{"id":108,"date":"2016-03-14T17:27:06","date_gmt":"2016-03-14T17:27:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unifap.br\/fisioterapia\/?p=108"},"modified":"2016-03-14T17:27:06","modified_gmt":"2016-03-14T17:27:06","slug":"sem-brincadeiras-ao-ar-livre-criancas-correm-para-a-fisioterapia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.unifap.br\/fisioterapia\/2016\/03\/14\/sem-brincadeiras-ao-ar-livre-criancas-correm-para-a-fisioterapia\/","title":{"rendered":"Sem brincadeiras ao ar livre, crian\u00e7as \u2018correm\u2019 para a fisioterapia."},"content":{"rendered":"<h4>Jogos em espa\u00e7o aberto desenvolvem m\u00fasculos fortes, alongamento e planejamento motor.<\/h4>\n<p><a href=\"http:\/\/www2.unifap.br\/fisioterapia\/files\/2016\/03\/image.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-109\" alt=\"image\" src=\"http:\/\/www2.unifap.br\/fisioterapia\/files\/2016\/03\/image.jpg\" width=\"620\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/www2.unifap.br\/fisioterapia\/files\/2016\/03\/image.jpg 620w, https:\/\/www2.unifap.br\/fisioterapia\/files\/2016\/03\/image-300x203.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><span style=\"line-height: 1.5em\">RAQUEL SODR\u00c9<\/span><\/div>\n<p>Subir em \u00e1rvores, brincar em balan\u00e7o, escorregador, jogar queimada, rouba-bandeira e pega-pega n\u00e3o s\u00e3o importantes s\u00f3 para construir mem\u00f3rias doces da inf\u00e2ncia. Essas brincadeiras desenvolvem uma s\u00e9rie de habilidades, capacidades e atributos f\u00edsicos nas crian\u00e7as que impedem que elas precisem, cada vez mais cedo, de sess\u00f5es de fisioterapia.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o existirem estat\u00edsticas sobre o assunto, os especialistas percebem um aumento na procura dos tratamentos por pais de crian\u00e7as que, antes, n\u00e3o frequentavam as cl\u00ednicas.<\/p>\n<p>\u201cAntes, atend\u00edamos muitas crian\u00e7as portadoras de alguma s\u00edndrome, ou com problemas motores, ou com sequelas p\u00f3s-cir\u00fargicas. De um tempo para c\u00e1, temos recebido crian\u00e7as de desenvolvimento t\u00edpico \u2013 sem nenhum tipo de doen\u00e7a ou s\u00edndrome \u2013 que est\u00e3o chegando com queixas de altera\u00e7\u00e3o postural, dores nos joelhos e nos p\u00e9s e encurtamentos musculares mais severos, que atrapalham at\u00e9 na hora de andar\u201d, conta a fisioterapeuta Isabela Campos, uma das s\u00f3cias da Cl\u00ednica Sentidos, que \u00e9 especializada no atendimento fisioter\u00e1pico pedi\u00e1trico.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, o perfil mais comum \u00e9 o de crian\u00e7as e pr\u00e9-adolescentes, com idades que v\u00e3o dos 9 aos 12 anos e moram em apartamento. \u201cMuitas vezes, s\u00e3o crian\u00e7as que at\u00e9 t\u00eam alguma atividade complementar, mas n\u00e3o t\u00eam oportunidade de brincar ao ar livre e explorar os espa\u00e7os\u201d, diz Isabela.<\/p>\n<p>Brincadeiras ao ar livre s\u00e3o importantes, de acordo com a fisioterapeuta, para superar medos, ficar mais confiante, fortalecer a musculatura, melhorar o alongamento e desenvolver seu planejamento motor, ou a capacidade de ocupar adequadamente o espa\u00e7o onde est\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Vil\u00e3o<\/strong>.\u00a0O problema fica mais s\u00e9rio porque o maior inimigo de boa parte das crian\u00e7as, atualmente, cabe dentro do bolso. \u201cAs crian\u00e7as fazem muitas atividades extracurriculares, mas a maioria delas, sentadas. O hobby est\u00e1 sempre na internet, e o que achamos mais grave \u00e9 a facilidade da internet no celular. Na escola, em vez de ir correr no recreio, cada uma senta com seu celular. Voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea mais crian\u00e7a carregando bola. Ela carrega um tablet\u201d, destaca a fisioterapeuta Fl\u00e1via Massar Cipriani, diretora do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Quem viu bem os efeitos dessa facilidade de acesso \u00e0 internet foi Jocimar Martins, 44, m\u00e3e de Jo\u00e3o Vitor, 9. Apesar de morar em uma casa espa\u00e7osa e brincar bastante ao ar livre, Jo\u00e3o acabou indo parar na sala de fisioterapia no m\u00eas passado. \u201cNas f\u00e9rias, n\u00f3s relaxamos, e ele acabou usando o smartphone e o tablet sem controle. Voltou da viagem com dores nas costas\u201d, conta a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Na fisioterapia, Jo\u00e3o fez alongamentos e exerc\u00edcios para melhorar a postura, al\u00e9m de ter sido orientado sobre a forma correta de usar os gadgets. \u201cO tratamento foi r\u00e1pido. E agora, com as orienta\u00e7\u00f5es, ele est\u00e1 mantendo\u201d, diz Jocimar. De volta \u00e0 rotina normal, Jo\u00e3o est\u00e1 usando a internet s\u00f3 nos fins de semana.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o haver uma medida espec\u00edfica do tempo que as crian\u00e7as devem brincar ao ar livre, o mais indicado \u00e9 que elas tenham oportunidades, todos os dias, de frequentar espa\u00e7os abertos, como pra\u00e7as, parques, clubes ou at\u00e9 nas \u00e1reas comuns do pr\u00e9dio para que possam explorar os espa\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>M\u00e1 postura pode estar relacionada \u00e0 dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em\">Os danos causados pelo excesso de tempo passado sentado pode extrapolar a parte f\u00edsica e chegar at\u00e9 o aprendizado das crian\u00e7as. De acordo com a fisioterapeuta Isabela Campos, algumas vezes, a m\u00e1 postura pode atrapalhar as crian\u00e7as a se concentrarem nas aulas e tamb\u00e9m a fazer as tarefas de casa.\u00a0<\/span><\/p>\n<div>\n\u201cCostumamos receber crian\u00e7as aqui com a recomenda\u00e7\u00e3o da escola, pois s\u00e3o crian\u00e7as agitadas, desatentas e com dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o. Quando vamos analisar, percebemos que elas n\u00e3o t\u00eam d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o. O problema est\u00e1 na postura\u201d, conta ela. Nesses casos, o que acontece \u00e9 que o desvio postural \u00e9 t\u00e3o importante que a crian\u00e7a fica preocupada em como se manter todas aquelas horas sentada na cadeira e acaba perdendo a aten\u00e7\u00e3o na aula.<\/div>\n<div>\nA melhor forma de evitar isso \u00e9 a boa e velha brincadeira. \u201c(\u00c9 preciso) p\u00f4r essas crian\u00e7as para brincar, voltar a frequentar clubes, pra\u00e7as, deixar as crian\u00e7as frequentarem as \u00e1reas comuns dos pr\u00e9dios. Crian\u00e7a precisa explorar para se desenvolver\u201d, orienta.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mat\u00e9ria publicada no Jornal &#8220;O TEMPO&#8221; em 14\/03\/2016<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jogos em espa\u00e7o aberto desenvolvem m\u00fasculos fortes, alongamento e planejamento motor. &nbsp; RAQUEL SODR\u00c9 Subir em \u00e1rvores, brincar em balan\u00e7o, escorregador, jogar queimada, rouba-bandeira e pega-pega n\u00e3o s\u00e3o importantes s\u00f3 para construir mem\u00f3rias doces da inf\u00e2ncia. 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