique. A partir de 2015, serão ofertadas mais 2 mil vagas nos cursos de ensino da matemática, da biologia, pedagogia e administração pública. O documento foi assinado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante reunião com líderes de países africanos de língua portuguesa. O encontro foi realizado nesta segunda-feira, 20, na Costa do Sauipe, em Mata de São João, Bahia.

A consolidação e expansão da UAB em Moçambique deve ocorrer em mais cinco províncias moçambicanas, além das três que já participam do programa. O acordo prevê que, até 2015, a UAB em Moçambique vai ajustar sua infraestrutura para poder expandir.

As atividades na UAB em Moçambique tiveram início em 2011. Atualmente, são 630 alunos. A primeira turma se forma no ano que vem.

A UAB conta com a participação das universidades parceiras, como a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de Goiás (UFG), além da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Cooperação
“Temos de sair de projetos pulverizados e passar a desenhar políticas estruturantes”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante reunião sobre o fortalecimento da cooperação Brasil–África com os ministros da Educação da Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Mercadante apontou a educação como ponte estratégica entre Brasil e África. Segundo ele, somente por meio da educação um país pode garantir o desenvolvimento sustentável. “Precisamos aprofundar as relações e deixar um legado”, salientou.

Durante o encontro, no qual foram debatidos os desafios educacionais de cada país, o ministro brasileiro apresentou ações e programas do MEC. O governo brasileiro mantém em países africanos de língua portuguesa diversas ações de parceria nas áreas de educação superior, profissional e formação de professores, entre outros. “Vamos definir o que é prioritário. O MEC está disposto e pode ampliar o número de bolsas oferecidas aos alunos africanos”, afirmou Mercadante.

Durante o encontro, o ministro anunciou a criação de um centro de especialização tecnológica em Salvador. Inicialmente, o espaço receberia 200 alunos africanos por ano, em caráter experimental. O objetivo também será capacitar professores africanos para que eles voltem ao país de origem e possam reproduzir o conhecimento adquirido no Brasil. A oferta de cursos técnicos atenderia a demanda daqueles países.

(Paula Filizola – ACS/MEC)

Fonte:

www.uab.capes.gov.br/