{"id":270,"date":"2015-10-13T01:27:28","date_gmt":"2015-10-13T01:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/?page_id=270"},"modified":"2015-10-13T01:38:50","modified_gmt":"2015-10-13T01:38:50","slug":"teoria-e-analise-iii","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/teoria-e-analise-iii\/","title":{"rendered":"Teoria e An\u00e1lise Lingu\u00edstica III"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>Uma rean\u00e1lise de Aspecto como Auxiliares TAM em D\u00e2w<\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Luciana Storto (USP)<\/p>\n<p align=\"right\">Maur\u00edcio Carvalho (USP)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"center\">\u00a0Analisamos, com base em dados originais coletados em campo no per\u00edodo de um ano entre 2013 e 2014 (Projeto de Documenta\u00e7\u00e3o da L\u00edngua e Cultura D\u00e2w, ELDP\/SOAS), os 15 morfemas de aspecto descritos em Martins (2004) para a l\u00edngua D\u00e2w (Nadahup). Trata-se de morfemas funcionais que ocorrem, em sua grande maioria, como formas livres (com apenas uma exce\u00e7\u00e3o, a do sufixo \u201ct\u00e9lico\u201d <b><i>-\u00e3m<\/i><\/b>) e em posi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-verbal. Martins (2004) descreve a origem diacr\u00f4nica destes morfemas na l\u00edngua como formas gramaticalizadas a partir de verbos (e uma apenas a partir de um nome), an\u00e1lise com a qual concordamos. No entanto, a fun\u00e7\u00e3o exata de alguns destes morfemas sincronicamente parece incluir outras categorias funcionais al\u00e9m de aspecto, justificando uma rean\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Paradigmas verbais com os morfemas investigados foram elicitados com 3 falantes da l\u00edngua D\u00e2w. V\u00e1rias classes verbais foram inclu\u00eddas nos paradigmas, e foram formadas senten\u00e7as em todos os tempos verbais. O linguista apresentou frases em D\u00e2w tiradas da gram\u00e1tica de Martins e de textos coletados durante o projeto de documenta\u00e7\u00e3o. Quando n\u00e3o se tinha a ocorr\u00eancia da senten\u00e7a desejada em D\u00e2w, formulava-se uma senten\u00e7a em portugu\u00eas e se pedia a tradu\u00e7\u00e3o em D\u00e2w.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por exemplo, o morfema <b><i>-w\u0289d<\/i><\/b> (glosado como \u201caspecto frustr\u00e2neo\u201d por Martins) parece indicar um tipo sentencial existente em v\u00e1rias l\u00ednguas amaz\u00f4nicas, equivalente ao modo frustrativo, usado quando a senten\u00e7a expressa uma expectativa frustrada. Um outro morfema que certamente n\u00e3o expressa no\u00e7\u00f5es aspectuais apenas \u00e9 <b><i>t\u00e2g<\/i><\/b> (\u201chabitual 1\u201d, de acordo com Martins), uma vez que ele nunca ocorre em senten\u00e7as traduzidas no tempo futuro. Talvez uma glosa mais adequada seja a de \u201cn\u00e3o-futuro habitual\u201d ou a de \u201crealis habitual\u201d. O morfema <b><i>jow<\/i><\/b> (\u201cprogressivo 1\u201d para Martins) parece ser perfectivo no passado e imperfectivo no presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nossa an\u00e1lise \u00e9 de que alguns dos morfemas descritos como aspecto em D\u00e2w por Martins s\u00e3o, na verdade, morfemas portmanteau que carregam no\u00e7\u00f5es de tempo, aspecto e modo (TAM). Uma vez que estes morfemas TAM recebem sufixos de imperativo e nega\u00e7\u00e3o, t\u00edpicos de verbos, hipotetizamos que se trata de auxiliares p\u00f3s-verbais. Finalmente, como o auxiliar \u00e9 um tipo especial de verbo nas l\u00ednguas do mundo, que funciona como verbo leve semanticamente e como locus de morfologia flexional verbal, nossa an\u00e1lise explica, ainda, porque 2 dos 15 morfemas descritos por Martins como aspecto funcionam como verbalizadores em D\u00e2w (<b><i>x\u00e2d<\/i><\/b> ocorre apenas com verbos intransitivos e <b><i>d\u00e2r <\/i><\/b>com transitivos, de acordo com Costa 2014). Consideramos que, dentro do paradigma gerativista, estes auxiliares s\u00e3o inseridos diretamente no n\u00f3 flexional de uma senten\u00e7a (I), onde estaria ativa a sem\u00e2ntica funcional de tempo, aspecto e modo.<\/p>\n<p>\u00a0<b>Palavras-chave<\/b>: Aspecto, TAM, D\u00e2w.<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p>\n<p>Carvalho, Maur\u00edcio Oliveira de. 2015. Aspecto Verbal na L\u00edngua D\u00e2w. Relat\u00f3rio de Qualifica\u00e7\u00e3o de Mestrado. Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Costa, J\u00e9ssica Clementino da. 2014. A Estrutura Argumental da L\u00edngua D\u00e2w. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Martins, Silvana. 2004. Fonologia e Gram\u00e1tica da L\u00edngua D\u00e2w. Tomo I e II. Tese de Doutorado. Universidade de Amsterd\u00e3.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><b>A FORMA\u00c7\u00c3O DO VERBO NA L\u00cdNGUA IKPENG<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Angela Fabiola Alves Chagas (UFPA)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">O objetivo deste trabalho \u00e9 apresentar a estrutura e o processo de forma\u00e7\u00e3o dos verbos na l\u00edngua Ikpeng, pertencente ao ramo Pekodiano da fam\u00edlia Karib (MEIRA e FRANCHETTO, 2005). O Ikpeng \u00e9 falado por cerca de 500 pessoas que vivem em quatro aldeias, no estado do Mato Grosso, dentro dos limites do Parque Ind\u00edgena do Xingu. Nesta l\u00edngua, os verbos s\u00e3o o resultado da combina\u00e7\u00e3o de um categorizador verbal (morfema funcional) com uma raiz sem categoria sint\u00e1tica (morfema lexical &#8211; (\u221a)), ou com um nome (N) ou com um adjetivo (A). Os morfemas usados para formar verbos a partir de ra\u00edzes sem categoria gramatical s\u00e3o os mesmos encontrados na deriva\u00e7\u00e3o de verbos a partir de outras categorias gramaticais (como nomes e adjetivos). Os verbalizadores Ikpeng podem ser fonologicamente realizados ou nulos. At\u00e9 o presente momento identificamos oito morfemas verbalizadores nessa l\u00edngua: {-\u00d8}; {-ge}; {-ke}; {-me}; {-pang}; {-te}; {-tong}; e {-m}. Ao que pode ser observado n\u00e3o h\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o desses morfemas quanto \u00e0 val\u00eancia verbal, isto \u00e9, n\u00e3o h\u00e1 um grupo de morfemas que formem exclusivamente verbos transitivos e outro que forme verbos intransitivos, o que de acordo com a proposta de Hale e Keyser (2002), que orienta a an\u00e1lise proposta nesse trabalho, significa que eles n\u00e3o pertencem a uma \u00fanica estrutura argumental. A combina\u00e7\u00e3o de uma raiz (\u221a), de um nome (N), ou de um adjetivo (A) aos verbalizadores d\u00e1 origem a um tema verbal que serve como base para receber outros afixos de car\u00e1ter derivacional ou flexional. Os temas verbais [\u221a\/N\/A+vblz] desprovidos de morfologia flexional s\u00e3o inintelig\u00edveis para os falantes nativos da l\u00edngua Ikpeng. \u00c9 obrigat\u00f3ria a realiza\u00e7\u00e3o dos prefixos pessoais e\/ou dos sufixos TAM para que haja uma palavra verbal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><b>Palavras-chave:<\/b> Verbo. Forma\u00e7\u00e3o. Deriva\u00e7\u00e3o. Ikpeng. Karib.<\/span><\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: center\" align=\"right\"><strong>As classes verbais em Pareci (Aru\u00e1k)<\/strong><\/p>\n<p align=\"right\">Ana Paula Brand\u00e3o (UFPA)<\/p>\n<p align=\"right\">\n<p style=\"text-align: justify\">Esta comunica\u00e7\u00e3o trata das classes verbais da l\u00edngua Paresi. Paresi \u00e9 uma l\u00edngua falada por aproximadamente 3000 pessoas no Estado do Mato Grosso. Alguns dos trabalhos sobre Paresi s\u00e3o: Rowan &amp; Burgess (1969), Silva (2013, 2014) e Brand\u00e3o (2014). Em Paresi, verbos podem ser identificados de acordo com a val\u00eancia e o papel sem\u00e2ntico de seus sujeitos. Em termos da val\u00eancia, os verbos podem ser intransitivos, transitivos ou bitransitivos. Em termos de papel sem\u00e2ntico dos seus sujeitos, o verbos em Paresi exibem o sistema agentivo-paciente. Verbos intransitivos podem ser classificados em agentivos ou n\u00e3o-agentivos dependendo do tipo de marca\u00e7\u00e3o de pessoa que eles tomam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo Aikhenvald (1999), a maioria das l\u00ednguas Aru\u00e1k mostram um alinhamento sem\u00e2ntico. Estas l\u00ednguas apresentam marca\u00e7\u00e3o de concord\u00e2ncia com sujeito atrav\u00e9s de prefixos ou sufixos e a classifica\u00e7\u00e3o de verbos estaria relacionada a este tipo de marca\u00e7\u00e3o. A classifica\u00e7\u00e3o de verbos em l\u00ednguas Aru\u00e1k geralmente \u00e9 feita em tr\u00eas classes: transitivos, intransitivos ativos e intransitivos estativos. A divis\u00e3o no grupo de verbos intransitivos \u00e9 sintaticamente marcada, j\u00e1 que o sujeito de verbos intransitivos estativos e o objeto de verbos transitivos s\u00e3o marcados com a mesma forma, enquanto o sujeito de verbos transitivos recebem uma marca\u00e7\u00e3o diferente. Semanticamente, os termos ativo e estativo s\u00e3o usados pois a escolha do tipo de marca\u00e7\u00e3o de concord\u00e2ncia depende do par\u00e2metro &#8216;evento&#8217; (Danielsen and Granadillo, 2008), considerando-se estativos como n\u00e3o-eventivos (a exemplo de &#8216;amar&#8217;, &#8216;estar cansado&#8217;) e ativos como eventivos (tais como &#8216;caminhar&#8217;, &#8216;comer&#8217;). Este sistema \u00e9 encontrado em l\u00ednguas ergativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No caso do Paresi, a marca\u00e7\u00e3o de concord\u00e2ncia indica as classes verbais, por\u00e9m o Paresi n\u00e3o \u00e9 uma l\u00edngua ergativa. A divis\u00e3o no grupo de verbos intransitivos \u00e9 marcada morfologicamente da seguinte forma: i) os verbos intransitivos agentivo (ou ativos) recebem a mesma marca\u00e7\u00e3o de sujeito que verbos transitivos (os procl\u00edticos do grupo A com a vogal <i>a<\/i>) ; ii) verbos intransitivos n\u00e3o-agentivos (estativos) recebem um marca\u00e7\u00e3o de sujeito diferente (os procl\u00edticos do grupo B).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><b>Tabela <\/b><b>1<\/b><b>: grupos dos procl\u00edticos em Paresi<\/b><\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">&nbsp;<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">Grupo A<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">Grupo B<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">1sg<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">na=<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">no=<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">2sg<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">ha=<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">hi=<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">3sg<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">\u00d8=<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">\u00d8=<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">1pl<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">wa=<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">wi=<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">2pl<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">za=<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">xi=<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">3pl<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">\u00d8=\u2026-ha<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"148\">\u00d8=\u2026-ha<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Semanticamente, no grupo dos verbos ativos ou de controle est\u00e3o os verbos cujos participantes s\u00e3o atores que performam, efetivam, instigam ou controlam a situa\u00e7\u00e3o denotada pelo predicado. Enquanto que no grupo dos verbos n\u00e3o-agentivos est\u00e3o os verbos cujos participantes s\u00e3o undergoers ou n\u00e3o t\u00eam controle, porque os participantes desses verbos referem-se a conceitos de propriedade e a alguns eventos que n\u00e3o s\u00e3o perfomados ou controlados pelos participantes desses verbos (tais como &#8216;morrer&#8217;, &#8216;acordar&#8217;, &#8216;dormir&#8217;). Minha an\u00e1lise \u00e9 baseada em trabalho de campo (textos e elicita\u00e7\u00f5es), usando a abordagem funcionalista-tipol\u00f3gica em autores como Donohue e Wichmann (2008), Mithun (1991) e Moura (2012). (Este trabalho teve apoio da bolsa CAPES\/PNPD no per\u00edodo 2014-2015).<\/p>\n<p>\u00a0<b>Palavras-chave:<\/b> Verbos. Paresi. Agentividade.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><b>CONSTRU<\/b><b>\u00c7\u00d5<\/b><b>ES REC<\/b><b>\u00cd<\/b><b>PROCAS EM PARKAT<\/b><b>\u00ca<\/b><b>J<\/b><b>\u00ca<\/b><b> <\/b><b>(TIMBIRA) <\/b><b><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"color: #993300\">\u00a0<\/span><span style=\"color: #993300\">Cinthia Neves (PPGL\/UFPA)<\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Mar\u00edlia Ferreira (PPGL\/UFPA)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">\u00a0<\/span><span style=\"color: #993300\">\u201cUma situa\u00e7\u00e3o com dois ou mais participantes (A, B&#8230;), na qual, para pelo menos dois dos participantes A e B, a rela\u00e7\u00e3o entre A e B \u00e9 a mesma rela\u00e7\u00e3o entre B e A\u201d. Esta rela\u00e7\u00e3o de igualdade\u00a0 \u00e9 o que, segundo Haspelmath (2007), define reciprocidade. As l\u00ednguas podem expressar estas rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas entre os participantes do evento impl\u00edcita ou explicitamente, por express\u00f5es livres ou especializadas, em multi ou monocl\u00e1usulas, por rec\u00edprocos lexicais ou gramaticais. Este trabalho se prop\u00f5e a apresentar como o Parkat\u00eaj\u00ea &#8211; l\u00edngua Timbira (J\u00ea), falada no sudeste do Par\u00e1 &#8211; lida com as situa\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas. A proposta de Ferreira (2003) sugere esta l\u00edngua \u201capresenta um pronome rec\u00edproco, <i>aipe<\/i>\u0303<i>n<\/i>, o qual, em algumas constru\u00e7\u00f5es, aparece marcado por uma posposi\u00e7\u00e3o (\u2026) e em outras aparece n\u00e3o marcado\u201d. Do ponto de vista da an\u00e1lise que se pretende apresentar aqui, esta l\u00edngua distingue pelo menos tr\u00eas tipos rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas: rec\u00edprocos protot\u00edpicos, eventos naturalmente rec\u00edprocos e eventos rec\u00edprocos sequenciais. Nessas constru\u00e7\u00f5es, semanticamente, os participantes s\u00e3o igualmente agente e paciente; sintaticamente, ambos ocupam a posi\u00e7\u00e3o de A e <i>aipe<\/i>\u0303<i>n<\/i> ocupa a posi\u00e7\u00e3o de O para indicar a reciprocidade. As posposi\u00e7\u00f5es que podem ocorrer com a forma rec\u00edproca s\u00e3o o dativo <i>m<\/i><i>\u00e3<\/i><i> <\/i>e o comitativo<i> kot. <\/i>A ocorr\u00eancia de uma e outra parece estar ligada a uma propriedade chamada por Kemmer (1993) de \u201cdistinguibilidade relativa de eventos\u201d, que sugere a distin\u00e7\u00e3o entre simultaneidade (eventos naturalmente rec\u00edprocos) e sequencialidade: eventos marcados com dativo s\u00e3o simult\u00e2neos, ao passo que eventos marcados com comitativo s\u00e3o sequenciais. Al\u00e9m de poder ser marcada por posposi\u00e7\u00e3o, esta forma respons\u00e1vel pela express\u00e3o de reciprocidade n\u00e3o distingue em pessoa; tais caracter\u00edsticas se assemelham mais a um comportamento de nome do que de um pronome. Tratar <i>aipe<\/i>\u0303<i>n<\/i> como um nome leva esta an\u00e1lise a se diferenciar de outras descri\u00e7\u00f5es das l\u00ednguas Timbira, que tamb\u00e9m se referem ao rec\u00edproco um \u2018pronome\u2019. Esta pesquisa contou com financiamento da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">\u00a0<\/span><span style=\"color: #993300\"><b>Palavras-chave<\/b>: Parkat\u00eaj\u00ea. Reciprocidade; L\u00ednguas J\u00ea.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">_________________________________________________________________________________________\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma rean\u00e1lise de Aspecto como Auxiliares TAM em D\u00e2w Luciana Storto (USP) Maur\u00edcio Carvalho (USP) \u00a0Analisamos, com base em dados originais coletados em campo no per\u00edodo de um ano entre 2013 e 2014 (Projeto de Documenta\u00e7\u00e3o da L\u00edngua e Cultura&hellip; <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/conunicacoes\/teoria-e-analise-iii\/\" class=\"readmore-button\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":786,"featured_media":0,"parent":220,"menu_order":7,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"inline_featured_image":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-270","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/786"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=270"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/270\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":279,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/270\/revisions\/279"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}