Aula do PPCULT no espaço público estimula experiência prática de pesquisa aos mestrandos

No PPCULT, os pesquisadores em formação têm aulas/vivências concretas. A turma foi para orla de Macapá para refletir sobre a cidade.  Na disciplina Arte, Cultura e Espaço Público, a docente Dra Silvia Carla Marques fez da aula um laboratório de pesquisa, que torna a rua o espaço pedagógico para refletir e criar vivências!

A ideia foi sobre Viver em Mayuka: proposição docente inspirada na episteme do povo Palikur-arukwayene!

Sobre a aula
Mayuka – palavra do povo Palikur-arukwayene que ocupa o território no extremo norte do brasil Oiapoque e significa mutirão. Mayuka não é só palavra, é modo de vida, cosmologia que orienta e funda os saberes do envolvimento para o bem viver. Partilha do peso e a leveza do viver. Dimensão coletiva de cuidado, compromisso e pertencimento. Em breve, a ação docente se faz também em Mayuka: ensinar e aprender como quem semeia, como quem planta vínculos na experiencia fértil do aprendizado.

Mayuka é o que acontece quando o pensamento volta a sentir, quando a ideia se curva diante da vida e pede licença para existir. É estado de ser, de estar com, de celebrar o mundo em movimento onde todos aprendem, todos sonham e todos vivem… em mutirão.

Mayuka é uma palavra de ajuda, dar as mãos, no trabalho e ajudar no próximo trabalho, que acontece durante o processo de criar roças. O Mayuka é feito desde o início da derrubada das roças, a coivara, o plantio, retirada das mandiocas e para fazer farinha. Quando a pessoa entender que ter uma roça é trabalho e precisa de ajuda então vai ajudar o próximo sem ser convidado e, o outro já vai entender que o outro está dando sua mão e que irá retribuir da mesma forma.
Fonte: Dra Silvia Carla Marques – @nindelfor

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