Técnicos da Unifap decidem cessar greve, mas não definem data. Categoria não aceitou acordo com governo de reajuste de quase 10%.

Os servidores técnicos da Universidade Federal do Amapá (Unifap) decidiram nesta quarta-feira (23) em assembleia geral no polo Marco Zero, na Zona Sul de Macapá, que vão suspender a greve que acontece desde maio de 2015. Eles não definiram, no entanto, a data para isso. Segundo a categoria, o sindicato nacional vai determinar o fim temporário da paralisação.

De acordo com a coordenadora geral do Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos da Universidade Federal do Amapá (Sinstaufap), Arlene Costa, a categoria não aceitou a proposta feita pelo governo, de ajuste de 10,8% para ser pago em dois anos, 2016 e 2017.

“Votamos o indicativo de fim da greve, porém não tem data para acabar. Este é somente um indicativo. Isso significa que estamos aguardando um posicionamento nacional a uma saída da greve. A base do Amapá optou por não assinar acordo com o governo. Decidimos finalizar a greve, mas devemos retomá-la em 2016 ou 2017”, reforçou Arlene, sobre o “recuo estratégico”.

A decisão, informou o comando de greve, será repassada à Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), que vai se reunir com o governo federal, ainda sem data prevista.

Segundo Arlene, o último reajuste da categoria foi de 15% em 2012 para ser pago em três anos, quando um acordo foi feito após uma greve. Os parcelamentos do pagamento encerraram em janeiro de 2015.

Os servidores técnicos da Unifap estão emgreve desde o dia 28 de maio de 2015, juntamente com os professores da instituição, que não têm previsão de acordo. O Centro Acadêmico de História (Cahis) também está em greve estudantil, segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE).

A mobilização nacional dos professores cobra reajuste salarial, reestruturação da carreira docente e a redução nos cortes de investimentos no ensino superior. Os técnicos cobram aumento de 27% no salário-base, redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais, além de outros benefícios.

Fonte: G1 – http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2015/09/tecnicos-da-unifap-decidem-cessar-greve-mas-nao-definem-data.html

Glauber Pereira

Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN. Aperfeiçoamento em Negócios Internacionais pela Universidade Andrés Bello em Santiago do Chile. Especialista em Logística Empresarial. Graduado em Administração de Empresas. Possui experiência de ensino em Administração nas áreas de Teoria Geral da Administração, Logística Empresarial, Tecnologia da Informação, Marketing, Gestão Estratégica, Sistema Integrado de Gestão e Gestão Sustentável.

Deixe um comentário