SETOR PRODUTIVO

O “setor produtivo” compreende a parte da economia dedicada à produção de bens e serviços, tradicionalmente dividida em três categorias: o setor primário, voltado à extração de recursos naturais (agricultura, pecuária, pesca e garimpo); o setor secundário, que abrange as atividades industriais e de transformação, incluindo energia e mineração; e o setor terciário, relacionado à prestação de serviços como comércio, educação, saúde, tecnologia, turismo, entre outros (Mankiw, 2013).  

Na FF-AP, o setor primário é marcado pela diversidade e forte presença da agricultura familiar, destacando-se a produção de mandioca e o cultivo de frutas. O extrativismo tem grande relevância, com produtos como açaí, castanha-do-pará e oleaginosas. A bubalinocultura representa a principal atividade pecuária, enquanto a pesca artesanal também contribui para a economia local.  

Cerca de 42% da atividade industrial do estado do Amapá está concentrada na Faixa de Fronteira (FF-AP), especialmente, nos municípios de Ferreira Gomes (18,58%), Laranjal do Jari (15,50%) e Pedra Branca do Amapari (6,01%), relacionados a serviços de utilidade pública, industria de transformação e mineração.  

O setor terciário responde por parte expressiva do PIB do Amapá, sendo impulsionado principalmente pela administração pública (APU), realidade que se repete nos municípios da FF-AP. Atividades como transporte, armazenagem, correios, hospedagem e alimentação formam o segundo maior grupo do setor, seguidas por turismo e telecomunicações.  

A FF-AP, portanto, configura-se com uma estrutura produtiva diversificada e interligada. Para fins de diagnóstico, optou-se por um recorte centrado na agropecuária, cadeia florestal, extração mineral, serviços e emprego e renda, com o objetivo de identificar e mapear forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Essa análise dialoga com as temáticas de Meio Ambiente, Infraestrutura e Comunidades Tradicionais, dada sua forte interdependência com o Setor Produtivo. 

DADOS REGIONAIS DO SETOR PRODUTIVO

Os dados mais recentes do PIB do Amapá (Tabela X) permitem comparar seu crescimento real com o do Brasil e da região Norte, situando o estado no contexto regional (IBGE/SEPLAN, 2023).  

Tabela x – Crescimento real do PIB no Brasil, Norte e Amapá (2019-2021, em %) 

Ano 

Brasil 

Norte 

Amapá 

2019 

1,2 

0,5 

2,3 

2020 

-3,3 

-1,6 

-3,2 

2021 

4,7 

5,2 

5,0 

Fonte: SEPLAN/AP, 2023. Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024.  

A participação dos estados da região Norte no PIB do Brasil configura-se da seguinte forma: o Pará lidera com uma contribuição de 2,92%, seguido pelo Amazonas com 1,46%, Rondônia com 0,65% e o Tocantins com 0,57%. Os estados do Acre, Amapá e Roraima completam a lista com participações de 0,24%, 0,22% e 0,20%, respectivamente (IBGE/SEPLAN, 2023).  

Entre os anos de 2019 e 2021, a economia do Amapá apresentou variações significativas. Em 2020, em decorrência da pandemia de COVID-19, ocorreu uma retração de 3,2%, em comparação a 2019. Por outro lado, em 2021, houve uma recuperação notável de 5,0%. O crescimento foi impulsionado pelos setores Industrial e de Comércio e Serviços, que juntos cresceram 4,5% em 2021.   

 A análise da balança comercial do Amapá no perído de 2019 a 2024 (Tabela X) apresentou variações significativas, com tendência ao déficit a partir de 2021. De 2019 a 2020, observou-se um superávit comercial. A partir de 2021, no entanto, o saldo passou a ser negativo, reflexo do crescimento expressivo das importações.  

O maior déficit ocorreu em 2023, com saldo negativo de aproximadamente US$ 967,18 milhões, impulsionado pela forte dependência de produtos derivados do petróleo. Em 2024, até novembro, o saldo negativo foi de US$ 380,12 milhões, com destaque nas exportações para produtos florestais e açucareiros, enquanto as importações seguiram concentradas em combustíveis.  

Tabela X. Balança Comercial do Estado do Amapá em US$ FOB – 2019 a 2024 

Ano 

Exportação (US$) 

Importação (US$) 

Saldo (US$) 

2019 

253.264.000 

122.272.000 

130.992.000 

2020 

312.166.000 

181.696.000 

130.470.000 

2021 

306.997.000 

424.436.000 

-117.439.000 

2022 

209.147.000 

772.072.000 

-562.925.000 

2023 

179.060.000 

1.146.240.000 

-967.180.000 

2024* 

145.480.000 

525.600.000 

-380.120.000 

*Dados de 2024 posicionados até novembro. 

Fonte: GAIA/GPPR, 2024a; 2024b. SEPLAN, 2024. Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024.  

No que tange às exportações, os principais destinos são China, Japão, Estados Unidos, Espanha, Portugal e Venezuela e, em menor escala, Guiana Francesa, Arábia Saudita, Austrália, Rússia e México. Por outro lado, no âmbito das importações, a Rússia ocupa a posição de principal parceiro, seguida pela China e pelos Estados Unidos.  

Gráfico x – Índices de Exportações do Amapá em 2024 

Fonte: MDIC/COMEXVIS, 2024. Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024

DADOS DO SETOR PRODUTIVO NA FAIXA DE FRONTEIRA AMAPAENSE

A produção agropecuária e florestal nos municípios da faixa de fronteira do Amapá retrata a riqueza e a diversidade das atividades desenvolvidas no campo. As culturas alimentares, a criação de animais e o uso dos recursos florestais — por meio do extrativismo vegetal e da silvicultura — compõem um cenário marcado, principalmente, por sistemas familiares, com pouca mecanização e forte ligação com os mercados locais. Apesar desses limites, alguns municípios já apresentam cadeias produtivas mais organizadas e tendências econômicas bem definidas, o que representa um caminho promissor para o fortalecimento sustentável da produção regional.

AGROPECUÁRIA

Produção Agrícola

A mandioca é a cultura alimentar mais representativa em todos os municípios da FF-AP (tabela x). Destacam-se Oiapoque, Pedra Branca do Amapari, Laranjal do Jari e Calçoene. A fruticultura tem papel importante, sobretudo com banana e abacaxi, cujas produções mais expressivas ocorrem em Pedra Branca do Amapari, Laranjal do Jari e Calçoene. Há, ainda, registros relevantes de milho, feijão, arroz, melancia e cana-de-açúcar em diversos municípios, com destaque para a cana em Amapá e Pedra Branca. 

Tabela x. Produção Agrícola em 2023 por municípios da FF-AP (Principais Culturas) 

Município 

Mandioca (t) 

Banana (t) 

Abacaxi (mil frutos) 

Soja (t) 

Cana (t) 

Milho (t) 

Valor Total Estimado  

(R$ x 1000) 

Oiapoque 

12.355 

1.987 

350 

– 

314 

16 

R$ 12.598 

Pedra Branca do Amapari 

9.263 

1.320 

982 

816 

570 

158 

R$ 10.904 

Laranjal do Jari 

8.871 

1.380 

843 

– 

285 

192 

R$ 9.853 

Calçoene 

5.120 

542 

625 

– 

– 

94 

R$ 5.329 

Serra do Navio 

4.305 

983 

475 

– 

– 

83 

R$ 5.332 

Pracuúba 

3.420 

795 

330 

– 

– 

67 

R$ 4.060 

Ferreira Gomes 

3.050 

605 

512 

1.988 

– 

95 

R$ 6.086 

Amapá 

1.960 

296 

154 

– 

1.978 

32 

R$ 2.796 

Fonte: Produção Agrícola Municipal 2023 (IBGE, 2024). Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024. 

Pecuária terrestre

A pecuária bovina e bubalina possui relevância econômica, com destaque para o município de Amapá, que concentra o maior rebanho bubalino e bovino da FF-AP (tabela x). Outros municípios com destaque são Calçoene e Pracuúba, ambos com rebanhos bubalinos superiores a 8 mil cabeças. Os rebanhos são majoritariamente voltados ao mercado local e de subsistência. 

Tabela x. Rebanhos Bovinos e Bubalinos por municípios da FF-AP (2023) 

Município 

Bovinos (cabeças) 

Bubalinos (cabeças) 

Amapá 

12.900 

35.765 

Calçoene 

3.645 

8.821 

Laranjal do Jari 

3.010 

1.121 

Pracuúba 

2.887 

8.722 

Oiapoque 

1.728 

1.270 

Pedra Branca do Amapari 

924 

73 

Ferreira Gomes 

615 

4.915 

Serra do Navio 

467 

38 

Fonte: Produção da Pecuária Municipal 2023 (IBGE, 2024). Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024.  

A produção de leite é significativa em vários municípios (tabela X), sobretudo no município de Amapá, que possui a maior produção de leite, com 1,39 milhão de litros produzidos, equivalente a R$ 4,6 milhões, seguido por Calçoene, Pracuúba, Oiapoque e Laranjal do Jari. 

Tabela X. Produção de Leite Bovino por município da FF-AP (2023) 

Município 

Volume Produzido (litros) 

Valor Estimado 

Amapá 

1.396.000 

R$ 4.606.000 

Calçoene 

267.000 

R$ 854.000 

Pracuúba 

214.000 

R$ 684.000 

Oiapoque 

205.000 

R$ 861.000 

Laranjal do Jari 

182.000 

R$ 583.000 

Ferreira Gomes 

88.000 

R$ 282.000 

Pedra Branca do Amapari 

53.000 

R$ 200.000 

Serra do Navio 

31.000 

R$ 100.000 

Fonte: Produção da Pecuária Municipal 2023 (IBGE, 2024). Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024.  

Os dados da Produção da Pecuária Municipal 2023, demonstram que a avicultura é comum em todos os municípios, com predomínio de criações familiares voltadas ao consumo local. A suinocultura e a caprinocultura também estão presentes, mas com menor expressão econômica (IBGE, 2024). 

Aquicultura

A aquicultura é um dos setores mais promissores da agropecuária na FF-AP. Os municípios de Pedra Branca do Amapari, Ferreira Gomes, Laranjal do Jari e Oiapoque lideram a produção de peixes como tambaqui, pirapitinga e tilápia. O crescimento desse setor é facilitado pela disponibilidade hídrica, conhecimento tradicional, sistemas de viveiros escavados e, em menor escala, investimentos na produção de alevinos. 

Tabela x. Produção Aquícola dos municípios da FF-AP (2023) 

Município 

Tambaqui (kg) 

Tambacu/ 

Tambatinga (kg) 

Tilápia (kg) 

Pirapitinga (kg) 

Pirarucu (kg) 

Valor Total Estimado  

Pedra Branca do Amapari 

84.620 

– 

– 

60.351 

– 

R$ 1.884.620 

Ferreira Gomes 

62.935 

40.211 

22.506 

– 

– 

R$ 1.568.360 

Laranjal do Jari 

53.846 

30.582 

– 

21.586 

– 

R$ 1.438.310 

Oiapoque 

47.520 

– 

– 

– 

6.895 

R$ 1.027.740 

Amapá 

38.233 

17.110 

– 

– 

– 

R$ 769.100 

Calçoene 

– 

18.562 

– 

– 

– 

R$ 269.150 

Serra do Navio 

– 

7.123 

15.620 

– 

– 

R$ 256.610 

Fonte: Produção da Pecuária Municipal 2023 (IBGE, 2024). Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024. 

CADEIA FLORESTAL

Extração de Produtos Florestais - Madeira

A extração de madeira em tora, lenha e carvão vegetal é bastante representativa em Laranjal do Jari e Oiapoque, com volumes superiores a 90 mil m³ de tora por município (tabela x). A produção é feita com base em florestas nativas, sem uso de silvicultura nos municípios, o que indica a necessidade de manejo sustentável e controle ambiental. 

Tabela x. Produção de madeira por tipo e município da FF-AP (2023) 

Município 

Carvão Vegetal (t) 

Valor 

Lenha (m³) 

Valor 

Madeira em Tora (m³) 

Valor 

Pedra Branca do Amapari 

115 

R$ 460.000 

42.702 

R$ 632.000 

65.845 

R$ 3.766.000 

Oiapoque 

98 

R$ 338.000 

68.340 

R$ 1.476.000 

93.899 

R$ 6.213.000 

Laranjal do Jari 

81 

R$ 267.000 

69.180 

R$ 1.093.000 

133.271 

R$ 6.170.000 

Calçoene 

68 

R$ 203.000 

39.810 

R$ 525.000 

35.374 

R$ 1.832.000 

Serra do Navio 

65 

R$ 196.000 

36.344 

R$ 526.000 

37.806 

R$ 1.961.000 

Ferreira Gomes  

52 

R$ 149.000 

31.732 

R$ 524.000 

36.331 

R$ 1.969.000 

Pracuúba 

42 

R$ 168.000 

31.967 

R$ 505.000 

17.297 

R$ 890.000 

Amapá 

32 

R$ 95.000 

16.955 

R$ 251.000 

7.794 

R$ 425.000 

Fonte: Produção da Extração Vegetal e Silvicultura 2023 (IBGE, 2024). Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024. 

Produtos não madeireiros

O açaí é um produto extrativo importante em todos os municípios, tanto para consumo próprio quanto para comercialização. Em termos de volume e valor, Calçoene, Oiapoque e Laranjal do Jari possuem a maior produção na FF-AP (tabela x). A atividade tem forte vínculo com comunidades tradicionais e representa uma alternativa sustentável com potencial para agregação de valor por meio de beneficiamento e agroindustrialização. 

Tabela x. Produção de açaí em fruto por município da FF-AP (2023) 

Município 

Produção (toneladas) 

Valor Estimado  

Calçoene 

218 

R$ 654.000 

Oiapoque 

154 

R$ 500.000 

Laranjal do Jari 

141 

R$ 443.000 

Serra do Navio 

134 

R$ 375.000 

Pedra Branca do Amapari 

113 

R$ 327.000 

Ferreira Gomes 

62 

R$ 186.000 

Amapá 

51 

R$ 103.000 

Pracuúba 

41 

R$ 115.000 

Fonte: Produção da Extração Vegetal e Silvicultura 2023 (IBGE, 2024). Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024. 

Apesar de não existirem dados da produção de caucau, castanha-do-pará e sementes oleaginosas, como andiroba e pracaxi, por município do estado do Amapá, em trabalho de campo observou-se que, em sua maioria, esses produtos são importantes fontes de renda para comunidades tradicionais, visto que existem cooperativas e associações voltadas ao extrativismo (quadro x). Em 2023, de acordo com dados do IBGE (2024), o município de Laranjal do Jari produziu 74 toneladas de castanha-do-pará, com valor de produção de R$ 245 mil, o que pode estar associado à presença de cooperativas e associações voltadas à extração e ao beneficiamento da castanha.  

Quadro X. Atividades Extrativistas na Faixa de Fronteira 

Atividade 

Local 

Instituição 

Beneficiamento e venda do óleo e da amêndoa da Castanha da Amazônia  

Laranjal do Jari – RDS Rio Iratapuru 

Cooperativa Mista dos Produtores e Extrativistas do Rio Iratapuru (COMARU) 

Beneficiamento e venda de biscoitos e bombons da Castanha da Amazônia    

Laranjal do Jari – Resex Cajari 

Associação de Mulheres do Alto Cajari (AMAC) 

Extrativismo de castanha   

Laranjal do Jari – Resex Cajari 

Associação mista de trabalhadores da Reserva agroextrativista da reserva do Rio Cajari (ASTEX-CA)  

Extrativismo de oleaginosas para produção de cosméticos   

Floresta Estadual do Amapá – Rio Araguari 

Associação das Mulheres Extrativistas Sementes do Araguari  

Extrativismo de cacau   

Oiapoque – Rio Cassiporé 

Cooperativa Cassiporé  

Extrativismo de cacau e produção de geleias  

Pedra Branca e Serra do Navio 

Cooperativa de Cacau do Amapá.  

Extrativismo de açaí  

Calçoene 

Cooperativa dos produtores de Açaí e extrativistas de calçoene- Açaí Sabor  

Fonte: Trabalho de Campo, 2023-2024. Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024. 

Silvicultura

Em meio à diversidade produtiva da FF-AP, Ferreira Gomes se destaca como o único município da região a investir de forma estruturada na silvicultura. Com uma área plantada de 36.097 hectares, praticamente toda dedicada ao cultivo de eucalipto, o município consolidou uma base florestal voltada à indústria. Em 2023, de acordo com dados do IBGE (2024), foram produzidos 416.206 m³ de madeira em tora, dos quais 366.044 m³ seguiram para a cadeia de papel e celulose. Essa atividade gerou um valor expressivo de R$ 61,4 milhões, sendo 88% desse total ligado à produção para celulose. Trata-se do maior volume econômico individual entre todas as cadeias produtivas da FF-AP, indicando não apenas o peso da silvicultura na economia local, mas também o potencial de Ferreira Gomes como polo florestal-industrial sustentável no Amapá.

EXTAÇÃO MINERAL

A produção mineral nos municípios da FF-AP, em 2022, demonstra uma atividade diversificada, com destaque para a extração de ouro, tântalo, areia, granito e cascalho (tabela x). Calçoene se destaca como principal produtor de minérios metálicos, com mais de 56 mil toneladas de ouro bruto e 38 mil toneladas de tantalita, o que indica o cumprimento de um papel estratégico nesse setor.  

Já Ferreira Gomes lidera em volume, com grande produção de granito e areia, voltada à construção civil. Oiapoque e Laranjal do Jari também contribuem com a extração de areia e rochas britadas, enquanto Pedra Branca do Amapari registra produção pontual de ouro e Serra do Navio mantém atividade de manganês, com alto teor de 24%. Esses dados mostram que, embora concentrada em alguns municípios, a mineração representa uma frente importante da economia local, com potencial para crescimento e geração de emprego. 

Tabela x. Produção mineral por municípios da FF-AP, ano-base 2022 

Município Mina 

Substancia RAL 

Substancia Agrupadora 

Produção bruta de minério (t) 

Contido 

Teor Contido Minério 

CALÇOENE 

OURO 

Ouro 

56.855,83 

379.316,4 g 

6,67 g/t 

CALÇOENE 

TANTALITA 

Tântalo 

38.659,02 

18.636,96 kg 

0,48 kg/t 

FERREIRA GOMES 

AREIA 

Areia 

219.785,59 

– 

– 

FERREIRA GOMES 

GRANITO 

Rochas (Britadas) e Cascalho 

687.538,70 

– 

– 

LARANJAL DO JARI 

AREIA 

Areia 

1.530,21 

– 

– 

LARANJAL DO JARI 

CASCALHO 

Rochas (Britadas) e Cascalho 

4.833,15 

– 

– 

OIAPOQUE 

AREIA 

Areia 

7.265,30 

– 

– 

OIAPOQUE 

CASCALHO 

Rochas (Britadas) e Cascalho 

5.937,00 

– 

– 

OIAPOQUE 

GRANITO 

Rochas (Britadas) e Cascalho 

76,00 

– 

– 

PEDRA BRANCA DO AMAPARI 

MINÉRIO DE OURO 

Ouro 

1,69 

– 

– 

SERRA DO NAVIO 

MINÉRIO DE MANGANÊS 

Manganês 

1,00 

0,24 t 

24,00 % 

Fonte: ANM/Relatórios Anuais de Lavras (2023). Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024. 

A análise dos dados da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) entre 2019 e 2024 reforça a relevância econômica da mineração para os alguns municípios da faixa de fronteira (Tabela x). A CFEM é um tributo pago pelas empresas mineradoras para compensar os impactos da atividade extrativa nos municípios produtores.  

Pedra Branca do Amapari concentrou a maior parte da arrecadação até 2022, superando os R$ 9 milhões anuais, enquanto Calçoene e Ferreira Gomes apresentaram repasses menores, mas significativos e mais constantes ao longo dos anos. Já os demais municípios tiveram valores baixos ou irregulares, indicando desigualdade na distribuição dos benefícios econômicos da atividade mineral na região. 

Tabela X. Valores arrecadados com a CFEM pelos municípios da FF-AP (2019–2024) 

Município 

Total Arrecadado (R$) 

2019 

2020 

2021 

2022 

2023 

2024 

Amapá 

– 

– 

– 

– 

– 

179,14 

Calçoene 

128.797,88 

195.202,06 

535.005,00 

197.792,70 

5.822,26 

8.593,45 

Ferreira Gomes 

74.633,54 

147.978,79 

213.179,94 

235.434,95 

96.021,09 

207.015,83 

Laranjal do Jari 

1.557,21 

947,14 

285,86 

3.315,20 

3.131,80 

1.761,28 

Oiapoque 

3.873,49 

2.255,19 

7.832,72 

5.630,93 

10.485,35 

18.621,95 

Pedra Branca do Amapari 

9.017.869,66 

9.698.109,20 

7.073.001,34 

5.356.033,50 

216.987,72 

16.305,73 

Serra do Navio 

– 

– 

– 

– 

– 

37.080,44 

Fonte: Agência Nacional de Mineração (2025). Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024. 

Importante destacar a presença de garimpos nos municípios de Oiapoque, Serra do Navio, Pedra Branca, Laranjal do Jari e Calçoene. Existem 14 cooperativas ligadas ao garimpo em todo o Amapá, das quais 11 estão ativas. Em 2018, foi fundada a Federação das Cooperativas de Mineração do Estado do Amapá. Atualmente, o Garimpo do Lourenço, em Calçoene, está legalizado perante a Agência Nacional de Mineração (Costa et al., 2020).   

Contudo, no norte da Amazônia, especialmente na região conhecida como Escudo das Guianas, há forte presença da atividade garimpeira ilegal. A presença de garimpos ilegais representa risco para as comunidades tradicionais e para o meio ambiente (Costa et al., 2020). 

SERVIÇOS

O setor de serviços na FF-AP é impulsionado principalmente pela renda proveniente do funcionalismo público, sendo responsável por mais de 75% do PIB em municípios como Amapá, Calçoene, Pracuúba e Serra do Navio (tabela x). Nessas localidades, a economia gira em torno de pequenos comércios voltados ao consumo básico da população, com baixa diversificação.  

Em Oiapoque, a combinação dos setores de serviços e administração pública representam 85,1% do PIB do município. A inauguração da Ponte Binacional Franco-Brasileira, em 2017, impulsionou o comércio local com o aumento da circulação de bens e pessoas. Em municípios como Laranjal do Jari e Pedra Branca do Amapari, o setor terciário também é expressivo, mas divide espaço com atividades industriais e extrativistas, indicando maior equilíbrio na estrutura econômica. Já em Ferreira Gomes, os serviços e a administração pública somam apenas 22,4% do PIB municipal, refletindo o predomínio do setor industrial.  

De forma geral, o setor serviços segue com baixa diversidade, mas apresenta potencial de expansão, especialmente onde há infraestrutura instalada e cadeias produtivas mais consolidadas. 

Tabela x. Percentual do Setor de Serviços no PIB dos municípios da FF-AP (2021) 

Município 

Agropecuária 

Indústria 

Serviços 

Administração Pública 

Oiapoque 

3,42% 

5,29% 

28,53% 

56,60% 

Calçoene 

8,68% 

5,38% 

20,57% 

61,09% 

Laranjal do Jari 

1,17% 

32,34% 

17,34% 

46,27% 

Serra do Navio 

4,26% 

4,78% 

17,00% 

70,48% 

Amapá 

17,91% 

2,88% 

16,83% 

59,85% 

Pedra Branca do Amapari 

1,57% 

31,35% 

12,31% 

42,53% 

Pracuúba 

22,42% 

2,08% 

8,08% 

65,82% 

Ferreira Gomes 

0,56% 

75,91% 

4,85% 

17,52% 

Fonte: SEPLAN, 2023. Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024.

EMPREGO E RENDA

Dados do IBGE (2024) referentes a 2022 apontam para um mercado de trabalho caracterizado por alta informalidade, baixa diversificação setorial e dependência de atividades primárias ou do setor público, com variações importantes entre os municípios. Nesse cenário, a elevada taxa de informalidade pode mascarar a real dinâmica econômica local, dificultando o planejamento de políticas públicas eficazes e a promoção de inclusão produtiva. 

Municípios como Pracuúba (7,76%), Amapá (9,28%) e Serra do Navio (10,08%) apresentam os menores níveis de formalização, com uma proporção pequena de trabalhadores com vínculo empregatício em relação à população ocupada. Já Ferreira Gomes (15,2%) é o município com maior taxa de formalização, reflexo da presença de empreendimentos industriais. 

A estrutura setorial do emprego formal indica diferentes perfis econômicos. Ferreira Gomes, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio concentram a maior parte dos vínculos formais na indústria (mais de 40%), indicando economias voltadas à geração de energia, silvicultura e mineração. Por outro lado, Oiapoque, Laranjal do Jari e Amapá mostram maior peso no setor de serviços, embora com níveis variados de urbanização e estrutura comercial. Municípios como Calçoene e Pracuúba reforçam o peso do setor agropecuário, ainda que com baixos níveis de formalização (tabela x). 

Tabela x. Percentual de Empregados Formais por Setor – Municípios da FF-AP (2024) 

Município 

Agropecuária (%) 

Indústria (%) 

Serviços (%) 

Destaque Econômico 

Amapá 

29,6% 

2,5% 

15,6% 

Agropecuária 

Calçoene 

8,4% 

25,2% 

5,5% 

Indústria 

Ferreira Gomes 

2,2% 

55,6% 

25,1% 

Indústria 

Laranjal do Jari 

3,1% 

6,9% 

26,9% 

Serviços 

Oiapoque 

0% 

10,5% 

23,8% 

Serviços 

Pedra Branca do Amapari 

3,2% 

41,5% 

34,9% 

Indústria 

Pracuúba 

14,3% 

0% 

21,4% 

Agropecuária/ Serviços 

Serra do Navio 

0% 

45,7% 

27,2% 

Indústria  

Fonte: RAIS/MTE, 2025. Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024. 

Quanto ao salário médio mensal, os valores variam entre 1,8 e 3,2 salários mínimos, sendo Pedra Branca do Amapari o município com maior remuneração média, provavelmente influenciado pela mineração. Já Pracuúba apresenta a menor média salarial, reforçando a fragilidade do mercado formal. 

Tabela x. Indicadores do Mercado de Trabalho Formal (2022) 

Município 

Estabelecimentos 

Pessoal Ocupado 

Ocupados Assalariados 

% Formalização 

Salário Médio (SM) 

Remuneração Total  

(R$ mil) 

Amapá 

145 

737 

648 

9,28% 

1,9 

18.790 

Calçoene 

319 

1.226 

944 

11,55% 

1,9 

25.810 

Ferreira Gomes 

153 

1.013 

891 

15,20% 

2,8 

38.741 

Laranjal do Jari 

843 

4.037 

3.230 

11,50% 

2,2 

114.254 

Oiapoque 

992 

3.376 

2.459 

12,28% 

1,9 

70.611 

Pedra Branca do Amapari 

268 

1.474 

1.228 

11,47% 

3,2 

116.912 

Pracuúba 

51 

295 

264 

7,76% 

1,8 

7.758 

Serra do Navio 

105 

471 

403 

10,08% 

2,2 

15.275 

Fonte: Cadastro Central de Empresas 2022 (IBGE, 2024). Organização e Elaboração: PDIFF-AP, 2024. 

A partir da dinâmica existente na FF-AP, o setor produtivo tem características que podem ser observadas através do PIB contabilizado pela SEPLAN no ano de 2023 referente ao ano de 2021 (Figura X) dos municípios que compõe esse recorte. 

Figura X – Setor produtivo na FF-AP 

Organização: PDIFF-AP, 2025.

AS INTER-RELAÇÕES DO SETOR PRODUTIVO NA FAIXA DE FRONTEIRA AMAPAENSE

Reigão dos Lagos

Os municípios da FF-AP que compõem a chamada Região dos Lagos — Amapá, Calçoene e Pracuúba — compartilham uma dinâmica produtiva marcada pela presença da agropecuária e do extrativismo, elevada informalidade no mercado de trabalho e interdependência econômica, especialmente em relação à sede municipal de Amapá. Esta concentra infraestruturas essenciais, como casas lotéricas, agências bancárias, mercados de maior porte, um polo da Universidade Estadual do Amapá (UEAP) e a principal ligação de transporte intermunicipal, funcionando como núcleo de serviços e circulação de pessoas e mercadorias. 

Apesar das limitações de infraestrutura e dos desafios fundiários e ambientais — como os conflitos relacionados à Reserva Biológica do Lago Piratuba (REBIO Piratuba) e práticas predatórias como queimadas e caça —, os três municípios mantêm uma conectividade socioeconômica com a presença de cooperativas extrativistas e programas de incentivo à agricultura familiar. A integração regional pode ser ampliada por meio de investimentos em logística, regularização fundiária e políticas públicas voltadas à agregação de valor, inclusão produtiva e bioeconomia.

Pedra Branca e Serra do Navio

Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio apresentam trajetórias econômicas distintas, embora compartilhem vínculos produtivos e territoriais. Pedra Branca consolidou-se como um dos principais polos de mineração da fFF-AP, com destaque para a extração de ouro e minério de ferro. Entre 2019 e 2022, o município acumulou valores expressivos de CFEM, superiores a R$ 9 milhões por ano, embora os repasses tenham caído a partir de 2023. Essa arrecadação permitiu impulsionar setores como construção civil e serviços, reforçando um processo de urbanização e crescimento econômico. O município também dispõe de uma estrutura modesta, mas funcional, de hospedagem e alimentação, voltada especialmente para profissionais da mineração, agentes públicos e visitantes em trânsito pela BR-210. 

Serra do Navio, por sua vez, tem enfrentado limitações no aproveitamento de seu potencial mineral, apesar da presença de manganês e madeira. Ainda assim, observa-se algum dinamismo produtivo, com destaque para a extração florestal, a aquicultura e o extrativismo de produtos como açaí. Além disso, o município possui considerável potencial turístico, especialmente para o ecoturismo e o turismo de base comunitária, em função de sua paisagem natural, trilhas ecológicas, cachoeiras e da história vinculada ao ciclo do manganês. 

Essa assimetria econômica cria uma relação de complementaridade entre os dois municípios. Pedra Branca, com maior infraestrutura urbana e acesso a serviços, funciona como referência regional, concentrando serviços de saúde, segurança, educação à distância e finanças, dos quais parte da população de Serra do Navio depende para atendimento e suporte.

Oiapoque e Guiana Francesa

A valorização do euro em relação ao real impacta diretamente as dinâmicas econômicas em Oiapoque. Nesse cenário, as relações comerciais com a Guiana Francesa despertam interesse de ambos os lados da fronteira. A ponte binacional, inaugurada em 2017, foi construída com o objetivo de facilitar o fluxo de pessoas e mercadorias. No entanto, autoridades brasileiras apontam uma utilização assimétrica da estrutura, com predominância do tráfego de veículos provenientes do lado francês. Obstáculos como a exigência de visto, a falta de reciprocidade nas permissões de entrada e o alto custo do seguro veicular internacional, cobrado em euros, limitam o acesso de brasileiros à Guiana Francesa.   

Em 2023, durante o Conselho do Rio, foi discutido o fluxo de mercadorias entre os dois países. Reconheceu-se a assimetria comercial e as dificuldades provocadas por exigências regulatórias de ambos os lados. Apesar do baixo volume de mercadorias, o fluxo de pessoas tem aumentado consideravelmente (CMT, 2023).  

Em 2024, foi retomada a emissão da carteira de circulação transfronteiriça, que permite a brasileiros residentes em Oiapoque ingressar em Saint Georges de l’Oyapock sem visto, por até 72 horas. Contudo, devido à burocracia para obtenção de vistos e ao custo do seguro veicular, muitos brasileiros ainda optam por atravessar de forma irregular, por meio das catraias (Brasil, 2024).  

No setor produtivo, foram registrados avanços nas relações bilaterais. Representantes da Guiana Francesa participaram da 52ª Expofeira Agropecuária em Macapá, apresentando projetos de cooperação. Em julho de 2024, foi realizada a primeira Feira Binacional de Oiapoque, promovendo articulações entre empresários dos dois lados. Nesse mesmo mês, o Amapá efetivou sua primeira exportação de madeira legalizada para a Guiana Francesa, após longas negociações envolvendo certificação e logística (SEBRAE, 2024).  

Por fim, destaca-se a ausência de estruturas federais de controle na fronteira brasileira. Há expectativa para a instalação de um posto da Polícia Federal em Oiapoque, embora ainda sem data definida para sua implementação. 

Laranjal do Jari e Monte Dourado

Laranjal do Jari possui limite com Monte Dourado, no Pará, com o qual mantém uma relação dinâmica e de constante intercâmbio. Durante anos, Laranjal do Jari funcionou como “cidade dormitório” para Monte Dourado, devido à presença da fábrica Jari Celulose, que, em seu auge, foi o maior empreendimento de celulose do Amapá.  

Com o fechamento das atividades da fábrica, a dinâmica entre as duas cidades se inverteu. Hoje, Laranjal exerce maior influência sobre Monte Dourado, possuindo uma infraestrutura mais desenvolvida e um contingente econômico superior. A divisa entre os estados do Amapá e do Pará é marcada por essa relação, embora as condições logísticas sejam prejudicadas pela infraestrutura da estrada. A rota é amplamente utilizada para o transporte de mercadorias entre os dois estados. Em maio de 2024, o Ministério do Planejamento anunciou o estudo de viabilidade técnica para a retomada das obras da ponte sobre o Rio Jari, que pretende ligar os dois municípios por via terrestre.

ANÁLISE SWOT/FOFA DE EDUCAÇÃO

  • Agricultura Familiar;
  • Disponibilização de maquinários agrícolas para os agricultores; 
  • Polos do Sebrae com atuação nos municípios da FF-AP;
  • Índices pluviométricos favoráveis à agricultura;
  • Atividades de mineração e potencial de exploração mineral;
  • Certificação de produtos locais;
  • Atividades de pesca artesanal e extrativismo pesqueiro;
  • Pecuária;
  • Atuação de Associações e Sindicato Rural;
  • Carteira de circulação transfronteiriça em São Jorge; 
  • Realização da Feira Binacional (Amapá/Guiana Francesa);
  • Linha de crédito “Bora Mana”, voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e da produção familiar;
  • Elevado percentual da população no CadÚnico;
  • Oferta limitada de formação técnica e continuada nas comunidades rurais;
  • Dificuldade de acesso ao crédito pelo pequeno produtor; 
  • Ausência de regulação fundiária;
  • Número insuficiente de profissionais de assistência técnica e extensão rural;
  • Baixo nível de industrialização e agregação de valor à produção local; 
  • Instabilidade no sistema de fornecimento de energia elétrica;
  • Elevados custos logísticos, devido à precariedade da infraestrutura de transporte; 
  • Dificuldade no acesso ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF);
  • Ausência de mercados municipais para comercialização direta da produção;
  • Escassez de mão de obra qualificada; 
  • Fiscalização sanitária deficiente em matadouros, frigoríficos, feiras e estabelecimento comerciais; 
  • Inexistência de dados sistematizados sobre o volume real da produção pesqueira;
  • Fragilidade do comércio local e alta dependência da capital para fornecimento de bens;
  • Atuação não regulada de atravessadores;
  • Ampliação da atuação da Embrapa junto aos municipios: 
  • Ampliação de programas de incentivo à agricultura familiar e ao extrativismo sustentável;
  • Valorização de produtos locais com o selo de origem “Selo Amapá”;
  • Campanhas de vacinação animal promovidas pela Superintendência Federal de Agricultura (SFA/MAPA);
  • Criação e fortalecimento de viveiros para piscicultura;
  • Exploração sustentável do potencial madeireiro com certificação (selo de madeira legal);
  • Verticalização da cadeia do cacau, com foco em industrialização e acesso ao mercado internacional; 
  • Desenvolvimento da pesca industrial e da cadeia de valor do pescado;
  • Produção de subprodutos do pescado;
  • Ampliação do escoamento da produção por meio aquaviário;
  • Desenvolvimento de tecnologias em parceria com a Embrapa e IFAP para aprimoramento da coleta, beneficiamento e comercialização de produtos agroextrativistas;
  • Implantação de feiras municipais permanentes, com estrutura para pequenos produtores e artesãos
  • Conflitos Fundiários;
  • Mudanças climáticas;
  • Exploração ilegal de recursos naturais;
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