{"id":232,"date":"2015-10-12T13:20:01","date_gmt":"2015-10-12T13:20:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/?page_id=232"},"modified":"2015-10-13T00:53:19","modified_gmt":"2015-10-13T00:53:19","slug":"teoria-e-analise-linguistica-i","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/teoria-e-analise-linguistica-i\/","title":{"rendered":"Teoria e An\u00e1lise Lingu\u00edstica I"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Rel\u00edquias e precursores de incorpora\u00e7\u00e3o nominal: um estudo tipol\u00f3gico<\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Dirceu Fernandes Lira de Sena (Unicamp\/IEL)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em trabalho recente, Fleck (2006, p.59) faz uma an\u00e1lise da l\u00edngua Mats\u00e9s (Pano) com o objetivo de abordar a quest\u00e3o do status de um conjunto de 28 formas monossil\u00e1bicas que se anexam a ra\u00edzes verbais, adjetivais e nominais e que representam frequentemente partes do corpo humano. Conjuntos similares s\u00e3o encontrados em outras l\u00ednguas Pano, e h\u00e1 uma discuss\u00e3o entre os especialistas se se pode considerar essas formas como casos de afixa\u00e7\u00e3o lexical ou como casos de incorpora\u00e7\u00e3o nominal (IN). Citando diversos trabalhos, entre os quais os de Bogoras (1922) e Jacobsen (1980), Mithun (1984, p.885-889) mostra que \u00e9 comum que ra\u00edzes dentro de composi\u00e7\u00f5es permane\u00e7am no <i>lexicon <\/i>ainda que seus cognatos independentes tenham sido substitu\u00eddos. Nesses casos, torna-se dif\u00edcil distinguir essas ra\u00edzes de um afixo, afirma Mithun (1984, p. 887). As l\u00ednguas Nad\u00ebb (Maku) e Tonga (Austron\u00e9sia) tamb\u00e9m apresentam um fen\u00f4meno que n\u00e3o \u00e9 exatamente IN, mas que est\u00e1 relacionado a este fen\u00f4meno morfossint\u00e1tico sob uma perspectiva diacr\u00f4nica. O que estas duas l\u00ednguas apresentam s\u00e3o casos conhecidos na literatura como <i>noun stripping<\/i>. Em Spencer e Zwicky (1998, cap\u00edtulo 4), Gerdts afirma que, quando ocorre um <i>noun stripping<\/i>, os dois elementos (nome e verbo) permanecem como palavras separadas de acordo com crit\u00e9rios fonol\u00f3gicos, como o deslocamento t\u00f4nico. De qualquer forma, h\u00e1 uma unidade entre o nome e o verbo. Em Kusaiean (Austron\u00e9sia), afirma Gerdts, os adv\u00e9rbios podem aparecer ap\u00f3s um verbo, mas n\u00e3o entre um verbo e um <i>stripped noun<\/i>. O autor afirma que o <i>noun stripping <\/i>pode ser visto como um precursor da IN. Poder\u00edamos falar de um est\u00e1gio inicial a partir do qual a l\u00edngua pode, ou n\u00e3o, desenvolver casos de IN morfol\u00f3gica, como acontece, por exemplo, em l\u00ednguas como Munduruku (Munduruku) (vide Gomes, 2008). Em seu trabalho cl\u00e1ssico sobre IN, Sapir (1911) afirma que a IN deve ser vista sempre do ponto de vista sincr\u00f4nico. O autor chama aten\u00e7\u00e3o para o perigo de se fazer uma an\u00e1lise descritiva sincr\u00f4nica enviesada por considera\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. De fato, deve-se ter em mente que, do ponto de vista diacr\u00f4nico, \u00e9 comum que as l\u00ednguas naturais sofram processos de gramaticaliza\u00e7\u00e3o (Meillet, 1912), mas esses processos n\u00e3o podem interferir na an\u00e1lise sincr\u00f4nica por parte do pesquisador. Com base nos trabalhos supracitados e em uma amostra representativa de senten\u00e7as das l\u00ednguas Nad\u00ebb, Munduruku e Mats\u00e9s, a comunica\u00e7\u00e3o individual tem por objetivo apresentar as principais diferen\u00e7as entre o que podemos chamar de <i>noun stripping<\/i>, IN morfol\u00f3gica e afixa\u00e7\u00e3o lexical. (Bolsista CAPES)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Palavras-chaves:<\/strong> incorpora\u00e7\u00e3o nominal; tipologia lingu\u00edstica; l\u00ednguas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #800000\"><b>Classifica\u00e7\u00e3o interna da Fam\u00edlia Lingu\u00edstica Pano<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #800000\">Elder Lanes (UFRR)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #800000\">A fam\u00edlia Pano se caracteriza por possuir uma grande homogeneidade lingu\u00edstica e cultural e, ao mesmo tempo, ocupar uma \u00e1rea quase cont\u00edgua de terras que v\u00e3o desde do alto Solim\u00f5es ao alto Purus. Fora deste territ\u00f3rio somente encontramos elementos desta fam\u00edlia no territ\u00f3rio de Rond\u00f4nia e no noroeste da Bol\u00edvia no alto Madeira e rio Beni. A despeito disso tudo, verificamos ainda enormes vazios e problemas na constru\u00e7\u00e3o de um quadro que sistematize as diferen\u00e7as e rela\u00e7\u00f5es entre os diversos grupos Pano. Com efeito, grupos como o Jaminawa \u2013 ou Yaminahuas \u2013 \u201cconsiderados por muito tempo como um s\u00f3 grupo \u00e9tnico, representam de fato segundo Townsley (1988) um conjunto politicamente heter\u00f3clito, se bem que culturalmente homog\u00eaneo, que compreende as diversas fra\u00e7\u00f5es batizadas como Yaminahuas: os Sharanahuas, os Marinahuas, os Mastanahuas, os Morunahuas, os Parquenahuas (recentemente contatados e tamb\u00e9m conhecidos como Yoras ou Nahuas), etc.\u201d Por outro lado, reconhece-se que todos os grupos pertencentes e\/ou identificados como sendo da fam\u00edlia Pano, compartilham da mesma origem mitol\u00f3gica. \u00c9 comum, por exemplo, verificar, em um dos grupos, explica\u00e7\u00f5es acerca da exist\u00eancia e surgimento de outros grupos. O presente trabalho tem por objetivos gerais a compara\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas da fam\u00edlia lingu\u00edstica Pano faladas nos Estados do Acre e do Amazonas (Vale do Javari), Brasil, focalizando determinados aspectos de mudan\u00e7a lingu\u00edstica. Ao todo, utilizamos, para o presente trabalho, dados de 11 l\u00ednguas, a saber: Jaminawa, Yawanawa, Kaxarari, Kaxinawa, Shanenawa, Katukina, Arara, Poyanawa, Mats\u00e9s, Marubo e Matis. Inclu\u00edmos entre os nossos objetivos uma revis\u00e3o cr\u00edtica da aplica\u00e7\u00e3o da l\u00e9xico-estat\u00edstica para a compara\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas. Na parte principal desse trabalho, aplicamos \u00e0s l\u00ednguas Pano aqui estudadas, do m\u00e9todo para compara\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas que, desenvolvido por Morris Swadesh, \u00e9 conhecido como l\u00e9xico-estat\u00edstica. Com isso, empreendemos o levantamento preliminar do grau de proximidade e afastamento existente entre as l\u00ednguas dessa fam\u00edlia. De forma complementar, nos valemos de an\u00e1lise ac\u00fastica para estabelecimento do quadro de vogais de um poss\u00edvel proto-pano e suas transmuta\u00e7\u00f5es para as l\u00ednguas atuais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000\"><b>Palavras-Chave:<\/b> L\u00e9xico-Estat\u00edstica. Lingu\u00edstica Hist\u00f3rica. Fam\u00edlia Pano.<\/span><\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><b>An\u00e1lise comparativa Cayap\u00f3 do Sul, Panar\u00e1 e Meb\u1ebdg\u00f4kre<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: right\" align=\"right\">Eduardo Alves Vasconcelos (UNIFAP\/NELI)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Heelas (1979) levantou a hip\u00f3tese de que os Cayap\u00f3 do Sul, contatados na regi\u00e3o centro-sul de Goi\u00e1s, ainda no s\u00e9culo XVIII, e dado como extintos no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, seriam os antepassados do Panar\u00e1, contatados na d\u00e9cada de 1960, no norte do Mato Grosso, divisa com Par\u00e1, numa regi\u00e3o conhecida como Serra do Cachimbo. Uma das motiva\u00e7\u00f5es da hip\u00f3tese foi a feliz coincid\u00eancia de encontrar o termo <i>panari\u00e1<\/i> na lista de palavras Cayap\u00f3 do Sul coletada por de Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853), em 1819, no aldeamento de Moss\u00e2medes, pr\u00f3ximo a ent\u00e3o capital do Estado de Goi\u00e1s: Vila Boa. Essa hip\u00f3tese \u00e9 retomada e corroborada por Schwartzman (1985), Giraldin (1997), Dourado (2001, 2004) e mais recentemente em Vasconcelos (2013). Dessas an\u00e1lises, somente a \u00faltima se prop\u00f5e a discutir a quest\u00e3o a partir de an\u00e1lises comparativas com demais l\u00ednguas da fam\u00edlia J\u00ea, especificamente, Ap\u00e3niekr\u00e1, Apinaj\u00e9 e Tapay\u00fana. A an\u00e1lise comparativa demonstrou a estreita rela\u00e7\u00e3o que a l\u00edngua que foi falada pelos Cayap\u00f3 do Sul tem com o atual Panar\u00e1, apontando tamb\u00e9m para uma clara diferencia\u00e7\u00e3o, do ponto de vista fonol\u00f3gico, do Panar\u00e1 das demais l\u00ednguas J\u00ea Setentrionais. A an\u00e1lise comparativa com o Meb\u1ebdg\u00f4kre. retoma os registros Cayap\u00f3 do Sul (Pohl, 1832; Saint-Hilaire, 1848, Kupfer, 1870; Lemos da Silva, 1882; Nehring, 1894; Barbosa, 1911) e o Panar\u00e1 (Dourado, 1990, 2001; Vasconcelos, 2012), n\u00e3o mais para colocar em cheque a hip\u00f3tese, mas para apresentar elementos que mostrem a sua plausibilidade, contribuindo, consequentemente, para a hist\u00f3ria dos povos J\u00ea e suas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Palavras-chave:<\/strong> An\u00e1lise Comparativa. L\u00ednguas J\u00ea. Cayap\u00f3 do Sul. Panar\u00e1. Meb\u1ebdg\u00f4kre.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><b>Desenvolvimento Hist\u00f3rico dos Prefixos Pronominais e Pronomes Independentes no Subgrupo Lokono-Wayuunaiki da Fam\u00edlia Arawak<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Fernando O. de Carvalho (MN\/UFRJ)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">Apresentamos aqui uma an\u00e1lise dos desenvolvimentos diacr\u00f4nicos dos prefixos pronominais e dos pronomes pessoais independentes nas tr\u00eas l\u00ednguas tidas como membros do subgrupo Lokono-Wayuunaiki da fam\u00edlia Arawak &#8211; Lokono, Wayuunaiki e A\u00f1un. Os resultados aqui apresentados inserem-se em um projeto de pesquisa mais amplo dedicado \u00e0 lingu\u00edstica hist\u00f3rica da fam\u00edlia Arawak (ver e.g. Carvalho 2015a, 2015b, no prelo). Partindo de uma reconstru\u00e7\u00e3o interna do sistema do Lokono e do Wayuunaiki, propomos um sistema para a proto-l\u00edngua composto de sete prefixos de pessoa e n\u00famero (com uma distin\u00e7\u00e3o de g\u00eanero na terceira pessoa singular) e de formas pronominais livres derivadas pela prefixa\u00e7\u00e3o destes marcadores a uma base \u2018enf\u00e1tica\u2019 <i>*-<\/i><i>ja<\/i>. As mudan\u00e7as sonoras postuladas s\u00e3o compat\u00edveis tanto com os processos morfofon\u00eamicos atestados sincr\u00f4nicamente nas l\u00ednguas em quest\u00e3o quanto com desenvolvimentos hist\u00f3ricos independentemente justificados. Para o Lokono e o A\u00f1un encontramos evid\u00eancia de processos de mudan\u00e7a anal\u00f3gica (n\u00e3o condicionados foneticamente) no desenvolvimento de algumas formas. Por fim, atrav\u00e9s da compara\u00e7\u00e3o com formas existentes em uma l\u00edngua externa ao subgrupo Lokono-Wayuunaiki, o Garifuna, discutimos uma hip\u00f3tese a respeito da origem da base enf\u00e1tica sobre a qual se derivam as formas pronominais livres. Tamb\u00e9m discutimos em que medida as reconstru\u00e7\u00f5es aqui apresentadas para o Proto-Lokono-Wayuunaiki n\u00e3o apresentam uma s\u00e9rie de limita\u00e7\u00f5es encontradas em reconstru\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias propostas para esta proto-l\u00edngua.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><b>Palavras-chave: <\/b>Lingu\u00edstica Hist\u00f3rica. Lokono-Wayuunaiki. Fam\u00edlia Arawak.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">Carvalho, Fernando O. de. 2015a. On the Realization of Nominal Possession in Mehinaku: A Diachronic Approach. <i>International Journal of American Linguistics<\/i> 81 (1): 119-132.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">Carvalho, Fernando O. de. 2015b. Morphophonological Diversity in the Arawak Family: The Case of Mehinaku. Paper apresentado na confer\u00eancia <i>Diversity Linguistics: Retrospect and Prospect<\/i>. Max Planck Institut f\u00fcr Evolution\u00e4re Anthropologie (MPI\/EVA), Leipzig, Alemanha, 1-3 de maio de 2015.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">Carvalho, Fernando O. de. no prelo. Internal and Comparative Reconstruction in Yawalapiti: Palatalization and Rule Telescoping. <i>International Journal of American Linguistics<\/i>.<\/span><\/p>\n<p>________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><b>De <\/b><b>&#8216;<\/b><b>falecido<\/b><b>&#8216;<\/b><b> a <\/b><b>&#8216;<\/b><b>coitado<\/b><b>&#8216;<\/b><b>:<br \/>\n<\/b><b>a express<\/b><b>\u00e3<\/b><b>o de pena, d<\/b><b>\u00f3<\/b><b>, solidariedade e empatia<\/b><b> em Apurin<\/b><b>\u00e3<\/b><b>.<\/b><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"line-height: 1.5em\">La\u00edse Maciel Barros (UFPA)<\/span><\/p>\n<p align=\"right\">Prof. Dr. Sidney Facundes (UFPA)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"center\">As l\u00ednguas do mundo comumente possuem formas lexicais ou elementos morfol\u00f3gicos que expressam as no\u00e7\u00f5es de mortes e\/ou perdas, acontecimentos, em geral, carregados de emo\u00e7\u00f5es. Neste trabalho demonstraremos o que acontece quando um morfema que indica a no\u00e7\u00e3o de \u2018finado\u2019 \u00e9 usado tamb\u00e9m com outros significados na l\u00edngua Apurin\u00e3. Mostraremos que a marca morfol\u00f3gica <i>=nhi<\/i> \u00e9 usada para expressar no\u00e7\u00f5es como falecido, sofredor de uma a\u00e7\u00e3o e sentimentos de solidariedade do locutor. Diante disso, propomos uma an\u00e1lise que unifica esses significados a partir de sua fun\u00e7\u00e3o pragm\u00e1tica principal. A l\u00edngua ind\u00edgena Apurin\u00e3 (Aru\u00e1k) \u00e9 falada pelo povo que possui e mesma denomina\u00e7\u00e3o e reside no sudeste do estado do Amazonas. Como j\u00e1 mencionado acima, o morfema <i>=nhi<\/i> apresenta tr\u00eas usos distintos: um voltado para a marca\u00e7\u00e3o de finado, como em <i>Natukyri<b>nhi<\/b> kamary <\/i><i>k<\/i><i>a<\/i><i>t<\/i><i>arukyry<\/i><i> <\/i>[meu.finado.av\u00f4 fazer farinha]<i> <\/i><i>\u2019<\/i>meu finado av\u00f4 fazia farinha\u2019<i>; <\/i>outro marcando algu\u00e9m que sofre ou \u00e9 resultado de uma a\u00e7\u00e3o:<i> Pup<\/i><i>\u1ef9<\/i><i>kari<b>nhi<\/b> iripe<\/i><i> [finado.<\/i><i>\u00ed<\/i><i>ndio cair] <\/i><i>\u2019<\/i><i>o <\/i><i>\u00ed<\/i><i>ndio caiu;<\/i> e, por fim, para expressar solidariedade: <i>Ywapiti<b>nhi <\/b>an<\/i><i>\u00e3<\/i><i>pa kury<\/i><i>\u00e3<\/i><i>pe inatx<\/i><i>\u0129<\/i><i>nhi<\/i> [coitado.dele cachorro morrer fome]<i>\u2019<\/i><i>o coitado do cachorro morreu de fome<\/i><i>\u2019<\/i>. Tais usos est\u00e3o agregados \u00e0 natureza sem\u00e2ntico-pragm\u00e1tica desses enunciados, pois expressam a atitude do falante e sua empatia ao se posicionar diante do falecimento de algu\u00e9m, de algu\u00e9m que se machuca, ou manifestando um sentimento solid\u00e1rio. Esta fun\u00e7\u00e3o traz consequ\u00eancias tamb\u00e9m para a marca\u00e7\u00e3o morfossint\u00e1tica do alinhamento dos argumentos verbais. Para se descrever os fatos relevantes sobre os usos do <i>=nhi<\/i>, mostraremos suas diferentes ocorr\u00eancias na estrutura das palavras em Apurin\u00e3, assim como, os variados usos e fun\u00e7\u00f5es relacionadas a este morfema. Este estudo \u00e9 de cunho tipol\u00f3gico-funcional, e envolve aspectos sem\u00e2nticos, pragm\u00e1ticos e morfossint\u00e1ticos.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> L\u00ednguas Ind\u00edgenas. Apurin\u00e3 (Aru\u00e1k). Marca de falecido.<\/p>\n<p>________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Rel\u00edquias e precursores de incorpora\u00e7\u00e3o nominal: um estudo tipol\u00f3gico Dirceu Fernandes Lira de Sena (Unicamp\/IEL) &nbsp; Em trabalho recente, Fleck (2006, p.59) faz uma an\u00e1lise da l\u00edngua Mats\u00e9s (Pano) com o objetivo de abordar a quest\u00e3o do status de&hellip; <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/teoria-e-analise-linguistica-i\/\" class=\"readmore-button\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":786,"featured_media":0,"parent":220,"menu_order":5,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"inline_featured_image":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-232","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/232","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/786"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=232"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/232\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":255,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/232\/revisions\/255"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}