
– Encontro de apresentação da proposta do projeto ocorreu com a APITIKATXI, associação dos povos Indígenas Tiriyó, Katxuyana e Txikuyana e APIWA, entidade representativa dos povos indígenas Wayana e Apalai;
– O Proterra-VB contemplará 1.163 famílias indígenas em mais de 100 aldeias nos estados do Amapá e do Pará, com ações de enfrentamento aos efeitos da praga, popularmente conhecida como Vassoura de bruxa, na cultura da mandioca;
Na última quinta-feira (05), a coordenação e a assessoria para os povos indígenas do Projeto Proterra-VB participaram do encontro anual do Núcleo Técnico do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) das Terras Indígenas do Complexo Tumucumaque. O encontro foi realizado no Ceta Ecotel, em Macapá (AP).
A atividade teve como objetivo apresentar o Proterra-VB aos representantes das comunidades indígenas das regiões oeste e leste do território. O projeto é uma iniciativa financiada pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA),com execução pelo Observatório da Democracia, Direitos Humanos e Políticas Públicas, por meio do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) e Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Política (PPCULT), da Universidade Federal do Amapá.
A participação da equipe do Proterra-VB no encontro anual do Núcleo Técnico do PGTA ocorreu a convite das organizações indígenas APITIKATXI e APIWA. A representação do projeto foi feita pela vice-coordenadora do projeto, Cristina Baddini e pela coordenadora de assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) para os povos indígenas, Dra. Evilania Bento da Cunha. Além disso, estiveram presentes representantes da EMBRAPA, da Funai, do Ministério Público Federal (MPF) e do Distrito Sanitário Especial Indígena Amapá e Norte do Pará (DSEI).
O encontro anual do Núcleo Técnico do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) é importante para o planejamento de ações nas áreas de saúde, sociobiodiversidade, proteção territorial, educação e cultura nos territórios do Complexo do Tumucumaque.
De acordo com a pesquisadora do Proterra-VB, Dra Evilania Cunha, foi importante aproveitar o encontro do PGTA para apresentar as propostas e discutir agenda de cooperação sugeridas pelo Proterra-VB para enfrentamento dos efeitos da vassoura-de-bruxa no cultivo da mandioca em territórios indígenas.

Essa é a segunda reunião de apresentação do projeto e é uma etapa importante para aproximação e diálogo do projeto com as associações e representações dos territórios que serão atendidos, principalmente para definir e planejar os termos e processos de consulta, que serão realizados pelo Proterra nesses territórios.
Territórios Proterra-VB
O total de famílias atendidas nas Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Rio Paru d’Este é de 745, em 66 aldeias. Esses povos estão organizados em suas associações: a APITIKATXI, que representa as comunidades do lado oeste (Tiriyó, Katxuyana e Txikuyana), e a APIWA, que representa as comunidades do lado leste (Wayana e Apalaí) do Complexo do Tumucumaque.
No Amapá, o projeto atenderá ainda 418 famílias, em 36 aldeias da Terra Indígena Waiãpi, além de 79 famílias em duas comunidades quilombolas e 587 agricultores familiares, distribuídos em 10 projetos de assentamento da reforma agrária.
Com essa abrangência, a iniciativa alcança os municípios de Tartarugalzinho, Calçoene e Pracuúba (região norte); Laranjal do Jari e Mazagão (região sul); e Pedra Branca do Amapari (região centro-oeste).
Informações Projeto Proterra VB
Instagram: @proterravb
Email: comunicaproterravbm@gmail.com
