{"id":224,"date":"2015-10-12T13:17:26","date_gmt":"2015-10-12T13:17:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/?page_id=224"},"modified":"2015-10-13T02:58:09","modified_gmt":"2015-10-13T02:58:09","slug":"documentacao-linguistica-e-estudos-lexicais","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/documentacao-linguistica-e-estudos-lexicais\/","title":{"rendered":"Documenta\u00e7\u00e3o Lingu\u00edstica e Estudos Lexicais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><b>Documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica na Amaz\u00f4nia: abordagens e m\u00e9todos<\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Glauber Romling da Silva, Universidade Federal do Amap\u00e1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"right\"><span style=\"line-height: 1.5em\">Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, a documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica consolidou-se como campo com objetivos e m\u00e9todos pr\u00f3prios. Com a iminente e acelerada perda da diversidade lingu\u00edstica mundial, fundos para projetos de documenta\u00e7\u00e3o foram disponibilizados, bem como instrumentos t\u00e9cnicos para a execu\u00e7\u00e3o das tarefas que envolvem esse processo foram criados. Com uma mir\u00edade de possibilidades, tanto de suporte quanto de execu\u00e7\u00e3o eficiente, o desafio \u00e9 talhar de maneira apropriada o formato de um projeto ou trabalho de documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica. Este trabalho tem por objetivo apresentar tr\u00eas experi\u00eancias de documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica distintas e apresentar m\u00e9todos para abordagens mais objetivas de execu\u00e7\u00e3o: o projeto Paresi-Haliti (Arawak), o trabalho com os Pirah\u00e3 (Mura) e a experi\u00eancia na Licenciatura Intercultural Ind\u00edgena da UNIFAP. <\/span><b style=\"line-height: 1.5em\">\u00a0a) Projeto com bil\u00edngues de amplo contato: <\/b><span style=\"line-height: 1.5em\">Os Projetos* Documentation of the Paresi-Haliti Language (Arawak) e Documenta\u00e7\u00e3o de L\u00edngua Arawak do Sul: o Paresi-Haliti* foram projetos de escopo amplo, ou seja, buscavam documentar eventos verbais culturalmente relevantes em campo para a obten\u00e7\u00e3o dos resultados cl\u00e1ssicos, a saber: gram\u00e1tica descritiva (Silva, 2013), l\u00e9xico e textos. Com o suporte de softwares de documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica aliados a uma abordagem participativa, que envolveu a capacita\u00e7\u00e3o de pesquisadores ind\u00edgenas, construiu-se um corpus multim\u00eddia diversificado com mais de 100 horas. <\/span><b style=\"line-height: 1.5em\">b) Projeto com monol\u00edngues de restrito contato: <\/b><span style=\"line-height: 1.5em\">A experi\u00eancia de documenta\u00e7\u00e3o com os Pirah\u00e3 (Mura)** visava \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio processo de pesquisa. Por se tratar de falantes monol\u00edngues e com pouco contato com a sociedade n\u00e3o-ind\u00edgena, al\u00e9m da escassez de dados com registro audiovisual e metodologia clara, muita discuss\u00e3o e controv\u00e9rsia foi gerada no debate te\u00f3rico (Everett, 2005, 2009; Nevins <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">et alii<\/i><span style=\"line-height: 1.5em\">, 2009a, 2009b). Nesse caso, a forma\u00e7\u00e3o de uma base de dados enxuta, por\u00e9m robusta se fazia necess\u00e1ria. <\/span><b style=\"line-height: 1.5em\">c) Formando professores-pesquisadores ind\u00edgenas: <\/b><span style=\"line-height: 1.5em\">Diferentemente das duas experi\u00eancias anteriores, a Licenciatura Intercultural Ind\u00edgena (LII) da Universidade Federal do Amap\u00e1 n\u00e3o figura como um projeto cl\u00e1ssico de campo para a pesquisa. Criada em 2007, recebe 30 novos alunos todos os anos. Dentre as disciplinas ministradas, h\u00e1 aquelas voltadas especificamente para documenta\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas. Todos os linguistas da LII t\u00eam experi\u00eancia com documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica, sendo assim, boa parte dos projetos empreendidos pelos mesmos utilizam t\u00e9cnicas e conceitos deste campo. Metodologicamente, comparamos o custo-benef\u00edcio de algumas abordagens, utilizando crit\u00e9rios como: caracter\u00edstica de contato da comunidade envolvida, escopo do projeto, prazo para execu\u00e7\u00e3o, contrapartida para a comunidade envolvida, resultados cient\u00edficos esperados, verba e equipe dispon\u00edveis. Este trabalho visa a ser uma contribui\u00e7\u00e3o para os campos da documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica e da educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena. <\/span><b style=\"line-height: 1.5em\">Palavras-Chave:<\/b><span style=\"line-height: 1.5em\"> documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica, paresi-haliti, pirah\u00e3. <\/span><b style=\"line-height: 1.5em\">Ag\u00eancias de fomento: <\/b><span style=\"line-height: 1.5em\">*CNPq, ELDP\/SOAS, Museu do \u00cdndio\/UNESCO; ** FAPESP, CNPq.<\/span><\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<p>Everett, D. 2005. Cultural constraints on grammar and cognition in Pirah\u00e3: another look at the design. Current Anthropology 46(4), 621-46;<\/p>\n<p>Everett, D. 2009. Pirah\u00e3 culture and grammar: a response to some criticisms. Language 85, 405-442;<\/p>\n<p>Nevins, A., D. Pesetsky &amp; C. Rodrigues. 2009a. Piraha Exceptionality: a Reassessment. Language 85(2), 355-404;<\/p>\n<p>Nevins, A., D. Pesetsky &amp; C. Rodrigues. 2009b. Evidence and Argumentation: a Reply to Everett (2009). Language. 85.3, 671\u2013681;<\/p>\n<p>Silva, G. 2013. Morfossintaxe da L\u00edngua Paresi-Haliti (Arawak). Tese de Doutorado. Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica. Rio de Janeiro: UFRJ.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><b>Caracter\u00edsticas formais de um relato dos cl\u00e3s: Arara<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><b>-Trap\u00e9zio Amaz\u00f4nico Colombiano<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">W. Eduardo G\u00f3mez-Pulgar\u00edn, (UFPA)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">\u00a0Um epis\u00f3dio relevante no mito de origem dos Tikunas \u00e9 a pesca dos \u201chomens verdadeiros\u201d, que adotaram por mandato de Yo\u00ed um sistema de casamento exog\u00e2mico. Os relatos sobre este tema podem ser muitos como tamb\u00e9m as formas de os contar. O exerc\u00edcio proposto para esta comunica\u00e7\u00e3o analisa e comenta alguns dos tra\u00e7os lingu\u00edsticos ou caracter\u00edsticas formais e po\u00e9ticas de um relato coletado no povoado de Arara (Trap\u00e9zio Amaz\u00f4nico Colombiano). O relato gravado em 2008, que consta de 15 minutos, tem 247 linhas e amostra uma estrutura interessante, j\u00e1 que n\u00e3o s\u00f3 se centra no relato dos cl\u00e3s, sen\u00e3o que explora outros campos sem\u00e2nticos referidos a contextos pr\u00f3prios de enuncia\u00e7\u00e3o ou contexto social imediato. Assim, este trabalho prop\u00f5e como metodologia e aporte um tipo de transcri\u00e7\u00e3o baseado nos postulados da etnopo\u00e9tica (Hymes 1998), o qual permite um tratamento dos dados a partir de linhas, versos e estrofes. Tal organiza\u00e7\u00e3o dos dados, nos deixam examinar alguns elementos de valor de\u00edctico, como o uso de demonstrativos e anaf\u00f3ricos que cumprem uma fun\u00e7\u00e3o no relato. Igualmente, o dialogismo se apresenta como outro ponto interessante a discutir, j\u00e1 que se bem existem comunidades vizinhas \u2013 como a Uitoto \u2013 que a usam como caracter\u00edstica pr\u00f3pria da sua tradi\u00e7\u00e3o oral; em Tikuna estes dados est\u00e3o ainda por explorar, como tamb\u00e9m as estruturas do paralelismo que se fazem presentes ao longo do relato. Sobre esta tem\u00e1tica existem propostas que podem dar uma luz sobre as caracter\u00edsticas das narra\u00e7\u00f5es amer\u00edndias; analises te\u00f3ricos pr\u00e9vios assinalam tra\u00e7os tipol\u00f3gicos para uma \u00e1rea de discurso amaz\u00f4nica no Noroeste (Cf. Beier et al 2002); entre eles se acham as representa\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas, encontros cerimoniais, evidencialidade, pr\u00e1ticas de fala reportada, paralelismo, uso de l\u00ednguas especiais do paj\u00e9, etc. Assim a partir deste an\u00e1lise e metodologia-aporte, se quer discutir e refletir sobre a pertin\u00eancia deste tipo de textos orais na documenta\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas da regi\u00e3o<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><b>Palavras-chave:<\/b> Etnopo\u00e9tica, tra\u00e7os lingu\u00edsticos, Tikuna, Documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">_________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Documentando para preservar:<br \/>\nhist\u00f3rico e perspectivas da documenta\u00e7\u00e3o cultural e lingu\u00edstica entre os palikur<\/b><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"line-height: 1.5em\">Elissandra Barros (UNIFAP-UFRJ)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"right\"><span style=\"line-height: 1.5em\">Os altos custos do trabalho de campo e a dificuldade de aquisi\u00e7\u00e3o dos equipamentos necess\u00e1rios para a documenta\u00e7\u00e3o costumam ser obst\u00e1culos que o pesquisador precisa superar antes de chegar \u00e0 aldeia. Dado o restrito fomento \u00e0 pesquisa com l\u00ednguas ind\u00edgenas no Brasil, \u00e9 comum que o pesquisador desta \u00e1rea v\u00e1 para a aldeia com recursos de projetos diversos, frequentemente ligados \u00e0 escola e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de professores ind\u00edgenas, e realize a coleta de dados paralela \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de tais atividades. Contudo, uma outra din\u00e2mica \u00e9 poss\u00edvel: a capacita\u00e7\u00e3o paralela desses professores em pesquisadores ind\u00edgenas. Essa tem sido nossa proposta desde 2009, quando iniciamos o trabalho de documenta\u00e7\u00e3o entre os Palikur. Desde ent\u00e3o, temos nos preocupado com o registro e a cria\u00e7\u00e3o de um acervo digital, para o qual o trabalho dos pesquisadores ind\u00edgenas tem sido fundamental. A ideia \u00e9 que o acervo seja acess\u00edvel ao povo Palikur e, futuramente, poder\u00e1 estar dispon\u00edvel para outros interessados, segundo os crit\u00e9rios estabelecidos pela pr\u00f3pria comunidade. Nesta apresenta\u00e7\u00e3o mostraremos o in\u00edcio do processo de documenta\u00e7\u00e3o entre os Palikur, os avan\u00e7os e desafios enfrentados durante a realiza\u00e7\u00e3o de diversos projetos, entre os quais destaco, por ordem de execu\u00e7\u00e3o, as parcerias com o Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi (MPEG) e a Pr\u00f3-Reitoria de A\u00e7\u00f5es Comunit\u00e1rias (PROEAC); o Programa Institucional de Inicia\u00e7\u00e3o a Doc\u00eancia (PIBID); o Saberes Ind\u00edgenas na Escola (SIE) e o\u00a0 Endangered Languages Documentation Programme (ELDP). Foram as parcerias e a\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias desses projetos que nos permitiram realizar as atividades de forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores ind\u00edgenas, sempre com o objetivo de constituir um grupo de professores\/pesquisadores palikur capaz de manusear os equipamentos, de utilizar ferramentas para a an\u00e1lise lingu\u00edstica; de refletir sobre seu pr\u00f3prio povo e l\u00edngua, al\u00e9m de ser multiplicador dos conhecimentos apreendidos durante os encontros e oficinas. A ideia fundamental \u00e9 que os ind\u00edgenas n\u00e3o sejam somente <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">informantes <\/i><span style=\"line-height: 1.5em\">ou<\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">\u00a0 tradutores <\/i><span style=\"line-height: 1.5em\">mas que, de fato, se constituam como pesquisadores. Para isso, nossa atua\u00e7\u00e3o dentro do Curso de Licenciatura Intercultural Ind\u00edgena e o conv\u00edvio com as comunidades ind\u00edgenas da regi\u00e3o tem sido de grande import\u00e2ncia. As experi\u00eancias, desafios e resultados desse trabalho s\u00e3o aqui demonstrados atrav\u00e9s de relatos, fotografias e da apresenta\u00e7\u00e3o do estado atual do Acervo Palikur.<\/span><\/p>\n<p><b>Palavras-chave: <\/b>Documenta\u00e7\u00e3o &#8211; l\u00ednguas &#8211; Palikur<b><\/b><\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Gloss\u00e1rio Etnol\u00edngu\u00edstico de plantas medicinais e t\u00e9cnicas de sa\u00fade:<br \/>\nParkt\u00eaj\u00ea-Portugu\u00eas<\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Jaqueline de Andrade Reis (UFPA)<\/p>\n<p align=\"right\">Mar\u00edlia de Nazar\u00e9 de Oliveira Ferreira (UFPA)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este trabalho prop\u00f5e a elabora\u00e7\u00e3o de um gloss\u00e1rio que compreende a natureza lexical das terminologias utilizadas nas plantas medicinais e t\u00e9cnicas de sa\u00fade: Parkat\u00eaj\u00ea-Portugu\u00eas tendo em vista a amplia\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o dos estudos lingu\u00edsticos dessa l\u00edngua em perigo de extin\u00e7\u00e3o. O parkat\u00eaj\u00ea, l\u00edngua Timbira pertencente ao Tronco macro-J\u00ea, fam\u00edlia J\u00ea (FERREIRA, 2003), a qual \u00e9 falada em duas aldeias no munic\u00edpio de Bom Jesus do Estado de Tocantins, a trinta quil\u00f4metros de Marab\u00e1, no Sudeste do Estado do Par\u00e1. A abordagem te\u00f3rica utilizada est\u00e1 pautada nos estudos das \u00e1reas da Lexicologia e da Lexicografia, ci\u00eancias que possuem em comum a documenta\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise do l\u00e9xico geral das l\u00ednguas, ou seja, o conjunto de lexias que denominam o mundo biossocial em que a cultura dos povos se desenvolve. A metodologia usada para a confec\u00e7\u00e3o deste trabalho consiste na pesquisa de campo em uma aldeia falante de parkat\u00eaj\u00ea, na localidade supracitada. Os informantes arrolados para o desenvolvimento da pesquisa s\u00e3o ind\u00edgenas monol\u00edngues e bil\u00edngues (falantes de parkat\u00eaj\u00ea), com faixa et\u00e1ria entre 45 a 75 anos de idade, escolarizados e n\u00e3o-escolarizados. A Coleta de dados \u00e9 feita por meio de entrevistas atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de um question\u00e1rio semi-estruturado, composto por variadas quest\u00f5es a respeito do universo lexical inseridos no contexto de uso das plantas medicinais que s\u00e3o utilizadas pela comunidade ind\u00edgena no tratamento de variadas doen\u00e7as. Al\u00e9m deste m\u00e9todo de recolha dos dados, tamb\u00e9m utilizamos recursos \u00e1udio-visuais com a finalidade de registrar e documentar as imagens e as narrativas orais que comp\u00f5em o acervo de registros do gloss\u00e1rio. Como resultado preliminar da pesquisa bibliogr\u00e1fica encontramos lexias como mpokukreti (urtiga) esp\u00e9cie de planta utilizada para o tratamento da mal\u00e1ria e r\u00f4r (cupim) esp\u00e9cie de inseto usado para o tratamento de osso quebrado (Me Ikw\u00fd Tekj\u00ea Ri, 2011). Lexias como essas comp\u00f5em os termos entradas dos verbetes do gloss\u00e1rio que est\u00e1 organizado em sua macroestrutura de forma semi-sistem\u00e1tica, ou seja, dentro de seus campos conceituais (sem\u00e2nticos) e em ordem alfab\u00e9tica. No que concerne \u00e0 microestrutura, esta se apresenta nos seguintes campos, conforme esquema a seguir: lexia entrada + categoria gramatical + defini\u00e7\u00e3o +\/- remissiva +\/- nota. A presente pesquisa tem apoio da Universidade Federal do Par\u00e1, por meio do grupo de pesquisa de l\u00ednguas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave<\/b>: Gloss\u00e1rio. Lexicologia.\u00a0 Parkat\u00eaj\u00ea.<\/p>\n<p class=\"Default\" style=\"text-align: center\" align=\"center\"><span style=\"line-height: normal;text-align: justify\">_________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">\n<p align=\"center\"><b>Dicion\u00e1rio da l\u00edngua Suru\u00ed do Tocantins (Aikew\u00e1ra)<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">\n<p align=\"right\">Jorge Domingues Lopes (UFPA &#8211; Tocantins\/Camet\u00e1)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">A l\u00edngua Suru\u00ed do Tocantins, pertencente, segundo Rodrigues (1984\/1985), ao subgrupo IV da fam\u00edlia lingu\u00edstica Tup\u00ed-Guaran\u00ed (tronco Tup\u00ed), dos \u00edndios Aikew\u00e1ra na T.I. Soror\u00f3, no sudeste do Estado do Par\u00e1, est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, sendo falada atualmente apenas por poucos adultos e velhos. Essa l\u00edngua passou h\u00e1 pouco tempo a ser ensinada na escola da aldeia, em sua forma oral e escrita e, desta nova perspectiva, surgiu a necessidade de desenvolvimento de materiais baseados na escrita, principalmente com uma perspectiva did\u00e1tica. Nesse contexto, iniciou-se em 2012, ainda durante uma pesquisa para o doutorado, uma nova etapa de documenta\u00e7\u00e3o da l\u00edngua Suru\u00ed do Tocantins, j\u00e1 com a finalidade de propiciar a constru\u00e7\u00e3o de um dicion\u00e1rio dessa l\u00edngua, contando sempre com a participa\u00e7\u00e3o ativa de professores Aikew\u00e1ra na condi\u00e7\u00e3o de pesquisadores de sua pr\u00f3pria l\u00edngua. Desse trabalho inicial, como o apoio do Laborat\u00f3rio de L\u00ednguas Ind\u00edgenas da Universidade de Bras\u00edlia, foi feita uma breve descri\u00e7\u00e3o fon\u00e9tico-fonol\u00f3gica, morfossint\u00e1tica e lexical dessa l\u00edngua e, ainda em 2014, chegou-se a uma primeira proposta de dicion\u00e1rio. Com dados lingu\u00edsticos armazenados no programa L\u00ednguas \u2013 Base de dados para documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica (Lopes, 2014), foi gerada uma primeira vers\u00e3o do dicion\u00e1rio bil\u00edngue semasiol\u00f3gico nas dire\u00e7\u00f5es Suru\u00ed do Tocantins-Portugu\u00eas e Portugu\u00eas-Suru\u00ed do Tocantins. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 microestrutura desse dicion\u00e1rio, ela foi estabelecida em uma padroniza\u00e7\u00e3o baseada nas estruturas identificadas a partir de um levantamento de centenas de materiais lexicogr\u00e1ficos (listas, gloss\u00e1rios, vocabul\u00e1rios e, sobretudo, dicion\u00e1rios) j\u00e1 produzidos a partir das l\u00ednguas ind\u00edgenas brasileiras. Na etapa atual do trabalho, espera-se ampliar ainda mais a base de dados, alimentando-a com novas entradas, al\u00e9m de multiplicar a quantidade de enunciados (exemplos) nas respectivas l\u00ednguas. Al\u00e9m disso, a documenta\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise e tratamento dos dados lingu\u00edsticos e a consequente constru\u00e7\u00e3o lexicogr\u00e1fica baseiam-se nas orienta\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de Haensch (1982), Rodrigues (2010), Cabral e Rodrigues (2003), Haviland e Farf\u00e1n (2007), Lopes (2014).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\">\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> L\u00edngua Suru\u00ed do Tocantins; lexicografia; documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica na Amaz\u00f4nia: abordagens e m\u00e9todos Glauber Romling da Silva, Universidade Federal do Amap\u00e1 Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, a documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica consolidou-se como campo com objetivos e m\u00e9todos pr\u00f3prios. 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