{"id":230,"date":"2015-10-12T13:19:29","date_gmt":"2015-10-12T13:19:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/?page_id=230"},"modified":"2015-10-13T02:00:12","modified_gmt":"2015-10-13T02:00:12","slug":"lingua-e-identidade-ii","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/lingua-e-identidade-ii\/","title":{"rendered":"L\u00edngua e Identidade II"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>ASPECTOS LINGU\u00cdSTICOS E CULTURAIS DOS SISTEMAS DE PARENTESCO E ONOM\u00c1STICO DO POVO PARKAT\u00caJ\u00ca<\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Tereza Tayn\u00e1 Coutinho Lopes (UFPA)<\/p>\n<p align=\"right\">Mar\u00edlia de Nazar\u00e9 de Oliveira Ferreira (UFPA)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este trabalho tem por objetivo apresentar quest\u00f5es lingu\u00edsticas e culturais relacionadas aos sistemas de parentesco e onom\u00e1stico do povo Parkat\u00eaj\u00ea, tamb\u00e9m conhecido na literatura especializada como Gavi\u00e3o do Par\u00e1. Atualmente, o referido povo vive em aldeias na Reserva Ind\u00edgena M\u00e3e Maria (RIMM), \u00e0s proximidades do munic\u00edpio de Marab\u00e1. A l\u00edngua Parkat\u00eaj\u00ea, denominada do mesmo modo que sua comunidade, filia-se ao Complexo Dialetal Timbira, tronco lingu\u00edstico Macro-J\u00ea e, tal como \u00e9 comum aos povos Timbira, exibe elaborados sistemas de nomina\u00e7\u00e3o e parentesco. Aspectos referentes ao funcionamento de tais sistemas ser\u00e3o abordados tendo como bases principais os trabalhos de Coelho de Souza (2002), Ferreira (2003) e Lopes (2014). A l\u00edngua Parkat\u00eaj\u00ea possu\u00ed terminologias espec\u00edficas para parentes consangu\u00edneos, afins e parentes j\u00e1 falecidos que s\u00e3o fortemente influenciadas pelas regras de nomina\u00e7\u00e3o. De acordo com o sistema de nomina\u00e7\u00e3o do referido povo, ao se receber um nome, o nominado recebe tamb\u00e9m virtualmente todos os relacionamentos de seu nominador, o que inclu\u00ed receber seus parentes consangu\u00edneos ou por afinidade, bem como suas rela\u00e7\u00f5es cerimoniais e de amizade formal. Outra quest\u00e3o interessante \u00e9 que no ato da nomina\u00e7\u00e3o, o nominador escolhe uma caracter\u00edstica de seu pr\u00f3prio comportamento com o qual chamar\u00e1 o seu nominado. Os nomes resultantes n\u00e3o se reduzem \u00e0 simples soma de itens lexicais, uma vez que apresentam um significado distinto daquele de seus itens constituintes, de modo a expressar um conceito novo. A partir do entendimento das rela\u00e7\u00f5es de parentesco e onom\u00e1sticas do povo Parkat\u00eaj\u00ea, ser\u00e3o apresentados alguns aspectos morfossint\u00e1ticos observados na composi\u00e7\u00e3o dos termos de parentesco em quest\u00e3o e em nomes pr\u00f3prios da l\u00edngua Parkat\u00eaj\u00ea. A metodologia utilizada para feitura deste trabalho consistiu em pesquisa bibliogr\u00e1fica de materiais a respeito de l\u00ednguas ind\u00edgenas, lingu\u00edstica e antropologia, al\u00e9m de pesquisa etnogr\u00e1fica com coleta de dados realizada na comunidade da l\u00edngua em estudo. A presente pesquisa conta com o apoio da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>PALAVRAS-CHAVE<\/b>: Parentesco. Onom\u00e1stica. Parkat\u00eaj\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><b>L\u00cdNGUA E IDENTIDADE IND\u00cdGENAS NO LIVRO DID\u00c1TICO DE L\u00cdNGUA PORTUGUESA: AUS\u00caNCIA E APAGAMENTO<\/b><\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"right\">Osmando Jesus Brasileiro (UniRitter \/GEA)<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quais imagens, ideologias, conceitos e conte\u00fados veiculam nos livros did\u00e1ticos sobre um determinado tema? Quais par\u00e2metros s\u00e3o utilizados para a escolha de temas e tipos de abordagens? Os Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (PCN) surgiram na d\u00e9cada de 1990 com o objetivo de tentar definir tais crit\u00e9rios e par\u00e2metros, contudo, a sociedade muda e com ela as opini\u00f5es e as formas de exist\u00eancia daqueles que a constituem tamb\u00e9m mudam. As lutas sociais e a defini\u00e7\u00e3o das identidades para inser\u00e7\u00e3o social s\u00e3o uma das mais importantes ferramentas de discuss\u00e3o dessa conjuntura. Lutas que deram origem a leis como, Lei 11.645\/2008, que obriga a inclus\u00e3o do estudo da hist\u00f3ria e cultura afrodescendentes e ind\u00edgenas nos curr\u00edculos escolares. Dessa forma, se fizermos uma an\u00e1lise r\u00e1pida e superficial dos livros did\u00e1ticos notaremos que h\u00e1 poucas refer\u00eancias aos povos ind\u00edgenas e sua linguagem. Grande parte da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena brasileira concentra-se na Regi\u00e3o Norte, havendo no Amap\u00e1, uma concentra\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel da porcentagem total desses povos. Durante pesquisa de mestrado, pudemos constatar uma inten\u00e7\u00e3o deliberada, por meio da aus\u00eancia, de apagamento da identidade e l\u00edngua ind\u00edgenas na cultura e hist\u00f3ria brasileiras. Parte dessa tentativa, se deve ao fato de que os n\u00e3o-ind\u00edgenas utilizam tais subterf\u00fagios para se apropriar das terras ind\u00edgenas, e das riquezas presentes nela, que originalmente pertencem a esses povos; outra parte, se deve ao fato da imposi\u00e7\u00e3o cultural n\u00e3o-ind\u00edgena para consolidar o processo de domina\u00e7\u00e3o cultural e, por conseguinte, apagar esses povos e sua cultura da hist\u00f3ria da sociedade convencional. Diante disso, objetiva-se nesta comunica\u00e7\u00e3o, evidenciar momentos de aus\u00eancias e de apagamentos da hist\u00f3ria e da cultura dos povos ind\u00edgenas nos instrumentos de educa\u00e7\u00e3o oficial, distribu\u00eddos gratuitamente em todas as escolas brasileiras. Nossa metodologia \u00e9 o mapeamento de refer\u00eancias ao ind\u00edgena na colet\u00e2nea de livros pesquisados, <i>A aventura da linguagem<\/i>, (TRAVAGLIA ET ALII, 2009) e sua an\u00e1lise por um vi\u00e9s cr\u00edtico dos te\u00f3ricos da identidade como Hall (2004; 2006) e Bauman (2005), dentre outros que foram de interesse de nossa pesquisa em n\u00edvel <i>stricto sensu<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Palavras-chave<\/b>: L\u00edngua e identidade ind\u00edgenas. Livro did\u00e1tico de l\u00edngua portuguesa. Apagamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><b>L\u00edngua, Cultura e Sociedade Guat\u00f3.<\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Profa. Dra. Natalina Sierra Ass\u00eancio Costa (UEMS\/Campo Grande)<\/p>\n<p align=\"right\">Patricia Damasceno Fernandes (UEMS\/Campo Grande)<\/p>\n<p align=\"right\">\n<p style=\"text-align: justify\">Na regi\u00e3o, quase fronteira com a Bol\u00edvia, encontra-se a comunidade ind\u00edgena denominada Guat\u00f3, comunidade que ser\u00e1 destacada nessa pesquisa. Alguns \u00edndios Guat\u00f3 moram na aldeia Uberaba que se localiza em uma ilha fluvial, no Canal D. Pedro II: a Ilha \u00cdnsua e nela, est\u00e1 localizado o II Batalh\u00e3o de Fronteira do Ex\u00e9rcito Brasileiro, conhecida como Bela Vista; outros, na cidade de Corumb\u00e1-MS. Em se tratando da l\u00edngua Guat\u00f3, esta foi documentada pela primeira vez por Castelnau (1851), fazendo parte do tronco lingu\u00edstico Macro-J\u00ea. Atualmente, s\u00e3o poucos os seus falantes, tendo em vista que a maioria dos falantes da comunidade, em destaque, fala s\u00f3 o portugu\u00eas. Diante disso, vimos a necessidade de se fazer um estudo para se verificar a influ\u00eancia da l\u00edngua portuguesa na fala dessa comunidade. A urg\u00eancia em proceder ao estudo est\u00e1 no fato de a l\u00edngua de origem\u2013o Guat\u00f3-n\u00e3o ter rela\u00e7\u00e3o imediata, com qualquer outra l\u00edngua ou fam\u00edlias lingu\u00edsticas conhecidas. O objetivo geral<b> <\/b>da pesquisa foi a investiga\u00e7\u00e3o, o document\u00e1rio e dentro da proposta, um estudo que revelasse, por meio de depoimentos de vida e de uma pesquisa sociocultural e hist\u00f3rica, o modo como o grupo \u00e9tnico Guat\u00f3 enxerga o mundo. J\u00e1 os objetivos espec\u00edficos, procuraremos: investigar o universo lexical da l\u00edngua portuguesa falada por esses \u00edndios; saber a concep\u00e7\u00e3o que os informantes t\u00eam sobre os voc\u00e1bulos \u201cTerra\u201d e \u201cRio\u201d unidades lexem\u00e1ticas que representam o campo sem\u00e2ntico e cultural do grupo. Para realizarmos esta pesquisa, buscamos primeiramente, uma fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, relativa \u00e0 sociolingu\u00edstica da linha laboviana nos seus conceitos qualitativos de an\u00e1lise de dados. Os resultados quantitativos s\u00f3 surgir\u00e3o para confirmarem e explicarem os dados qualitativos. A rela\u00e7\u00e3o entre o universo sociocultural deste grupo \u00e9tnico e a sua representa\u00e7\u00e3o fez-nos levantar algumas hip\u00f3teses, \u00e0s quais procuramos verificar ao longo da pesquisa: a) A perda do referencial lingu\u00edstico de um povo deve-se ao fato n\u00e3o dele ter se isolado, mas sim, de ter mantido contato constante com falantes de outras l\u00ednguas. b) A contribui\u00e7\u00e3o para as pesquisas sociolingu\u00edsticas do portugu\u00eas falado em comunidades brasileiras tradicionais, particularmente, em comunidades ind\u00edgenas. O estudo permitiu compreender que a recorr\u00eancia das estruturas variantes, muito mais do que as invariantes, relevam padr\u00f5es de regularidade que, de t\u00e3o sistem\u00e1ticos, n\u00e3o podem ser devidos ao acaso. Cada palavra se associa a outras, na base de suas significa\u00e7\u00f5es correlatas, dentro da cultura ind\u00edgena em quest\u00e3o. <b><\/b><\/p>\n<p>Palavras-chave: Portugu\u00eas falado. Comunidade ind\u00edgena. Varia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ASPECTOS LINGU\u00cdSTICOS E CULTURAIS DOS SISTEMAS DE PARENTESCO E ONOM\u00c1STICO DO POVO PARKAT\u00caJ\u00ca Tereza Tayn\u00e1 Coutinho Lopes (UFPA) Mar\u00edlia de Nazar\u00e9 de Oliveira Ferreira (UFPA) Este trabalho tem por objetivo apresentar quest\u00f5es lingu\u00edsticas e culturais relacionadas aos sistemas de parentesco&hellip; <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/lingua-e-identidade-ii\/\" class=\"readmore-button\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":786,"featured_media":0,"parent":220,"menu_order":4,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"inline_featured_image":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-230","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/786"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=230"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/230\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":247,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/230\/revisions\/247"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}