Monthly Archives: março 2013

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Capes divulga retificação do calendário 2013 das atividades da Diretoria de Avaliação

Category : Notícia

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013, a retificação do calendário de atividades relacionadas à avaliação dos cursos de pós-graduação, a cargo da Diretoria de Avaliação (DAV) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“A partir do dia 1 de abril será possível a submissão das Propostas de Novos Cursos de Pós-Graduação à CAPES (Mestrado e Doutorado acadêmico). Segue calendário 2013 da diretoria de avaliação.”

Veja abaixo o calendário alterado:

Atividade Período
CAPESNET – Coleta: dados do ano 2012 25 de fevereiro a 25 de abril de 2013
Apresentação de Novas Propostas de Mestrado Profissional (APCN-MP) 27 de fevereiro a 04 de abril de 2013
Apresentação de Novas Propostas de Mestrado e Doutorado Acadêmicos (APCN) 01 de abril a 09 de maio de 2013
Avaliação trienal – reuniões presenciais das Comissões de Área 30 de setembro a 25 de outubro de 2013
Reunião do CTC-ES – deliberação dos resultados da Avaliação Trienal 18 a 29 de novembro de 2013
Divulgação dos resultados da Avaliação Trienal 02 de dezembro de 2013
Pedidos de Reconsideração sobre a Avaliação Trienal 03 de dezembro de 2013 a 10 de janeiro de 2014

Link: http://www.capes.gov.br/36-noticias/6008-capes-divulga-retificacao-do-calendario-2013-das-atividades-da-diretoria-de-avaliacao

 

 


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O que é educação a distância

Category : Notícia

O que é educação a distância (*)

José Manuel Moran
Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância
jmmoran@usp.br

Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente.

É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.

Na expressão “ensino a distância” a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra “educação” que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada.

Hoje temos a educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.

Outro conceito importante é o de educação contínua ou continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e prática, refletindo sobre a própria experiência, ampliando-a com novas informações e relações.

A educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o ensino regular. No ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. É mais adequado para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também no de graduação.

Há modelos exclusivos de instituições de educação a distância, que só oferecem programas nessa modalidade, como a Open University da Inglaterra ou a Universidade Nacional a Distância da Espanha. A maior parte das instituições que oferecem cursos a distância também o fazem no ensino presencial. Esse é o modelo atual predominante no Brasil.

As tecnologias interativas, sobretudo, vêm evidenciando, na educação a distância, o que deveria ser o cerne de qualquer processo de educação: a interação e a interlocução entre todos os que estão envolvidos nesse processo.

Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera. Poderemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas, um professor de fora “entrando” com sua imagem e voz, na aula de outro professor… Haverá, assim, um intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância.

O conceito de curso, de aula também muda. Hoje, ainda entendemos por aula um espaço e um tempo determinados. Mas, esse tempo e esse espaço, cada vez mais, serão flexíveis. O professor continuará “dando aula”, e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos, criar listas de discussão e alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do horário específico da aula. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos estarão motivados, entendendo “aula” como pesquisa e intercâmbio. Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.

As crianças, pela especificidade de suas necessidades de desenvolvimento e socialização, não podem prescindir do contato físico, da interação. Mas nos cursos médios e superiores, o virtual, provavelmente, superará o presencial. Haverá, então, uma grande reorganização das escolas. Edifícios menores. Menos salas de aula e mais salas ambiente, salas de pesquisa, de encontro, interconectadas. A casa e o escritório serão, também, lugares importantes de aprendizagem.

Poderemos também oferecer cursos predominantemente presenciais e outros predominantemente virtuais. Isso dependerá da área de conhecimento, das necessidades concretas do currículo ou para aproveitar melhor especialistas de outras instituições, que seria difícil contratar.

Estamos numa fase de transição na educação a distância. Muitas organizações estão se limitando a transpor para o virtual adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada). Há um predomínio de interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e-mail) e alguma interação on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes). Apesar disso, já é perceptível que começamos a passar dos modelos predominantemente individuais para os grupais na educação a distância. Das mídias unidirecionais, como o jornal, a televisão e o rádio, caminhamos para mídias mais interativas e mesmo os meios de comunicação tradicionais buscam novas formas de interação. Da comunicação off-line estamos evoluindo para um mix de comunicação off e on-line (em tempo real).

Educação a distância não é um “fast-food” em que o aluno se serve de algo pronto. É uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo – de forma presencial e virtual. Nessa perspectiva, é possível avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer dúvidas e inferir resultados. De agora em diante, as práticas educativas, cada vez mais, vão combinar cursos presenciais com virtuais, uma parte dos cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita de forma presencial ou virtual-presencial, ou seja, vendo-nos e ouvindo-nos, intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Alguns cursos poderemos fazê-los sozinhos, com a orientação virtual de um tutor, e em outros será importante compartilhar vivências, experiências, idéias.

A Internet está caminhando para ser audiovisual, para transmissão em tempo real de som e imagem (tecnologias streaming, que permitem ver o professor numa tela, acompanhar o resumo do que fala e fazer perguntas ou comentários). Cada vez será mais fácil fazer integrações mais profundas entre TV e WEB (a parte da Internet que nos permite navegar, fazer pesquisas…). Enquanto assiste a determinado programa, o telespectador começa a poder acessar simultaneamente às informações que achar interessantes sobre o programa, acessando o site da programadora na Internet ou outros bancos de dados.

As possibilidades educacionais que se abrem são fantásticas. Com o alargamento da banda de transmissão, como acontece na TV a cabo, torna-se mais fácil poder ver-nos e ouvir-nos a distância. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.

Teremos aulas a distância com possibilidade de interação on-line (ao vivo) e aulas presenciais com interação a distância.

Algumas organizações e cursos oferecerão tecnologias avançadas dentro de uma visão conservadora (só visando o lucro, multiplicando o número de alunos com poucos professores). Outras oferecerão cursos de qualidade, integrando tecnologias e propostas pedagógicas inovadoras, com foco na aprendizagem e com um mix de uso de tecnologias: ora com momentos presenciais; ora de ensino on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes); adaptação ao ritmo pessoal; interação grupal; diferentes formas de avaliação, que poderá também ser mais personalizada e a partir de níveis diferenciados de visão pedagógica.

O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora.

Bibliografia:

LANDIM, Claudia Maria Ferreira. Educação a distância: algumas considerações. Rio de Janeiro, s/n, 1997.

LUCENA, Marisa. Um modelo de escola aberta na Internet: kidlink no Brasil. Rio de Janeiro: Brasport, 1997.

NISKIER, Arnaldo. Educação a distância: a tecnologia da esperança; políticas e estratégias a implantação de um sistema nacional de educação aberta e a distância. São Paulo: Loyola, 1999.

Páginas na Internet

Página do Prof. Moran: www.eca.usp.br/prof/moran/textosead.htm

Texto do Ivonio de Barros: Noções de Ensino a Distância: www.intelecto.net/ead/ivonio

Eduardo Chaves. Ensino a Distância: Conceitos básicos em:

http://www.edutec.net/Tecnologia%20e%20Educacao/edconc.htm#Ensino%20a%20Distância

(*) Este texto foi publicado pela primeira vez com o título Novos caminhos do ensino a distância, no Informe CEAD – Centro de Educação a Distância. SENAI, Rio de Janeiro, ano 1, n.5, out-dezembro de 1994, páginas 1-3. Foi atualizado tanto o texto como a bibliografia em 2002.

Fonte:

http://www.eca.usp.br

 


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Por que estudar a distância? Modalidade oferece benefícios e vantagens aos alunos

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Falta de tempo hoje não é mais desculpa para não se capacitar. A flexibilidade de horários para quem faz educação a distância foi um dos motivos que levou ao crescimento exponencial deste modelo de ensino no Brasil – atualmente, mais de 3,5 milhões de pessoas fazem algum curso a distância, de acordo com o Censo da Educação a Distância, de 2011. O privilégio de apenas estudar, sem ter que trabalhar, é para poucos e conseguir conciliar os dois nunca foi tarefa fácil.

Outro ponto positivo para quem quer estudar a distância é a possibilidade de ter a informação em qualquer lugar através da internet. O diretor do Instituto de Formação e Gestão Educacional (IFGe), do Grupo IADE, Prof. Dr. Carlo Enrico Bressiani, reforça que cada vez mais as instituições de ensino precisam se modernizar. “Nós investimos no desenvolvimento de materiais de estudos cada vez mais interativos e oferecemos através de Ambientes Virtuais de Aprendizagem conteúdos via livros-textos e estudos de caso que permitem a troca de experiência com estudantes de todo o Brasil. Existem também as videoaulas, através de animações gráficas com conteúdo complementar ao material de estudo, além de autoatividades”, explica.

O ensino a distância possibilita, principalmente, o alcance de pessoas que não têm universidade próxima ao local onde vivem ou trabalham. Pessoas que moram em cidade menores ou não conseguem por algum motivo se deslocar para uma instituição física podem lançar mão da tecnologia para acessar facilmente professores e conteúdo.

Incentivo para a pós-graduação: meritocracia

As facilidades de pagamento são maiores atualmente e existem bons cursos à distância com preços acessíveis. Com tantas possibilidades, motivos não faltam para voltar a estudar ou mesmo nem parar. Os programas de bolsas de estudo, há muito tempo, favorecem quase que exclusivamente os cursos de graduação. Para atender a um público diferenciado, o IFGe lançou um programa de bolsas parciais de estudo para pós-graduação, baseado em meritocracia. Pessoas formadas em cursos superiores e inscritas nas opções de pós-graduação do Instituto têm a oportunidade de realizar uma prova, on-line, sobre conhecimentos relacionados à área pretendida. Conforme o seu resultado, o participante receberá descontos proporcionais em suas mensalidades. “A meritocracia é uma forma justa de incentivar as pessoas a dar continuidade em seus estudos”, explica Bressiani, diretor do IFGe.

Fonte:

planetauniversitario.com