{"id":234,"date":"2015-10-12T13:20:45","date_gmt":"2015-10-12T13:20:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/?page_id=234"},"modified":"2015-10-13T01:18:56","modified_gmt":"2015-10-13T01:18:56","slug":"teoria-e-analise-linguistica-ii","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/teoria-e-analise-linguistica-ii\/","title":{"rendered":"Teoria e An\u00e1lise Lingu\u00edstica II"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>Entre regras e restri\u00e7\u00f5es: a estrutura sil\u00e1bica do Palikur<\/b><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"line-height: 1.5em\">Elissandra Barros (UNIFAP\/UFRJ)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"right\"><b style=\"line-height: 1.5em\"><\/b><span style=\"line-height: 1.5em\">O povo Palikur dividi-se entre a T.I. Ua\u00e7\u00e1, localizada no munic\u00edpio de Oiapoque, fronteira com a Guiana Francesa; bairros na cidade de <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">Saint Georges de l\u2019Oyapock<\/i><span style=\"line-height: 1.5em\"> e vilas ao redor da capital guianense, Caiena. Ao todo, o povo \u00e9 constitu\u00eddo por aproximadamente 2000 indiv\u00edduos, a maior parte vivendo no lado brasileiro, onde foram coletados os dados para esta pesquisa. A l\u00edngua materna dos Palikur \u00e9 o <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">palikur \u00a0<\/i><span style=\"line-height: 1.5em\">ou <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">parikwaki, <\/i><span style=\"line-height: 1.5em\">pertencente a fam\u00edlia Arawak. H\u00e1 poucos estudos descritivos sobre tal l\u00edngua e nosso objetivo nessa apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 descrever seu padr\u00e3o sil\u00e1bico. A s\u00edlaba, tida como a m\u00ednima unidade hierarquicamente organizada (SPENCER, 1996) \u00e9 constitu\u00edda por um <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">ataque<\/i><i style=\"line-height: 1.5em\">(onset);<\/i><span style=\"line-height: 1.5em\"> e <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">Rima<\/i><span style=\"line-height: 1.5em\">, cujo n\u00facleo \u00e9 sempre uma vogal e pode ser seguido pela posi\u00e7\u00e3o de <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">Coda<\/i><span style=\"line-height: 1.5em\">. Assim, s\u00edlabas CV s\u00e3o formadas por <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">ataque<\/i><i style=\"line-height: 1.5em\">(onset)<\/i><span style=\"line-height: 1.5em\"> e rima simples; enquanto s\u00edlabas CVC possuem rima complexa, constitu\u00edda por dois elementos: <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">n\u00facleo<\/i><span style=\"line-height: 1.5em\"> e <\/span><i style=\"line-height: 1.5em\">coda<\/i><b style=\"line-height: 1.5em\">. <\/b><span style=\"line-height: 1.5em\">No caso do Palikur a identifica\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise dos constituintes que podem ocupar o n\u00facleo sil\u00e1bico \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o dos padr\u00f5es sil\u00e1bicos e tamb\u00e9m tem implica\u00e7\u00f5es diretas quanto a posi\u00e7\u00e3o do acento na l\u00edngua. A explica\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es sil\u00e1bicos ser\u00e1 realizada atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o de regras e restri\u00e7\u00f5es, de acordo com os princ\u00edpios da Teoria da Otimalidade (PRINCE &amp; SMOLENSKY, 1993; McCARTHY &amp; PRINCE, 1993), segundo a qual as l\u00ednguas s\u00e3o formadas por uma infinidade de restri\u00e7\u00f5es hierarquicamente organizadas e o que diferencia uma l\u00edngua da outra \u00e9 o\u00a0 ranqueamento de tais restri\u00e7\u00f5es. Assim, ap\u00f3s\u00a0 descri\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es sil\u00e1bicos do Palikur explicaremos as\u00a0 regras e restri\u00e7\u00f5es para a escolha de um ou outro padr\u00e3o e tamb\u00e9m indicaremos a import\u00e2ncia de determinados padr\u00f5es sil\u00e1bicos para a atribui\u00e7\u00e3o do acento em palikur.<\/span><\/p>\n<p><b>Palavras-chave: <\/b>Fonologia &#8211; Otimalidade &#8211; Palikur<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>\u00a0<\/b>McCarthy, J; Prince, A. Prosodic Morphology I: constraint interaction and satisfaction. Ms. University of Massachusetts, Amherst, and Rutgers University, New Brunswick, NJ, 1993.<\/p>\n<p align=\"left\">\u00a0PRINCE, A.; SMOLENSKY, P. Optimality theory: constraint interaction in generative grammar. Rutgers University, 1993.<\/p>\n<p>\u00a0Spencer, A.\u00a0 Phonology. Oxford: Blackwell, 1996.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><b>A morfossintaxe Sanapan\u00e1 e sua rela\u00e7\u00e3o com o sistema voc\u00e1lico<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Antonio Almir Silva Gomes (NELI-UNIFAP)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">\u00a0Mostro que o sistema voc\u00e1lico da l\u00edngua Sanapan\u00e1, composto pelas vogais \/e\/, \/o\/ e \/a\/, apresenta uma estreita rela\u00e7\u00e3o com a morfossintaxe da mesma l\u00edngua (cf. GOMES, 2013). Sanapan\u00e1, juntamente com as l\u00ednguas angait\u00e9, guan\u00e1, enlhet, toba-maskoy e enxet, constitui a fam\u00edlia lingu\u00edstica Maskoy (cf. UNRUH; KALISH, 2003). Este conjunto de l\u00ednguas \u00e9 falado exclusivamente por popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas que vivem no Chaco Paraguaio, mais precisamente no \u201cDepartamento de Presidente Hayes\u201d. Quando observadas em sua natureza fon\u00e9tica, as vogais Sanapan\u00e1 apresentam o seguinte comportamento: \/e\/ ~ [\u025b] ~ [i]; \/o\/ ~ [\u0254] ~ *[u], que gera processos assim\u00e9tricos de alofonia. O objetivo principal da apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9, no entanto, mostrar a rela\u00e7\u00e3o que as vogais estabelecem com categorias gramaticais de g\u00eanero, n\u00famero e pessoa. Sobre tal rela\u00e7\u00e3o, mostro que {e-}, afixada ao sintagma, tem fun\u00e7\u00e3o morfossint\u00e1tica de subespecifica\u00e7\u00e3o para fun\u00e7\u00f5es <i>phi<\/i> com o argumento com o qual estabelece concord\u00e2ncia. Por sua vez, {o-} relaciona-se \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de n\u00famero no sintagma e, finalmente, {a-} exerce fun\u00e7\u00e3o d\u00eaitica. Assumo, portanto, que as tr\u00eas vogais da l\u00edngua Sanapan\u00e1 desempenham fun\u00e7\u00f5es morfossint\u00e1ticas de concord\u00e2ncia no sintagma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">\u00a0<b>Palavras chave:<\/b> Vogais. Concord\u00e2ncia. Morfossintaxe.<\/span><\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><b>T\u00edtulo da comunica\u00e7\u00e3o:<br \/>\nA estrutura argumental de verbos psicol\u00f3gicos em Kadiw\u00e9u.<\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Ticiana Andrade de Sena (UNICAMP)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A comunica\u00e7\u00e3o aqui proposta versar\u00e1 sobre as ocorr\u00eancias do morfema verbal <i>d:- <\/i>na l\u00edngua Kadiw\u00e9u, l\u00edngua ind\u00edgena brasileira que faz parte da fam\u00edlia lingu\u00edstica Guaikur\u00fa. Morfemas tipologicamente similares a estes t\u00eam sido chamados de <i>relacionais<\/i> por outros estudos brasileiros em l\u00ednguas ind\u00edgenas. O morfema verbal <i>d:- <\/i>do Kadiw\u00e9u foi pesquisado por Sandalo (2009), que prop\u00f5e que, em certos casos, se trata de um morfema inverso. Mais especificamente, quando o objeto \u00e9 superior ao sujeito, de acordo com o padr\u00e3o de hierarquia de pessoa dessa l\u00edngua (2 &gt; 1 &gt; 3), um sistema de voz inversa \u00e9 desencadeado e esse morfema se faz presente no verbo. Contudo, foi constatada, em narrativas Kadiw\u00e9u, a presen\u00e7a do mesmo morfema em situa\u00e7\u00f5es na quais ele n\u00e3o estava marcando a voz inversa. Embora pretenda-se iniciar retomando o estudo desse morfema quando ele \u00e9 um marcador de voz inversa realizado por Sandalo (2009), o trabalho aqui proposto se centrar\u00e1 num estudo referente aos casos em que o morfema <i>d:- <\/i>aparece no verbo, mas com uma fun\u00e7\u00e3o diferente da de marcador de voz inversa. Os casos encontrados at\u00e9 o momento que apresentam essa situa\u00e7\u00e3o inesperada possuem verbos que pertencem \u00e0 classe dos verbos psicol\u00f3gicos. Os dados utilizados nessa investiga\u00e7\u00e3o s\u00e3o provenientes de tr\u00eas fontes: (1) dez narrativas Kadiw\u00e9u que fazem parte do banco de dados Kadiw\u00e9u, pertencente aos atuais Projetos de Pesquisa coordenados por Sandalo \u2014 (a)\u00a0 Hierarquia de pessoa em l\u00ednguas brasileiras: assimetrias e fronteiras (sob financiamento do CNPq), (b) Fronteiras e Assimetrias em Fonologia e Morfologia (sob financiamento da FAPESP); (2) os verbos registrados no dicion\u00e1rio Portugu\u00eas &#8211; Ingl\u00eas- Kadiw\u00e9u, em anexo na tese de Sandalo (1996); (3) a lista de verbos conjugados presente no dicion\u00e1rio Kadiw\u00e9u-Portugu\u00eas \/ Portugu\u00eas-Kadiw\u00e9u de Griffths (2002). O primeiro objetivo dessa comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentar a classifica\u00e7\u00e3o dos verbos psicol\u00f3gicos em Kadiw\u00e9u de acordo com as tr\u00eas classes de verbos psicol\u00f3gicos propostas por Belletti e Rizzi (1988) e apresentar as estruturas sint\u00e1ticas poss\u00edveis em que esses verbos ocorrem. A partir dessas informa\u00e7\u00f5es, busca-se refletir sobre a estrutura argumental desses casos. As reflex\u00f5es acerca da estrutura argumental s\u00e3o elaboradas dentro do quadro da Morfologia Distribu\u00edda (Harley, 1995; Marantz, 1997). A reflex\u00e3o feita dialoga bastante com a proposta de estrutura argumental de verbos psicol\u00f3gicos apresentada por Martha McGinnis (2000). (Bolsista CAPES)<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><b>Palavras chave<\/b>: Estrutura Argumental, Morfologia Distribu\u00edda, Kadiw\u00e9u.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre regras e restri\u00e7\u00f5es: a estrutura sil\u00e1bica do Palikur Elissandra Barros (UNIFAP\/UFRJ) O povo Palikur dividi-se entre a T.I. Ua\u00e7\u00e1, localizada no munic\u00edpio de Oiapoque, fronteira com a Guiana Francesa; bairros na cidade de Saint Georges de l\u2019Oyapock e vilas&hellip; <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/teoria-e-analise-linguistica-ii\/\" class=\"readmore-button\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":786,"featured_media":0,"parent":220,"menu_order":6,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"inline_featured_image":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-234","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/786"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=234"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/234\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":269,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/234\/revisions\/269"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}