Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais

Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais

Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Que tal aproveitar a data para se informar mais sobre a doença?

O Julho Amarelo é voltado para a conscientização das hepatites virais e foi instituída no Brasil pela Lei nº ‘3.802/2019, cuja finalidade é reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, que não apresentam sintomas. Porém, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No caso específico das hepatites virais, são inflamações causadas por vírus classificados pelas letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E.

Hepatite A

A transmissão do vírus acontece por via fecal-oral. Ou seja, através de água ou alimentos contaminados e mesmo pelo contato sexual sem preservativo. A vacina é a principal forma de prevenção. Os sintomas costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção e, em geral, duram menos de dois meses. Após esse período, o organismo cria anticorpos que evitam uma nova infecção. O tratamento visa evitar os danos do vírus.

 

Hepatite B

Pode passar de mãe para filho durante a gestação ou o parto, por relação sexual sem camisinha, uso de seringas e outros materiais cortantes contaminados. Tratamentos com derivados de sangue infectado — como uma transfusão — também são uma forma de contágio. Mas, hoje, esse material é testado justamente para evitar doenças do tipo, então o risco é muito baixo. A hepatite B não tem cura. O tratamento só regride a sua progressão. Em certos casos, os médicos recorrem ao transplante de fígado. A boa notícia: há vacina contra a hepatite B.

 

Hepatite C

Cerca de 20% dos casos evoluem para cirrose. O tratamento é realizado com medicamentos antivirais, que apresentam taxas de cura de mais 95%. A infecção acontece de mãe para o filho durante a gestação ou parto, ou através da amamentação. O contato com o sangue e materiais cortantes contaminados é a principal forma de transmissão. Embora não seja comum, relações sexuais desprotegidas também podem culminar na infecção. Não há vacina para a hepatite C.

 

Hepatite D

Curiosamente, o vírus da hepatite D só se instala e provoca danos caso o paciente já esteja infectado com a hepatite B. Nessa situação, ele acelera a progressão da doença, aumentando o risco de cirrose e morte. As formas de transmissão são similares às da hepatite B. Essa versão também não tem cura, mas é possível controlar o dano hepático através de medicamentos. Quem se imuniza contra a hepatite B fica automaticamente protegido.

 

Hepatite E

Ela é menos comum. Na maioria dos casos, manifesta-se em adultos jovens. Em crianças, a infecção é assintomática. Já em gestantes, apresenta maior gravidade — há risco de insuficiência hepática aguda, aborto e morte. A hepatite E é transmitida pela via fecal-oral, por transfusão de produtos sanguíneos infectados e da mãe para o feto. Não há um tratamento específico, a não ser em casos muito selecionados. Os médicos basicamente controlam os sintomas e as possíveis complicações, enquanto esperam o próprio organismo dar conta do vírus.

A campanha Julho Amarelo visa alertar as pessoas sobre o risco da hepatite, lembrando da necessidade do acompanhamento médico regular e da importância da prevenção. Portanto, é essencial manter a caderneta de vacinação atualizada, continuar comparecendo às consultas preventivas e realizar sempre que possível exames periódicos. Assim, é possível descobrir com mais facilidade casos ainda no início, melhorando as chances do tratamento.

Para mais informações sobre as Hepatites e outras doenças, acesse: http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/hv/o-que-sao-hepatites-virais 

 

Colaboração de texto: Izabele Pereira (Bolsista de Extensão do Escritório Modelo/Rádio e TV UNIFAP, 2021)


ATENÇÃO – As informações, as fotos, imagens e os textos podem ser usados e reproduzidos, integral ou parcialmente, desde que a fonte seja devidamente citada e que não haja alteração de sentido em seus conteúdos. Crédito para textos: Escritório Modelo/Rádio e TV UNIFAP, 2021.

 

 

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