{"id":236,"date":"2015-10-12T13:21:36","date_gmt":"2015-10-12T13:21:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/?page_id=236"},"modified":"2015-10-13T03:24:01","modified_gmt":"2015-10-13T03:24:01","slug":"variacao-linguistica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/variacao-linguistica\/","title":{"rendered":"Varia\u00e7\u00e3o Lingu\u00edstica"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>O <i>STATUS<\/i> DE TR<\/b><b>\u00ca<\/b><b>S TIPOS DE VARIA<\/b><b>\u00c7\u00c3<\/b><b>O LINGU<\/b><b>\u00cd<\/b><b>STICA NO COMPLEXO DIALETAL APURIN<\/b><b>\u00c3<\/b><b> (AR<\/b><b>\u00da<\/b><b>AK)<\/b><b><\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Bruna Padovani (UFPA)<\/p>\n<p align=\"right\">Bruno Amaral (UFPA)<\/p>\n<p align=\"right\">Rayssa Rodrigues (UFPA)<\/p>\n<p align=\"right\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este trabalho tem o objetivo de apresentar os tipos mais representativos de varia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica atestada na l\u00edngua Apurin\u00e3: fonol\u00f3gica, morfol\u00f3gica e a lexical. Apurin\u00e3 \u00e9 uma l\u00edngua da fam\u00edlia lingu\u00edstica Aru\u00e1k, falada principalmente no sudeste do estado do Amazonas. Os instrumentos te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos utilizados nesta pesquisa inclu\u00edram o modelo de an\u00e1lise da sociolingu\u00edstica variacionista (LABOV, [1972] 2008), da Dialetologia (RADTKE e THUN, 1998); os m\u00e9todos da lingu\u00edstica de <i>corpus<\/i> (BIBER, CONRAD e REPEPEN, 1988) e da lingu\u00edstica hist\u00f3rica (CAMPBELL, 1999). Discutiremos neste trabalho acerca de alguns aspectos pertinentes \u00e0 varia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica em Apurin\u00e3, objetivando determinar quais s\u00e3o os fatores lingu\u00edsticos e extralingu\u00edsticos que motivam a exist\u00eancia da varia\u00e7\u00e3o na l\u00edngua. As varia\u00e7\u00f5es fonol\u00f3gicas em Apurin\u00e3 se caracterizam pela varia\u00e7\u00e3o entre consoantes e, principalmente, pela varia\u00e7\u00e3o entre vogais, e tamb\u00e9m quanto \u00e0 posi\u00e7\u00e3o da vogal nasal, a exemplo da presen\u00e7a ou aus\u00eancia da fricativa glotal, \/<b>h<\/b>\/, no in\u00edcio de algumas palavras: o termo que designa \u2018on\u00e7a\u2019 pode ser pronunciado como: \/<i>\u00e3<\/i><i>kiti<\/i>\/ ou \/<b><i>h<\/i><\/b><i>\u00e3<\/i><i>kiti<\/i>\/. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s varia\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas, as principais variantes atestadas envolvem marcas pronominais de g\u00eanero: <i>k<\/i><i>\u0169<\/i><i>ka \/ k<\/i><i>\u0169<\/i><i>kary<\/i><i> <\/i><i>&#8216;<\/i>pica-pau&#8217;, onde o <b><i>-ry <\/i><\/b>designa o masculino, e o <b><i>-ru <\/i><\/b>o feminino; e o uso de nomes classificat\u00f3rios: <i>txuwiri<\/i><i>\u00e3<\/i><i>ne-<b>ke<\/b><\/i><b> <\/b>\u2018gato maracaj\u00e1\u2019, em que o morfema final <i>\u2013<\/i><b><i>ke<\/i><\/b> \u00e9 o nome classificat\u00f3rio que designa nomes de forma fina, alongada e, em geral, flex\u00edvel. Nessa palavra, <b><i>-ke<\/i><\/b> descreve propriedades do rabo do \u2018gato maracaj\u00e1\u2019 semanticamente desnecess\u00e1rias \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do animal (ao menos em contextos gerais em que essa propriedade n\u00e3o seja necess\u00e1ria \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do referente), e, portanto, redundante. A n\u00e3o inclus\u00e3o desse nome classificat\u00f3rio na nomea\u00e7\u00e3o desse elemento n\u00e3o prejudica a sua identifica\u00e7\u00e3o referencial. Por fim, a varia\u00e7\u00e3o lexical envolve itens que apresentam aparente sinon\u00edmia em que mais de uma palavra \u00e9 usada para se referir ao mesmo elemento conceitual. Um exemplo disso seria a forma como os Apurin\u00e3 nomeiam o conceito \u2018carneiro\u2019. O mesmo conceito pode ser chamado de <i>sutyaw<\/i><i>\u0129<\/i><i>the<\/i> ou de <i>manhitiaw<\/i><i>\u0129<\/i><i>the<\/i>. A distin\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o dos elementos compostos desse par de nomes \u00e9 que o primeiro termo da sequ\u00eancia <i>suty<\/i> \u2018veado roxo\u2019 + <i>aw<\/i><i>\u0129<\/i><i>the<\/i> \u2018chefe\u2019 \u00e9 diferente do primeiro termo da sequ\u00eancia <i>manhiti<\/i> \u2018veado da capoeira\u2019 + <i>aw<\/i><i>\u0129<\/i><i>the <\/i>\u2018chefe\u2019. Esse tipo de varia\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente motivado por rela\u00e7\u00f5es metaf\u00f3ricas distintas envolvidas. S\u00e3o destes tr\u00eas tipos de varia\u00e7\u00e3o que trataremos, identificando seus fatores l\u00edngu\u00edsticos e extralingu\u00edsticos condicionantes, e determinando a distribui\u00e7\u00e3o de cada tipo nas diferentes variedades do Apurin\u00e3.<\/p>\n<p>\u00a0<b>Palavras-Chave<\/b>: Varia\u00e7\u00e3o Lingu\u00edstica, Dialetologia, Apurin\u00e3, Aru\u00e1k.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><b>A norma culta como obst\u00e1culo na obten\u00e7\u00e3o<br \/>\nda carteira nacional de habilita\u00e7\u00e3o do \u00edndigena <\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Marlene dos Santos Limieri Dualibe (UEMS-Campo Grande)<\/p>\n<p align=\"right\">Natalina Sierra A. Costa (UEMS-Campo Grande)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em pesquisas realizadas in loco, com objetivo de coletar corpus para inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em\u00a0 2011\/2012 e que culminaram nos artigos \u201cValoriza\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas (funeral e casamento): Uma abordagem Sociolingu\u00edstica\u201d e \u201cQuest\u00f5es de l\u00edngua e cultura na aldeia urbana Mar\u00e7al de Souza\u201d,\u00a0 nos deparamos com a situa\u00e7\u00e3o de diversos ind\u00edgenas que, apesar de possu\u00edrem ve\u00edculos, n\u00e3o tinham Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH), com base nesses depoimentos, nos motivamos a aprofundarmos nessa quest\u00e3o para entendermos as reais conjunturas desse fen\u00f4meno, que segundo os ind\u00edgenas, quando questionados, nos apontavam que a dificuldade de interpreta\u00e7\u00e3o da l\u00edngua portuguesa padr\u00e3o presente nas provas te\u00f3ricas do Detran (Departamento de Tr\u00e2nsito), seria o maior obst\u00e1culo, sendo que, o portugu\u00eas dominado pelos ind\u00edgenas questionados \u00e9 uma variedade informal e por esse motivo n\u00e3o chegavam, se quer, \u00e0s aulas pr\u00e1ticas. Considerando tais fatos, nos empenhamos em levantar um aporte te\u00f3rico da Sociolingu\u00edstica Variacionista, cujo precurso Willian Labov (1972), fez uma conex\u00e3o da l\u00edngua em uso, a fatores sociais ao qual o indiv\u00edduo est\u00e1 inserido.\u00a0 Para maior elucida\u00e7\u00e3o coletamos 06 quest\u00f5es te\u00f3ricas em um site de simula\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o do Detran, e elaboramos um question\u00e1rio com 13 (treze)\u00a0 perguntas, que foram entregues \u00e0 10 (dez)\u00a0 volunt\u00e1rios, dos quais, apenas 06 (seis)\u00a0 nos devolveram respondido, nosso pr\u00f3ximo passo \u00e9 conseguirmos\u00a0 junto aos respons\u00e1veis pela elabora\u00e7\u00e3o das provas te\u00f3ricas do Detran, poss\u00edveis dados e estat\u00edstica que agreguem informa\u00e7\u00f5es que nos auxilie a compor esse material para elucida\u00e7\u00e3o de tal circunst\u00e2ncia, e por fim, com fundamentos nos resultados obtidos,\u00a0 elaborarmos projetos que saiam das delimita\u00e7\u00f5es acad\u00eamica e possam ter resultados pr\u00e1ticos aos ind\u00edgenas, afinal, Mato Grosso do Sul comp\u00f5e o segundo estado com maior n\u00famero de ind\u00edgenas do pa\u00eds, totalizando 73.295 ind\u00edgenas de diversas etnias. Com essa iniciativa, acreditamos na possibilidade de vialbilizar alternativas, que possibilite aos mesmos, regularizarem suas situa\u00e7\u00f5es junto ao \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> habilita\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, sociolingu\u00edstica variacionista, Detran.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O STATUS DE TR\u00caS TIPOS DE VARIA\u00c7\u00c3O LINGU\u00cdSTICA NO COMPLEXO DIALETAL APURIN\u00c3 (AR\u00daAK) Bruna Padovani (UFPA) Bruno Amaral (UFPA) Rayssa Rodrigues (UFPA) \u00a0 Este trabalho tem o objetivo de apresentar os tipos mais representativos de varia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica atestada na l\u00edngua&hellip; <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/variacao-linguistica\/\" class=\"readmore-button\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":786,"featured_media":0,"parent":220,"menu_order":8,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"inline_featured_image":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-236","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/236","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/786"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=236"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/236\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":313,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/236\/revisions\/313"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=236"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}