{"id":282,"date":"2015-10-13T01:44:14","date_gmt":"2015-10-13T01:44:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/?page_id=282"},"modified":"2015-10-17T13:55:57","modified_gmt":"2015-10-17T13:55:57","slug":"posters-5","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/posters-5\/","title":{"rendered":"Posters"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\" align=\"center\"><b style=\"color: #993300;line-height: 1.5em\">An\u00e1lise sobre a aquisi\u00e7\u00e3o da escrita na l\u00edngua Maw\u00e9, como L1, e em Portugu\u00eas, como L2,<br \/>\n<\/b><span style=\"color: #993300\"><b>dos alunos Sater\u00e9-Maw\u00e9 da Licenciatura Intercultural da FACED-UFAM<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Eloisa Carvalho (UFAM)<\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Raynice Geraldine Pereira da Silva (UFAM)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">\u00a0Os estudos em lingu\u00edstica aplicada ao Ensino de L\u00ednguas abrangem, al\u00e9m do ensino de portugu\u00eas para estrangeiros, o ensino do portugu\u00eas para brasileiros falantes nativos de outras l\u00ednguas. Nesse \u00faltimo, s\u00e3o cada vez mais crescentes os estudos em Libras e em L\u00ednguas ind\u00edgenas. Esta pesquisa visa um estudo sobre aquisi\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o escrita em portugu\u00eas como L2 e da l\u00edngua Maw\u00e9 como L1 dos professores Sater\u00e9-Maw\u00e9 da Licenciatura Intercultural oferecida pela Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o\/UFAM. Silva (2010) ao tratar a compet\u00eancia lingu\u00edstica em portugu\u00eas dos professores Sater\u00e9-Maw\u00e9, observou que mesmo com boa profici\u00eancia na fala, os professores associam a aquisi\u00e7\u00e3o da escrita \u00e0 l\u00edngua portuguesa e apresentam grande dificuldade na aquisi\u00e7\u00e3o da escrita da pr\u00f3pria l\u00edngua. Associando sempre o processo da escrita ao portugu\u00eas. O presente estudo se baseia num modelo de pesquisa sobre os processos de aquisi\u00e7\u00e3o da linguagem e estudos espec\u00edficos sobre tais processos para povos ind\u00edgenas, busca tamb\u00e9m explicar processos lingu\u00edsticos refletidos no uso social da escrita das l\u00ednguas analisadas e, portanto, apresentando-se como vis\u00e3o e conhecimento de mundo refletidos na produ\u00e7\u00e3o textual dos professores ind\u00edgenas. Considera-se nessa pesquisa a linguagem como ferramenta humana de comunica\u00e7\u00e3o constitu\u00edda culturalmente por situa\u00e7\u00f5es reais de uso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">_________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #333333\"><b>A presen\u00e7a ind\u00edgena na obra Amapaisagens (1992):<br \/>\num estudo dos termos regionais na Literatura Amapaense.<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\">Tainah Marilia Souza Dos Santos (UEAP)<\/p>\n<p align=\"right\">Orientador: Eduardo Vasconcelos (NELI-UNIFAP)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>\u00a0<\/b>Este trabalho tem como tema o estudo dos termos regionais encontrados na obra \u2018Amapaisagens\u2019 (1992), do autor H\u00e9lio Pennafort e tem como uns dos seus objetivos contribuir para a discuss\u00e3o sobre o processo de forma\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas falado no Estado do Amap\u00e1 e regi\u00f5es adjac\u00eancias. Inicialmente, foi feita uma pesquisa bibliogr\u00e1fica dentro da obra \u2018Amapaisagens\u2019 (1992), de H\u00e9lio Pennafort em que foram coletados termos regionais, para, em seguida propor defini\u00e7\u00f5es e an\u00e1lise a estas palavras. Diante todo o trabalho de pesquisa, foi produzido um gloss\u00e1rio com o significado desses termos, mostrando uma intensa rela\u00e7\u00e3o com os crioulos guianenses, com as l\u00ednguas ind\u00edgenas da regi\u00e3o e com as comunidades afrodescendentes, Exemplos: (1) <i>Atic\u00f3<\/i>: <i>uma esp\u00e9cie de fil\u00e9 de peixe t\u00e3o tenro que pode ser assado ao sol;<\/i> (2) <i>Jumin\u00e3<\/i>: <i>igarap\u00e9 que \u00e9 afluente do rio Oiapoque, onde est\u00e3o localizadas as aldeias do Ku\u00f1a\u00f1a e Uah\u00e3, no munic\u00edpio de Oiapoque; <\/i>(3) <i>Ua\u00e7\u00e1: palavra de origem ind\u00edgena, que diz respeito a um tipo de caranguejo. \u00c9 tamb\u00e9m o rio amapaense localizado no munic\u00edpio de Oiapoque; <\/i>(4) Tacarr\u00ed: <i>esp\u00e9cie de vara longa utilizada como instrumento usado nas ca\u00e7as aos ovos de camale\u00e3o, jacar\u00e9 e tracaj\u00e1 e, que fazem parte da culin\u00e1ria ind\u00edgena; varia\u00e7\u00e3o da escrita e pron\u00fancia de \u2018tacahi\u2019 nome dado aos Palikur com a mesma defini\u00e7\u00e3o;<\/i> (5) Tafi\u00e1<i>: esp\u00e9cie de aguardente, uma bebida muito forte de cor clara, origin\u00e1ria da Guiana Francesa. <\/i>Esse levantamento foi ben\u00e9fico para compreens\u00e3o mais ampla da identidade cultural e lingu\u00edstico no Estado do Amap\u00e1. (Bolista PIBIC\/UEAP).<\/p>\n<p>\u00a0<b>Palavras Chave: <\/b>Termos Regionais, Amap\u00e1, Amapaisagens.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><span style=\"line-height: 1.5em\">C<\/span><b style=\"line-height: 1.5em\">ompara\u00e7\u00e3o entre Parkat\u00eaj\u00ea, Canela-Krah\u00f4 e Kyikat\u00eaj\u00ea:<br \/>\n<\/b><b>prefixos relacionais nos sintagmas verbais.<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Sheyla da Concei\u00e7\u00e3o Ayan (UFPA)<\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Mar\u00edlia de Nazar\u00e9 de Oliveira Ferreira (UFPA)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">O objetivo deste trabalho \u00e9 estabelecer a compara\u00e7\u00e3o entre as ocorr\u00eancias dos prefixos relacionais, no caso dos verbos, nas l\u00ednguas Parkat\u00eaj\u00ea e Canela-Krah\u00f4 para verificar quais s\u00e3o as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as na ocorr\u00eancia dos mesmos. Tratar de prefixos relacionais \u00e9 sempre quest\u00e3o controversa, havendo posi\u00e7\u00f5es distintas que v\u00e3o desde a n\u00e3o exist\u00eancia desses elementos (Salanova, 2009). Neste trabalho, concordamos com a posi\u00e7\u00e3o de Rodrigues (1986), para quem os prefixos relacionais tem a fun\u00e7\u00e3o de marcar a contiguidade ou n\u00e3o-contiguidade de um nome possu\u00eddo ao seu possuidor; de um objeto a seu verbo e de um atributo ao seu sujeito. Segundo ele, \u00e9 poss\u00edvel verificar esse fen\u00f4meno em l\u00ednguas do tronco Tupi, Karib e Macro-J\u00ea. Desta forma, observa-se a ocorr\u00eancia desses elementos nas l\u00ednguas em estudo, o Parkat\u00eaj\u00ea e o Canela-Krah\u00f4. Sobre a l\u00edngua Parkat\u00eaj\u00ea, Ferreira (2003) afirma que os prefixos relacionais ocorrem, no caso dos verbos, com a fun\u00e7\u00e3o de marcar a rela\u00e7\u00e3o entre os argumentos e os verbos intransitivos estativos e os verbos transitivos. De acordo com Popjes &amp; Popjes (1986), h\u00e1 pelo menos tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es dialetais da l\u00edngua Canela-krah\u00f4, que \u00e9 falada em tr\u00eas comunidades, uma (Canela-Krah\u00f4) localizada \u00e0 margem direita do Rio Tocantins entre os munic\u00edpios de Itacaj\u00e1 e Goiantins, no estado do Tocantins; outra (Canela-Ramkokamekra) que vive a 50 Km ao sul de Barra do Corda no Maranh\u00e3o, e por \u00faltimo aquela (Canela-Ap\u00e3niekr\u00e1), que est\u00e1 localizada a 30 milhas a oeste da vila Canela-Ramkokamekra. O povo Kyjkat\u00eaj\u00ea, tamb\u00e9m vive na reserva ind\u00edgena M\u00e3e Maria (RRIM), assim como o povo Parkat\u00eaj\u00ea. Essas l\u00ednguas Parkat\u00eaj\u00ea, Canela Krah\u00f4 e Kyikat\u00eaj\u00ea pertencem ao tronco lingu\u00edstico Macro-J\u00ea, fam\u00edlia J\u00ea e ao complexo dialetal Timbira, as quais, de acordo com Ferreira (2003), s\u00e3o intelig\u00edveis entre si em diferentes graus. Como metodologia de pesquisa, fez-se o uso de pesquisa bibliogr\u00e1fica por meio do trabalho de Ara\u00fajo (1989), Ferreira (2003), Popjes &amp; Popjes (1986), Souza (1989), Rodrigues (2000) e com base nos dados coletados por Barros (2012), que est\u00e3o no acervo de Ferreira. (Bolsita CNPq)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><b>Palavras-chave:<\/b>\u00a0Compara\u00e7\u00e3o. Prefixos relacionais. Sintagmas verbais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">_________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Mais...\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-includes\/js\/tinymce\/plugins\/wordpress\/img\/trans.gif\" \/><span style=\"color: #333333\"><b style=\"line-height: 1.5em\">Estudo grafem\u00e1tico dos voc\u00e1bulos dos \u00cdndios do Ua\u00e7\u00e1:\u00a0O\u00a0vocabul\u00e1rio Galibi de Curt Nimuendaj\u00fa\u00a0(1883-1945)<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\" align=\"center\"><span style=\"color: #333333\"><b>\u00a0<\/b>Uisllei Uillem Costa Rodrigues (NELI-UEAP)<\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #333333\">Orientador: Dr. Eduardo Alves Vasconcelos (NELI-UNIFAP)<b><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #333333\">No Amap\u00e1, encontram-se povos\u00a0ind\u00edgenas oriundos de tr\u00eas grandes agrupamentos lingu\u00edsticos:\u00a0Arw\u00e1k,\u00a0Karib\u00a0e\u00a0Tup\u00ed, al\u00e9m de falantes de l\u00ednguas crioulas\u00a0(GALLOIS; GRUPIONI, 2003).\u00a0Atualmente,\u00a0dentre os povos falantes de uma l\u00edngua crioula podemos destacar os\u00a0Galibi-Marworno\u00a0que possuem como l\u00edngua materna uma varia\u00e7\u00e3o do crioulo falado na Guiana Francesa.\u00a0O presente estudo\u00a0tem por objetivo propor uma an\u00e1lise\u00a0grafem\u00e1tica\u00a0ao\u00a0vocabul\u00e1rio\u00a0Galibi\u00a0coletado por Curt\u00a0Nimuendaj\u00fa\u00a0(1833-1945), dispon\u00edvel\u00a0na obra\u00a0Die\u00a0Palikur\u00a0Indianer\u00a0und\u00a0ihre\u00a0Nachbarn\u00a0(Os\u00a0\u00cdndios\u00a0Palikur\u00a0e seus Vizinhos), publicada em 1926.\u00a0No ano anterior, este etn\u00f3logo empreendeu viagem na regi\u00e3o do\u00a0rio Oiapoque, que faz fronteira com Guiana\u00a0Francesa\u00a0e\u00a0com\u00a0o\u00a0atual\u00a0Estado\u00a0do\u00a0Amap\u00e1;\u00a0at\u00e9\u00a0chegar\u00a0\u00e0 regi\u00e3o do\u00a0rio\u00a0Ua\u00e7\u00e1\u00a0onde estabeleceu\u00a0contatos com os \u00edndios da\u00a0localidade,\u00a0permanecendo\u00a0entre os\u00a0\u00edndios\u00a0Palikur\u00a0e\u00a0relacionando-se, tamb\u00e9m,\u00a0com os \u00edndios vizinhos, alguns deles sem\u00a0etn\u00f4nimos, assim como os\u00a0Galibi\u00a0que,\u00a0somente adotaram essa denomina\u00e7\u00e3o\u00a0em 1940.\u00a0Esses \u00edndios vizinhos\u00a0apresentavam uma composi\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica\u00a0diversificada devido a sua hist\u00f3ria de constitui\u00e7\u00e3o enquanto povo.\u00a0A\u00a0l\u00edngua franca utilizada pelos povos do\u00a0baixo Oiapoque\u00a0apresenta\u00a0reconhecidamente\u00a0diferen\u00e7as fon\u00e9ticas entre aquela falada pelos\u00a0Karipunas. Apesar de saber-se que existem diferen\u00e7as em aspectos fon\u00e9ticos e lexicais entre o crioulo ind\u00edgena e negro da Guiana Francesa n\u00e3o h\u00e1, ainda, estudos aprofundados sobre este crioulo que prevaleceu em uso em detrimento de outras l\u00ednguas usada pelos\u00a0Galibi-Marworno.\u00a0Na ocasi\u00e3o\u00a0Curt\u00a0Nimuendaj\u00fa\u00a0conseguiu\u00a0coletar um extenso\u00a0vocabul\u00e1rio dos\u00a0Palikur,\u00a0outros dois menos extenso\u00a0dos\u00a0Galibi\u00a0e dos\u00a0Aru\u00e3, al\u00e9m de dois itens lexicais dos\u00a0Maraon.\u00a0Neste estudo, o vocabul\u00e1rio\u00a0Galibi,\u00a0\u00e9 analisado considerando a transcri\u00e7\u00e3o adotada\u00a0por\u00a0Nimuendaj\u00fa\u00a0para\u00a0este\u00a0registro\u00a0e a rela\u00e7\u00e3o com a\u00a0sua l\u00edngua materna, o alem\u00e3o, bem como a\u00a0larga experi\u00eancia desse etn\u00f3logo nos registros de l\u00edngua ind\u00edgenas. A an\u00e1lise\u00a0grafem\u00e1tica\u00a0\u00e9\u00a0a etapa inicial\u00a0para o estabelecimento de um sistema fonol\u00f3gico tentativo da l\u00edngua\u00a0que foi\u00a0falada pelos\u00a0Galibi-Marworno\u00a0no in\u00edcio do s\u00e9culo XX e\u00a0suas peculiaridades, a fim de\u00a0se aprimorar os estudos sobre as l\u00ednguas ind\u00edgenas do Amap\u00e1 e sua hist\u00f3riae.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333\"><b>Palavras-chave: <\/b>Estudo grafem\u00e1tico.\u00a0\u00cdndios\u00a0Galibi-Marworno.\u00a0Curt Nimuendaj\u00fa.<\/span><\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><b>Os verbos na L\u00edngua Kheu\u00f3l<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Paola Oliveira (NELI-UNIFAP)<\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Orientador: Antonio Almir Silva Gomes (NELI-UNIFAP)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">\u00a0Minha pesquisa \u00e9 voltada para as classes gramaticais da l\u00edngua Kheu\u00f3l falada pelos ind\u00edgenas das etnias Galibi-Marworno que a utilizam como l\u00edngua materna e os Karipuna que a utilizam como segunda l\u00edngua; ambos residentes na Terra Ind\u00edgena Ua\u00e7\u00e1, no munic\u00edpio de Oiapoque, estado do Amap\u00e1. O Kheu\u00f3l \u00e9 o resultado de influ\u00eancias do Franc\u00eas e \u201cem menor grau\u201d da L\u00edngua Portuguesa sobre o Galibi Antigo falado pelos antigos \u00edndios Galibi. A pesquisa tem como objetivo principal os aspectos morfossint\u00e1ticos da l\u00edngua, via observa\u00e7\u00e3o, identifica\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o das classes gramaticais: Verbo, Substantivo, Pronomes, Adv\u00e9rbios e Adjetivos. Especialmente para esta apresenta\u00e7\u00e3o, pretendo destacar os avan\u00e7os na pesquisa com os verbos, como eles se apresentam, suas especificidades. Por exemplo, hoje sabemos que os verbos em Kheu\u00f3l s\u00e3o diferentes da L\u00edngua Portuguesa pois n\u00e3o mudam, n\u00e3o h\u00e1 conjuga\u00e7\u00e3o, o que modifica s\u00e3o os pronomes pessoais, e outras palavras que auxiliam e fazem a marca\u00e7\u00e3o para a identifica\u00e7\u00e3o do tempo (passado, presente, futuro) e dos g\u00eaneros (masculino, feminino). Tomo como ponto principal para esta apresenta\u00e7\u00e3o, os estudos da Gram\u00e1tica Kheu\u00f3l elaborada pelos povos ind\u00edgenas Karipuna e Galibi-Marworno e pela equipe do CIMI NORTE II, onde pude encontrar dados da morfossintaxe de uma forma mais detalhada, com mais exemplos, pude conhecer melhor os aspectos fonol\u00f3gicos do Kheu\u00f3l, fazendo com que algumas d\u00favidas fossem respondidas, e novas formula\u00e7\u00f5es fossem elaboradas. Adoto, tamb\u00e9m, o TCC do acad\u00eamico Elielson Nunes Charles, defendido na Licenciatura Intercultural Ind\u00edgena da Universidade Federal do Amap\u00e1, que tem como tema: \u201cAspectos da gram\u00e1tica de nomes e verbos em Kheu\u00f3l\u201d. Os materiais did\u00e1ticos dispon\u00edveis para o estudo e\/ou ensino da l\u00edngua Kheu\u00f3l ainda s\u00e3o muito escassos nas comunidades que a utiliza como meio de comunica\u00e7\u00e3o. Minha pesquisa pretende, deste modo, ampliar a oferta de material did\u00e1tico dispon\u00edvel nas escolas ind\u00edgenas dos povos em quest\u00e3o. As informa\u00e7\u00f5es relacionadas ao verbo ser\u00e3o, portanto, o tema de minha apresenta\u00e7\u00e3o no painel proposto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><b>Palavras-Chave:<\/b> Classes Gramaticais. Verbo. Kheu\u00f3l.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">_________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Estudo morfossint\u00e1tico dos Adv\u00e9rbios na L\u00edngua Ikpeng (Kar\u00edb)<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Rosane da Costa Monteiro (UFPA)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0A pesquisa lingu\u00edstica presente neste trabalho investiga aspectos morfol\u00f3gicos da L\u00edngua Ikpeng (Karib), falada pelo povo de mesma denomina\u00e7\u00e3o, habitante da regi\u00e3o do M\u00e9dio Xingu, no Parque Ind\u00edgena do Xingu localizado no estado do Mato Grosso. O trabalho \u00e9 resultado da pesquisa em andamento do projeto Morfossintaxe dos Adv\u00e9rbios na L\u00edngua Ikpeng, que tem como objetivo o estudo morfossint\u00e1tico da categoria de Adv\u00e9rbios a partir\u00a0 de narrativas e de material elicitado. Uma das dicuss\u00f5es a que se prop\u00f5e este trabalho \u00e9 se realmente existe uma categoria de adv\u00e9rbios independente da dos adjetivos nessa l\u00edngua, conforme afirmou Pach\u00eaco (2001).\u00a0 Al\u00e9m disso, \u00a0prop\u00f5e-se a discutir a exist\u00eancia independente de adv\u00e9rbios, bem como analisar estruturalmente a posi\u00e7\u00e3o que estes podem ocupar dentro da senten\u00e7a, haja vista que existem muitos pontos contradit\u00f3rios nas descri\u00e7\u00f5es feitas anteriormente na l\u00edngua Ikpeng, no que tange a esse aspecto. Da mesma forma, atrav\u00e9s da teoria da Morfologia Distribu\u00edda (teoria que traz proposta de explica\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o das palavras nas l\u00ednguas do mundo), busca descrever e analisar os processos de forma\u00e7\u00e3o dos adv\u00e9rbios na\u00a0 l\u00edngua Ikpeng\u00a0 e, para isso utilizou as contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de Halle; Marantz (1993, 1994); Marantz (1997) e Harley; Noyer (1999). Nessa proposta te\u00f3rica, o m\u00e9todo respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o de palavras \u00e9 o mesmo que d\u00e1 origem \u00e0s senten\u00e7as, o que significa dizer que h\u00e1 um processo sint\u00e1tico envolvido na forma\u00e7\u00e3o dos voc\u00e1bulos e que estes n\u00e3o est\u00e3o prontos no L\u00e9xico, m\u00f3dulo do qual a Sintaxe extrai unidades para a sua computa\u00e7\u00e3o, consonante com a Teoria Lexicalista (CHOMSKY: 1970). Assim, para investigar os processos de forma\u00e7\u00e3o\u00a0 de adv\u00e9rbios na L\u00edngua Ikpeng foi necess\u00e1rio examinar como\u00a0 ocorrem esses processos e quais s\u00e3o a fim de identificar que tipo de unidades morfol\u00f3gicas podem dar origem aos adv\u00e9rbios na referida l\u00edngua.<\/p>\n<p>Palavras-chave: Ikpeng;\u00a0 Morfologia; Adv\u00e9rbio.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: center\" align=\"left\"><span style=\"color: #993300\"><b>Processo de Forma\u00e7\u00e3o dos Adjetivos na L\u00edngua Ikpeng: sufixos {-tu} e {p\u00efn}<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Gabriela Mau\u00e9s (UFPA)<\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Orientadora: Angela Fabiola Alves Chagas (UFPA)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"left\"><span style=\"color: #993300\">O objetivo desta comunica\u00e7\u00e3o consiste em analisar as ocorr\u00eancias dos sufixos \u2013tu e \u2013pin, recorrentes em adjetivos na l\u00edngua Ikpeng, descritos por Pach\u00eaco (1997). Segundo Campetela (1997) os adjetivos na l\u00edngua Ikpeng s\u00e3o uma classe que se diferenciam das outras por n\u00e3o conterem em sua estrutura morfol\u00f3gica sufixos de qualquer tipo. Diferente de Pach\u00eaco (1997) que considera em seus trabalhos os sufixos sendo fatores que colaboram para a forma\u00e7\u00e3o dos adjetivos na l\u00edngua. Diante disso, essa comunica\u00e7\u00e3o ter\u00e1 como objetivo espec\u00edfico analisar e compreender a fun\u00e7\u00e3o desses sufixos na forma\u00e7\u00e3o dos adjetivos na l\u00edngua Ikpeng. Atrav\u00e9s de dados da l\u00edngua, que ser\u00e3o usados para a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa, iremos confirmar se de fato existem sufixos nos adjetivos e quais crit\u00e9rios que condicionam o aparecimento de cada um deles. Se confirmada a teoria de Pach\u00eaco (1997) sobre os sufixos, isso facilitar\u00e1 os estudos acerca dos adjetivos. O que possibilitar\u00e1 a contribui\u00e7\u00e3o para as pesquisas morfossint\u00e1ticas na l\u00edngua Ikpeng.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"color: #993300\">\u00a0<b>Palavras-chave: <\/b>Ikpeng. Deriva\u00e7\u00e3o. Adjetivo<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"color: #993300\">_________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u00a0<b>An\u00e1lise da Estrutura Argumental dos Verbos de a\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/b><b>\u00a0em Nheengatu \u00e0 luz da Tipologia Funcional<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\">Beatriz Campos Mascarenhas (UFAM)<\/p>\n<p align=\"right\">Raynice Geraldine Pereira da Silva (UFAM)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Os estudos lingu\u00edsticos de an\u00e1lise e descri\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas ind\u00edgenas brasileiras tamb\u00e9m tomam outra dimens\u00e3o quando se pensa que os resultados das pesquisas podem subsidiar o desenvolvimento de programas de ensino bil\u00edngue, por exemplo, auxiliando os falantes na elabora\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1tico-pedag\u00f3gicos (cartilhas, gram\u00e1ticas, dicion\u00e1rios, livros de hist\u00f3rias, entre outros), e a documenta\u00e7\u00e3o cultural das na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas que habitam o nosso territ\u00f3rio. O Nheengatu \u00e9 a variedade moderna da l\u00edngua geral amaz\u00f4nica, que teria se desenvolvido a partir do Tupinamb\u00e1, l\u00edngua da fam\u00edlia Tupi-Guarani do subconjunto III. Na regi\u00e3o do Alto Rio Negro, o Nheengatu \u00e9 falado por ind\u00edgenas da etnia Bar\u00e9, Baniwa e Werekena, povos que substitu\u00edram suas l\u00ednguas tradicionais do grupo Aruak do norte pelo Nheengatu. Deve-se mencionar ainda que no munic\u00edpio de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, o Nheengatu \u00e9 uma das l\u00ednguas co-oficiais (al\u00e9m do Nhengatu, s\u00e3o tamb\u00e9m l\u00ednguas co-oficiais nesse munic\u00edpio o Tukano e o Baniwa). Outra regi\u00e3o com falantes dessa l\u00edngua \u00e9 a regi\u00e3o do M\u00e9dio Rio Amazonas. A import\u00e2ncia cient\u00edfica est\u00e1 no fato desta l\u00edngua ter sido a l\u00edngua mais utilizada na regi\u00e3o norte do pa\u00eds, at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo passado, at\u00e9 mesmo mais que a l\u00edngua portuguesa. Como bem demonstrado por Bessa Freire (2004) e Rodrigues (1996), em seu processo de expans\u00e3o pela regi\u00e3o amaz\u00f4nica, as variedades de Nheengatu eram usadas at\u00e9 mesmo mais que muitas outras l\u00ednguas ind\u00edgenas. A hip\u00f3tese que norteia esse trabalho \u00e9 a de que, por conta desse processo de substitui\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica, as variedades de Nheengatu podem ter se distanciado estruturalmente em um per\u00edodo relativamente curto. Desta forma, descrever e analisar a estrutura argumental dos verbos de a\u00e7\u00e3o do Nheengatu pode contribuir para o entendimento da morfossintaxe verbal da l\u00edngua, bem como os processos de mudan\u00e7a e contato entre l\u00ednguas geneticamente diferentes, tendo em vista que, na regi\u00e3o de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, essa l\u00edngua \u00e9 a \u00fanica l\u00edngua tupi em meio a tantas outras de fam\u00edlias lingu\u00edsticas diferentes.<\/p>\n<p><b>Palavras-Chave: <\/b>Nheengatu. Verbos de a\u00e7\u00e3o. Estrutura argumental.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u00a0<span style=\"color: #993300\"><b>Contato, mudan\u00e7a e substitui\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica nas variedades do Nheengatu do Amazonas<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Aline Lopes (UFAM)<\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Raynice Geraldine Pereira da Silva (UFAM)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">O Nheengatu \u00e9 falado atualmente por alguns povos que deixaram de falar sua l\u00edngua materna. Esses povos est\u00e3o distribu\u00eddos em diversas regi\u00f5es do Amazonas, principalmente na regi\u00e3o do S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, na regi\u00e3o do m\u00e9dio rio Amazonas e na regi\u00e3o do m\u00e9dio Rio Solim\u00f5es. No Alto e Baixo Rio Negro, o Nheengatu \u00e9 falado Bar\u00e9, Baniwa e Werekena, povos que substitu\u00edram suas l\u00ednguas tradicionais do grupo Aruak do norte pelo Nheengatu. J\u00e1 no M\u00e9dio Rio Amazonas, o Nheengatu \u00e9 ainda falado em uma regi\u00e3o que tem como l\u00edngua predominante o Sater\u00e9-Maw\u00e9, tamb\u00e9m do tronco Tupi. Na regi\u00e3o do M\u00e9dio Rio Solim\u00f5es sabe-se que ainda h\u00e1 alguns ind\u00edgenas da etnia Mayoruna j\u00e1 idosos que sabem Nheengatu. Assim percebe-se que o estudo e registro lingu\u00edstico dessas duas \u00faltimas variedades, portanto, \u00e9 fundamental para um maior conhecimento da l\u00edngua, tendo em vista serem variantes pouco utilizadas e j\u00e1 em extremo risco de desaparecimento. A hip\u00f3tese que norteia esse trabalho \u00e9 a de que, por conta desse processo de substitui\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica, as variedades de Nheengatu podem ter se distanciado estruturalmente em um per\u00edodo relativamente curto. Desta forma, analisar e comparar as variedades pode contribuir para o entendimento do processo de substitui\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica. O estudo da varia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica em l\u00ednguas ind\u00edgenas s\u00e3o poucos considerando a pequena propor\u00e7\u00e3o de falantes que, na maioria dos casos ocupam o mesmo espa\u00e7o e compartilham das mesmas caracter\u00edsticas dialetais. O caso do Nheengatu \u00e9 particularmente interessante tendo em vista sua hist\u00f3ria de contato, mudan\u00e7a e substitui\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica que remonta ao per\u00edodo da coloniza\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o do Amazonas. As caracter\u00edsticas sistem\u00e1ticas de substitui\u00e7\u00e3o de segmentos fonol\u00f3gicos e lexicais, altera\u00e7\u00f5es nos processos morfossint\u00e1ticos e sintagm\u00e1ticos da l\u00edngua, al\u00e9m de diferen\u00e7as entonacionais s\u00e3o algumas formas de altern\u00e2ncia nos processos de substitui\u00e7\u00e3o entre as l\u00ednguas que est\u00e3o em contato. A an\u00e1lise e documenta\u00e7\u00e3o desses processos de mudan\u00e7a e substitui\u00e7\u00e3o pressup\u00f5em um estudo onde se crie uma interface desses aspectos com o uso que se faz da l\u00edngua e como isso reflete quando se considera a preserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas ind\u00edgenas amaz\u00f4nicas, em particular o Nheengatu.Assim, o estudo dos processos de substitui\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a lingu\u00edstica do Nheengatu servir\u00e3o como subs\u00eddio \u00e0s discuss\u00f5es sobre a varia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica em l\u00ednguas ind\u00edgenas, bem como na educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena dos povos das regi\u00f5es pesquisadas e como registro e documenta\u00e7\u00e3o sobre varia\u00e7\u00e3o e aspectos espec\u00edficos sobre a l\u00edngua. O registro das variedades existente do Nheengatu reflete diretamente na elabora\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1ticos, na escrita e na discuss\u00e3o de uma grafia da l\u00edngua, al\u00e9m de contribuir para o melhor conhecimento da l\u00edngua como uma l\u00edngua ind\u00edgena da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><b>Palavras-chave:\u00a0<\/b>Variedades do Nheengatu. Contato. Amazonas.<b><\/b><\/span><\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u00a0<b><i>Tipos de adapta\u00e7\u00f5es realizadas nos empr\u00e9stimos do Portugu\u00eas<br \/>\npara a L\u00edngua Geral Bras\u00edlica no s\u00e9culo XVIII<\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"right\">B\u00e1rbara Heliodora L. de P. Santos (UFG)<\/p>\n<p align=\"right\">Aline da Cruz (UFG)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde o s\u00e9culo XVII, per\u00edodo em que se iniciou o contato entre colonizadores e ind\u00edgenas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, o Portugu\u00eas e o Tupinamb\u00e1 entraram em contato. O Tupinamb\u00e1 acabou exercendo a fun\u00e7\u00e3o primordial de l\u00edngua de comunica\u00e7\u00e3o entre portugueses e ind\u00edgenas (FREIRE, 2004, p. 57). Devido ao intenso contato entre estas duas l\u00ednguas, o Tupinamb\u00e1 sofreu altera\u00e7\u00f5es estruturais, e se tornou uma l\u00edngua supra\u00e9tnica, renomeada como \u201cl\u00edngua geral bras\u00edlica\u201d (RODRIGUES, 1996). Como resultado do longo contato entre Portugu\u00eas e a l\u00edngua geral, o Portugu\u00eas Brasileiro recebeu um grande n\u00famero de \u201ctupinismos\u201d, ou seja, palavras de origem Tupi, frequentemente estudadas em pesquisas acad\u00eamicas (DIETRICH, 2010; NOLL, 2010; SCHMIDT-RIESE, 2010) e tamb\u00e9m apresentadas em livros did\u00e1ticos de ensino fundamental e m\u00e9dio, como, por exemplo, mandioca, Ipiranga, Foz do Igua\u00e7u, cuia, jabuti, entre outras. Neste trabalho, prop\u00f5e-se o olhar inverso: a an\u00e1lise dos empr\u00e9stimos de voc\u00e1bulos portugueses para a l\u00edngua geral bras\u00edlica (doravante LGB), tal como registrados no\u00a0<i>Vocabul\u00e1rio Portugu\u00eas-Bras\u00edlico<\/i>\u00a0(VPB). Edelweiss (1969) fez um primeiro levantamento dos empr\u00e9stimos do Portugu\u00eas para a LGB nesse documento, analisando os itens lexicais com os procedimentos metodol\u00f3gicos existentes naquele momento. Neste trabalho, pretende-se reanalisar os empr\u00e9stimos encontrados por Edelweiss (1969), utilizando uma abordagem por representa\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica de tra\u00e7os distintivos, tal como proposta pela Geometria de Tra\u00e7os (Clements 1985); e, para processos que envolvam reestrutura\u00e7\u00e3o sil\u00e1bica e acento, utilizando a proposta de Hayes (1981). Os empr\u00e9stimos registrados no VPB envolvem tanto adapta\u00e7\u00f5es fonol\u00f3gicas quanto morfol\u00f3gicas. Os empr\u00e9stimos com adapta\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica foram categorizados em: (1.1) adapta\u00e7\u00e3o segmental; (1.2) adapta\u00e7\u00e3o sil\u00e1bica; (1.3) adapta\u00e7\u00e3o acentual. Por sua vez, os empr\u00e9stimos que envolvem adapta\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas podem ser divididos em: (2.1) adapta\u00e7\u00f5es por processos flexionais; (2.2) adapta\u00e7\u00f5es por processos derivacionais. \u00c9 importante ressaltar que os empr\u00e9stimos podem fazer parte de mais de uma categoria. No grupo (1.1), observa-se rotacismo para evitar as coronais \/l\/ e \/d\/; nasaliza\u00e7\u00e3o de oclusivas, levando \u00e0 emerg\u00eancia de contornos (mb, nt, ng), e apagamento de tra\u00e7os mais marcados, como [+ voz] e [+ cont\u00ednuo]. No grupo (1.2), observou-se a prefer\u00eancia por s\u00edlabas CV em detrimento de s\u00edlabas com encontros consonantais CCV e de s\u00edlabas com CODA. No grupo (1.3), verifica-se que o padr\u00e3o acentual da LGB \u00e9 i\u00e2mbico enquanto o do Portugu\u00eas \u00e9 prioritariamente troqueu mor\u00e1ico em n\u00e3o-verbos (WETZELS, 1977; BISOL, 2003). Observou-se uma tend\u00eancia ao reestabelecimento do padr\u00e3o i\u00e2mbico, pela altera\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o s\u00edlaba t\u00f4nica como forma de adapta\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica. No grupo das adapta\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas, h\u00e1 uma tend\u00eancia ao uso de morfemas derivacionais, como aumentativo, coletivo, causativo; e de morfemas flexionais, como uso de referenciante e prefixos pessoais.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:\u00a0<\/b>Empr\u00e9stimo. Adapta\u00e7\u00f5es Fonol\u00f3gicas. Adapta\u00e7\u00f5es Morfol\u00f3gicas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"Mais...\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-includes\/js\/tinymce\/plugins\/wordpress\/img\/trans.gif\" \/>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><b>Senten\u00e7as interrogativas em l\u00ednguas ind\u00edgenas sul-americanas<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Augusto Gasparre Braga Fa\u00e7anha (NELI-UNIFAP)<\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Orientador: Antonio Almir Silva Gomes (NELI-UNIFAP)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">Trabalhos tipol\u00f3gicos t\u00eam sido desenvolvidos nas grandes universidades do mundo com o objetivo de compreender aspectos comuns \u00e0s l\u00ednguas naturais; sua rela\u00e7\u00e3o com aspectos cognitivos e socioculturais. A compara\u00e7\u00e3o entre l\u00ednguas \u00e9 o recurso prim\u00e1rio para esse tipo de trabalho. No painel proposto, apresentamos a natureza de meu projeto de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, com dura\u00e7\u00e3o total de 12 meses entre os anos de 2015 e 2016, que busca a uma melhor compreens\u00e3o de aspectos morfossint\u00e1ticos relacionados a senten\u00e7as interrogativas de distintas l\u00ednguas ind\u00edgenas da Am\u00e9rica do Sul. Como resultado, pretendemos lan\u00e7ar luz sobre caracter\u00edsticas sincr\u00f4nicas de diversas l\u00ednguas desta regi\u00e3o e, consequentemente, contribuir com as discuss \u00f5es tipol\u00f3gicas relacionadas ao tema. (Bolsita PROBIC\/UNIFAP)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><b>Palavras-chave<\/b>: Senten\u00e7as interrogativas. Tipologia. Morfossintaxe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">_________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u00a0<b>A africada \/t\u0283\/ no invent\u00e1rio fonol\u00f3gico do Ikpeng<\/b><\/p>\n<p align=\"right\">Amanda Dias do Nascimento (NELI-UNIFAP)<\/p>\n<p align=\"right\">Orientadora: Angela Fabiola Alves Chagas (UFPA)<br \/>\nCo-orientador: Eduardo \u00a0Vasconcelos \u00a0(NELI-UNIFAP)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"right\">\u00a0A l\u00edngua Ikpeng \u00e9 pertencente \u00e0 fam\u00edlia Karib e falada por aproximadamente 500 pessoas que vivem na regi\u00e3o norte do Mato Grosso. Este povo vive espalhado em quatro aldeias \u2013 Rayo, Arawo, Tupara e Moygu &#8211; no Parque ind\u00edgena do Xingu. Desde 1972, alguns trabalhos sobre a l\u00edngua foram publicados. No campo da fonologia existem algumas diverg\u00eancias que ainda n\u00e3o foram totalmente esclarecidas pelos pesquisadores que elaboraram\u00a0propostas para esse campo espec\u00edfico da l\u00edngua. Al\u00e9m de diverg\u00eancia nos quadros fonol\u00f3gicos propostos para a mesma, a falta de dados para comprova\u00e7\u00e3o de qual abordagem est\u00e1 mais adequada \u00e0 l\u00edngua s\u00e3o alguns dos problemas na descri\u00e7\u00e3o da fonologia do Ikpeng. Quanto aos fonemas propostos para a l\u00edngua, [t\u0283] \u00e9 um dos que apresentam diferentes an\u00e1lises nos dois principais trabalhos feitos sobre a fonologia da l\u00edngua Ikpeng (EMMERICH, 1972; PACH\u00caCO, 2001). Emmerich (1972) aponta [t\u0283] como um dos alofones do fonema \/t\/ com ocorr\u00eancia condicionada diante do fonema voc\u00e1lico \/i\/, enquanto Pach\u00eaco (2001) classifica \/t\u0283\/ como um fonema que ocorre diante de todas as vogais e tamb\u00e9m \u00e9 alofone de \/t\/ no ambiente citado por Emmerich. Neste trabalho propomos que a africada \u00e9 um dos fonemas da l\u00edngua Ikpeng que ocorre diante de todas as vogais da l\u00edngua exceto vogal alta central \/\u00f6\/, ambiente que ocorre somente a oclusiva alveolar \/t\/. Sendo assim, acreditamos que \/t\/ tamb\u00e9m \u00e9 um dos alofones da africada e diante das vogais \/i\/ e \/\u00f6\/ a oposi\u00e7\u00e3o entre a africada e a oclusiva alveolar surda \u00e9 neutralizada. Tal hip\u00f3tese surgiu atrav\u00e9s de uma revis\u00e3o dos dados presentes nos referidos trabalhos, dados provenientes de outros trabalhos sobre a l\u00edngua Ikpeng (CAMPETELA, 1997; CHAGAS, 2013) e dados provenientes de elicita\u00e7\u00f5es feitas por Chagas no per\u00edodo de 2009 a 2012. Os dados ser\u00e3o armazenados e organizados no programa FLEx. Para esta an\u00e1lise seguiremos os princ\u00edpios da Escola Lingu\u00edstica de Praga, em especial as orienta\u00e7\u00f5es de Jakobson, Fant &amp; Halle (1953). (Bolsita PIBIC\/CNPq).<\/p>\n<p><b>Palavras-chave: <\/b>Fonologia. Ikpeng. Karib.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><b>Revis\u00e3o fonol\u00f3gica da L\u00edngua Xet\u00e1 (Tupi-Guarani, Ramo I)<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"right\"><span style=\"color: #993300\">Nixon Rocha Sarges (NELI-UNIFAP)<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #993300\"> Orientador: Eduardo Alves Vasconcelos (NELI-UNIFAP)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993300\">Not\u00edcias do povo Xet\u00e1 s\u00e3o registradas no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. O contato com a sociedade n\u00e3o-ind\u00edgenas ocorreu da d\u00e9cada de 50 e, logo ap\u00f3s o contato, sua extin\u00e7\u00e3o j\u00e1 era certa. Os sobreviventes foram realocados em aldeamentos Kaingang e Guaran\u00ed e em fazendas nos arredores, tanto no Panar\u00e1, como em outros estados das regi\u00f5es Sul e Sudeste. Segundo os dados do instituto socioambiental, em 2006, a popula\u00e7\u00e3o Xet\u00e1 foi estimada em 86 pessoas, destas apenas um homem fala a l\u00edngua e uma mulher a compreende, mas s\u00f3 respondendo em portugu\u00eas. O povo Xet\u00e1 foi contatado no noroeste do Estado do Paran\u00e1, em uma regi\u00e3o denominada de Serra dos Dourados, \u00e0 margem esquerda do rio Iva\u00ed e seus afluentes, e tamb\u00e9m chegaram a povoar a margem direita do rio, segundo relatos de sobreviventes. O objetivo dessa pesquisa \u00e9 propor uma revis\u00e3o da fonologia da l\u00edngua Xet\u00e1, em que ser\u00e1 investigado, principalmente, o sistema voc\u00e1lico, suas oposi\u00e7\u00f5es fonol\u00f3gicas b\u00e1sicas e secundarias. Aspectos da fonologia da l\u00edngua Xet\u00e1 foram analisados em Vasconcelos (2008), que a partir, principalmente, do\u00a0<i>corpus\u00a0<\/i>coletado por Rodrigues na d\u00e9cada de 1960, apresenta um detalhado invent\u00e1rio fon\u00e9tico, propondo treze fonemas consonantais e seis voc\u00e1licos, a saber: obstruintes \/p t t\u0283 d\u0292 k \u0294\/, nasais \/m n \u0272\/, soantes \/w \u027e j h\/ e vogais orais \/i e \u0268 a u o\/. Naquela an\u00e1lise tamb\u00e9m s\u00e3o propostos os padr\u00f5es sil\u00e1bicos (V CV CVC CCV) e, em termos gerais, o padr\u00e3o acentual. O\u00a0<i>corpus<\/i>\u00a0utilizado inicialmente ser\u00e1 aquele dispon\u00edvel em registros Xet\u00e1: Gu\u00e9rios (1958),Loukotka (1960), Fernandes(1961), Rodrigues (1978),Vasconcelos (2008), Rodrigues et alli (2013), al\u00e9m de anota\u00e7\u00f5es em cadernos de campo e transcri\u00e7\u00f5es realizadas por Vasconcelos. Segue-se, nessa investiga\u00e7\u00e3o, os pressupostos da Escola Lingu\u00edstica de Praga e, quando se mostrar relevante e exequ\u00edvel, lan\u00e7ar-se-\u00e1 m\u00e3o dos recursos da fon\u00e9tica ac\u00fastica e da Geometria de Tra\u00e7os. (Bolsista PIBIC\/CNPq)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\"><b>Palavras-chaves:<\/b>\u00a0Fonologia. Xet\u00e1. Tupi-Guarani.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">_________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #993300\"><img decoding=\"async\" title=\"Mais...\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-includes\/js\/tinymce\/plugins\/wordpress\/img\/trans.gif\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise sobre a aquisi\u00e7\u00e3o da escrita na l\u00edngua Maw\u00e9, como L1, e em Portugu\u00eas, como L2, dos alunos Sater\u00e9-Maw\u00e9 da Licenciatura Intercultural da FACED-UFAM Eloisa Carvalho (UFAM) Raynice Geraldine Pereira da Silva (UFAM) \u00a0Os estudos em lingu\u00edstica aplicada ao Ensino&hellip; <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/caderno-de-resumos\/posters-5\/\" class=\"readmore-button\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":786,"featured_media":0,"parent":216,"menu_order":5,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"inline_featured_image":false,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-282","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/786"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=282"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/282\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":333,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/282\/revisions\/333"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.unifap.br\/sipli-norte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}