Universidade Aberta deve ser ampliada a partir de 2015 em Moçambique

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Acordo assinado nesta segunda-feira, 20, prevê a ampliação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em Moçambique. A partir de 2015, serão ofertadas mais 2 mil vagas nos cursos de ensino da matemática, da biologia, pedagogia e administração pública. O documento foi assinado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante reunião com líderes de países africanos de língua portuguesa. O encontro foi realizado nesta segunda-feira, 20, na Costa do Sauipe, em Mata de São João, Bahia.

A consolidação e expansão da UAB em Moçambique deve ocorrer em mais cinco províncias moçambicanas, além das três que já participam do programa. O acordo prevê que, até 2015, a UAB em Moçambique vai ajustar sua infraestrutura para poder expandir.

As atividades na UAB em Moçambique tiveram início em 2011. Atualmente, são 630 alunos. A primeira turma se forma no ano que vem.

A UAB conta com a participação das universidades parceiras, como a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de Goiás (UFG), além da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Cooperação
“Temos de sair de projetos pulverizados e passar a desenhar políticas estruturantes”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante reunião sobre o fortalecimento da cooperação Brasil–África com os ministros da Educação da Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Mercadante apontou a educação como ponte estratégica entre Brasil e África. Segundo ele, somente por meio da educação um país pode garantir o desenvolvimento sustentável. “Precisamos aprofundar as relações e deixar um legado”, salientou.

Durante o encontro, no qual foram debatidos os desafios educacionais de cada país, o ministro brasileiro apresentou ações e programas do MEC. O governo brasileiro mantém em países africanos de língua portuguesa diversas ações de parceria nas áreas de educação superior, profissional e formação de professores, entre outros. “Vamos definir o que é prioritário. O MEC está disposto e pode ampliar o número de bolsas oferecidas aos alunos africanos”, afirmou Mercadante.

Durante o encontro, o ministro anunciou a criação de um centro de especialização tecnológica em Salvador. Inicialmente, o espaço receberia 200 alunos africanos por ano, em caráter experimental. O objetivo também será capacitar professores africanos para que eles voltem ao país de origem e possam reproduzir o conhecimento adquirido no Brasil. A oferta de cursos técnicos atenderia a demanda daqueles países.

(Paula Filizola – ACS/MEC)

Fonte:

www.uab.capes.gov.br/