{"id":13306,"date":"2014-02-12T08:34:34","date_gmt":"2014-02-12T11:34:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unifap.br\/ead\/?p=13306"},"modified":"2014-02-12T08:34:34","modified_gmt":"2014-02-12T11:34:34","slug":"mestrado-profissional-a-distancia-esta-em-alta-na-rede-publica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/mestrado-profissional-a-distancia-esta-em-alta-na-rede-publica-2\/","title":{"rendered":"Mestrado profissional a dist\u00e2ncia est\u00e1 em alta na rede p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o \u00eaxito na matem\u00e1tica, a UAB (Universidade Aberta do Brasil), rede que sistematiza cursos a dist\u00e2ncia e semipresenciais oferecidos por institui\u00e7\u00f5es federais, expande a oferta de mestrados profissionais para outras \u00e1reas. As forma\u00e7\u00f5es, voltadas a professores de escolas p\u00fablicas, chegaram \u00e0s \u00e1reas de f\u00edsica e letras no ano passado e devem atender ao ensino de artes e hist\u00f3ria j\u00e1 em 2014.<\/p>\n<p>A principal diferen\u00e7a dos mestrados profissionais para os acad\u00eamicos, modalidade mais tradicional, \u00e9 que esses cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o se concentram menos na pesquisa e investem na capacita\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica. Quando come\u00e7aram a se consolidar no Brasil, no in\u00edcio da d\u00e9cada passada, havia resist\u00eancia acad\u00eamica ao formato. Hoje j\u00e1 existem mais de 500 no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No sistema UAB, que funciona desde 2007, os mestrados profissionais foram criados h\u00e1 tr\u00eas anos na \u00e1rea de matem\u00e1tica (ProfMat). A op\u00e7\u00e3o pela universidade aberta atendeu \u00e0 demanda, grande e distribu\u00edda, e facilitou o acesso. Cada universidade parceira tem um polo de coordena\u00e7\u00e3o, que orienta os estudantes da regi\u00e3o e d\u00e1 aulas presenciais uma ou duas vezes na semana. Os alunos ganham bolsa mensal de R$ 1,5 mil.<\/p>\n<p>&#8220;Os resultados n\u00e3o s\u00e3o imediatos, mas elevam aos poucos a qualidade do ensino m\u00e9dio e fundamental p\u00fablico&#8221;, ressalta L\u00edvio Amaral, diretor de Avalia\u00e7\u00e3o da Capes (Coordenadoria de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior), \u00f3rg\u00e3o ligado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das prioridades foi levar em conta as necessidades e defici\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o dos docentes da rede p\u00fablica. Para o presidente da SBM, Marcelo Viana, isso acontece porque os licenciados mais talentosos preferem ficar nas universidades a seguir o magist\u00e9rio no ensino b\u00e1sico. &#8220;Muitos nem pisam na sala de aula, j\u00e1 que a carreira n\u00e3o \u00e9 atrativa&#8221;, diz. Entre os m\u00e9ritos do curso, segundo Viana, est\u00e3o a troca de experi\u00eancias entre os mestrandos e o contato com pesquisadores de ponta.<\/p>\n<p>&#8220;Compreendi melhor conte\u00fados que j\u00e1 havia visto na faculdade&#8221;, lembra V\u00edtor Amorim, professor de S\u00e3o Paulo que se formou na primeira turma do mestrado profissional de matem\u00e1tica. De acordo com ele, que trabalha em uma escola estadual e em um col\u00e9gio particular, a possibilidade de conciliar suas aulas com a p\u00f3s foi fundamental para levar o curso adiante. &#8220;Outro ponto positivo foi repensar como avalio meus pr\u00f3prios alunos&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>Professora da Federal do Rio Grande do Norte e coordenadora do programa do mestrado profissional em Letras (ProfLetras), Maria das Gra\u00e7as Rodrigues explica que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 trabalhar quest\u00f5es cotidianas. &#8220;Em vez de aceitarmos somente disserta\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m valem como trabalho de conclus\u00e3o de curso softwares ou propostas did\u00e1ticas que possam impactar a vida nas classes&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p>Mais de 12,5 mil professores do ensino fundamental tentaram 856 vagas da primeira edi\u00e7\u00e3o do ProfLetras, iniciada em agosto de 2013. A pr\u00f3xima turma come\u00e7ar\u00e1 em 2015.<br \/>\nEngenharia<\/p>\n<p>A p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em matem\u00e1tica para professores do ensino b\u00e1sico tamb\u00e9m inspirou ideias de forma\u00e7\u00e3o docente no ensino superior p\u00fablico. Est\u00e1 em debate um mestrado profissional com aulas semipresenciais para professores dos cursos tecnol\u00f3gicos e de engenharia. &#8220;O objetivo \u00e9 se basear tamb\u00e9m nas experi\u00eancias bem sucedidas da Europa e dos Estados Unidos&#8221;, aponta Vanderli Fava de Oliveira, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ensino de Engenharia, respons\u00e1vel pela proposta junto de 20 universidades. A ideia ainda est\u00e1 em avalia\u00e7\u00e3o pela Capes.<br \/>\nCorreria<\/p>\n<p>Aperfei\u00e7oar a articula\u00e7\u00e3o com as secretarias de educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre os principais desafios para os mestrados profissionais da rede da Universidade Aberta do Brasil. &#8220;Seria interessante que os professores tivessem maior redu\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria para se dedicarem ao curso&#8221;, defende Marcelo Viana, da coordena\u00e7\u00e3o do curso de Matem\u00e1tica. Ele tamb\u00e9m defende que as pastas ofere\u00e7am mais incentivos para que os professores busquem capacita\u00e7\u00e3o. &#8220;Melhorar o sal\u00e1rio e o plano de carreira para estimul\u00e1-los&#8221;, sugere.<\/p>\n<p>De acordo com L\u00edvio Amaral, diretor de Avalia\u00e7\u00e3o da Capes (Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior), \u00f3rg\u00e3o ligado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 existem esfor\u00e7os do governo federal para que as redes estaduais facilitem a participa\u00e7\u00e3o dos docentes. &#8220;Mas \u00e9 preciso reconhecer que as secretarias t\u00eam dificuldades. N\u00e3o conseguem liberar totalmente o professor, durante um ou dois anos, e repor devidamente a equipe&#8221;, pondera.<\/p>\n<p>Para Ant\u00f4nio Amaral, professor da cidade piauiense de Cocal dos Alves, a 280 km de Teresina, os dirigentes devem entender a import\u00e2ncia da qualifica\u00e7\u00e3o. &#8220;D\u00e1 trabalho, tanto na universidade quanto em casa. Fiquei com poucas aulas na minha escola, mas alguns colegas do curso tiveram dificuldades para a libera\u00e7\u00e3o&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Existem ainda problemas estruturais. Entre os alunos da Regi\u00e3o Norte, por exemplo, foi diagnosticado o menor tempo de acesso ao conte\u00fado online do curso. &#8220;A maioria dos professores n\u00e3o tem internet banda larga. Imprimem o material para estudar em casa&#8221;, relata Viana, que aponta a interioriza\u00e7\u00e3o das turmas como outra meta.<\/p>\n<p>Para os coordenadores, mais recursos tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rios. &#8220;Precisamos custear a mobilidade dos estudantes e professores, que v\u00e3o a aulas e eventos fora de suas cidades&#8221;, diz Maria das Gra\u00e7as Rodrigues, do mestrado profissional em letras. Segundo ela, j\u00e1 s\u00e3o negociadas com a Capes mais verbas para as atividades acad\u00eamicas.<\/p>\n<p>Apesar da necessidade de ajustes, o formato de capacita\u00e7\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o fora do Pa\u00eds. &#8220;Houve contatos iniciais do Uruguai, Chile e Cabo Verde para internacionalizar a rede&#8221;, conta Viana. No Brasil, j\u00e1 s\u00e3o discutidos mestrados profissionais em outros campos do ensino b\u00e1sico, como biologia, qu\u00edmica e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>FONTE:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/educacao.uol.com.br\/noticias\/agencia-estado\/2014\/01\/20\/mestrado-profissional-esta-em-alta-na-rede-publica.htm\">educacao.uol.com.br<\/a><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o \u00eaxito na matem\u00e1tica, a UAB (Universidade Aberta do Brasil), rede que sistematiza cursos a dist\u00e2ncia e semipresenciais oferecidos por institui\u00e7\u00f5es federais, expande a oferta de mestrados profissionais para&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":394,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13306","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticia","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/users\/394"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13306"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13308,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13306\/revisions\/13308"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/ead\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}