SOBRE O PROJETO

O Projeto Proterra VBM desenvolve ações articuladas para promoção da segurança alimentar e ao fortalecimento socioeconômico de comunidades indígenas, quilombolas e agricultores familiares nos estados do Amapá e do Pará.

A iniciativa surgiu para enfrentar os efeitos nocivos provocados pela praga conhecida como vassoura-de-bruxa da mandioca (Moniliophthora perniciosa), identificada em 2024 nos territórios indígenas do Oiapoque, no contexto da emergência fitossanitária.

Com duração de 24 meses, o projeto atua no desenvolvimento de competências regionais e, dessa forma, prioriza a construção de conhecimento e a formação contínua, capacitando as comunidades para o desenvolvimento de sistemas produtivos e alimentares mais resilientes e autônomos.

Na Amazônia, a mandioca é a base da alimentação e da economia de milhares de famílias. O avanço da vassoura-de-bruxa compromete a produção, ameaça variedades tradicionais da cultura e gera impactos diretos sobre a renda, a alimentação e os modos de vida dessas populações. Diante desse cenário, o Proterra VB foi estruturado para oferecer uma resposta técnica, territorializada e culturalmente adequada a esse desafio.

O projeto é executado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), por meio do Observatório da Democracia, Direitos Humanos e Políticas Públicas, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO), com a Secretaria de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Seteq/MDA), no âmbito de um termo de execução descentralizada.

As ações contam com o apoio de um comitê de governança formado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), pela Secretaria de Desenvolvimento Rural do Amapá (SDR/AP), pelo Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e por associações quilombolas, indígenas e de agricultores familiares.

O projeto se organiza em três frentes integradas de curto, médio e longo prazo.

1 – Ações emergenciais de assistência técnica e extensão rural para identificação dos focos, orientação, controle e difusão de protocolos, por meio de diagnóstico e planejamento participativo.

2- Ações preventivas e formação voltadas a lideranças, técnicos e multiplicadores comunitários, com foco em manejo da mandioca, diversificação produtiva e acesso a políticas públicas;

3 – Ações de monitoramento e assistência técnica continuada para criação e fortalecimento dos sistemas produtivos comunitários nos territórios atendidos, por meio de assistência técnica diferenciada, oficinas práticas, mutirões, implantação de unidades de referência e apoio à comercialização.

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