– Com financiamento do MDA e execução da UNIFAP, o projeto visa fortalecer as comunidades afetadas pela praga da vassoura-de-bruxa da mandioca por meio de assistência técnica e valorização dos saberes tradicionais;
– O projeto atenderá 50 famílias residentes no Quilombo do Cunani, no município de Calçoene, no estado do Amapá, promovendo também alternativas produtivas sustentáveis para enfrentar os desafios que impactam a produção;
No dia 21 de março de 2026, a equipe do Projeto Proterra-VB realizou atividade de campo na comunidade quilombola do Cunani, em Calçoene (AP), a cerca de 426 quilômetros da capital Macapá, dando início ao processo de articulação com moradores e lideranças locais para a implementação das ações do projeto no território.

A reunião ocorreu em formato de assembleia comunitária, reunindo agricultores, mulheres, jovens e lideranças da região, em um espaço de diálogo plural sobre os impactos da praga da vassoura-de-bruxa da mandioca e os desafios enfrentados no território. O avanço da doença nas plantações tem provocado danos econômicos e sociais às famílias quilombolas.
Desde o início do encontro, ficou evidente a centralidade da mandioca para a produção local e para a segurança alimentar das famílias. Nesse contexto, os relatos apontaram para a redução da produtividade das roças e para a preocupação crescente com a disponibilidade de alimentos.
Representaram o Proterra-VB a Dra. Juliana Monteiro Pedro, responsável pela ATER junto a comunidades quilombolas e agricultores familiares, e a Dra. Cristina Maria Baddini Lucas, vice-coordenadora do projeto. Na ocasião, foram apresentadas as medidas previstas, com destaque para a valorização dos conhecimentos tradicionais dos agricultores e para o fortalecimento do diálogo contínuo entre os técnicos da UNIFAP, parceiros institucionais e as comunidades.
“Escutamos as angústias e os anseios da comunidade diante de todas essas dificuldades que eles têm enfrentado em relação a sua plantação de mandioca. Eles nos informaram que 100% de sua produção ficou comprometida nesses últimos três anos em decorrência da praga”, esclareceu Juliana Monteiro.
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Diálogo com a comunidade e identificação de demandas
Ao longo da atividade, a escuta das lideranças e moradores permitiu identificar demandas relacionadas não apenas à produção agrícola, mas também às condições de apoio necessárias para o desenvolvimento das atividades no território. A necessidade de assistência técnica contínua apareceu como um dos pontos centrais, juntamente com o interesse da comunidade em participar e acompanhar as ações do projeto.
Também foi destacada a importância da continuidade das iniciativas, considerando experiências anteriores com ações pontuais que não tiveram desdobramentos no território. Esse aspecto reforça a expectativa por uma presença mais constante das instituições junto à comunidade.
A partir do diálogo estabelecido, a atividade resultou na aceitação inicial do projeto, com alinhamento para a continuidade das ações e fortalecimento da relação entre a equipe técnica e os moradores.
A ação representa um passo importante para a consolidação do Proterra-VB no território, contribuindo para a construção de confiança com a comunidade e para o planejamento das próximas etapas, que incluem o aprofundamento da escuta territorial e a organização das ações formativas e de assistência técnica.
Informações Projeto Proterra VB
Instagram: @proterravb
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