– Em encontro com lideranças indígenas do Tumucumaque, equipe do Proterra-VB apresentou ações do projeto para enfrentamento da vassoura-de-bruxa na cultura da mandioca, como ação preparatória de consulta às comunidades do território para anuência e apoio na realização das ações previstas;
– Como encaminhamento da agenda, ficou acertado para o próximo mês de maio a participação no Encontro da Articulação das Mulheres Indígenas Wayana e Aparai – AMIWA, para fortalecimento da participação feminina nas ações do projeto e na construção dos processos decisórios comunitários.
Lideranças indígenas dos povos Wayana e Apalai, no território do Tumucumaque, aprovaram proposta do Projeto Proterra-VB para enfrentamento da vassoura-de-bruxa na cultura da mandioca.

O projeto, financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com execução do Observatório da Democracia, Direitos Humanos e Políticas Públicas da Unifap, tem como metas promover ações de assistência técnica e extensão rural e atividades de formação para enfrentar os efeitos da conhecida praga da mandioca que afetou os sistemas produtivos comunitários no Estados do Amapá e Pará.
Durante atividade realizada entre os dias 16 e 22 de março de 2026, na Aldeia Bona, às margens do rio Paru d’Este, no Território Indígena Parque do Tumucumaque (Pará), lado leste, a equipe técnica do Proterra-VB apresentou propostas do projeto, buscando diálogo com as lideranças das comunidades para garantir aprovação às ações previstas para os territórios das TI Parque do Tumucumaque e TI Rio Paru d’este.
O encontro foi organizado pela Associação APIWA, que representa os povos indígenas Wayana e Apalaí, após a apresentação do projeto no encontro anual do Núcleo Técnico do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) das Terras Indígenas do Complexo Tumucumaque, ocorrido no início do mês de março. Nesse novo momento, a equipe do Proterra-VB foi convidada para informar sobre o projeto e consultar as lideranças das 28 aldeias do lado leste do Parque, reunidas no Encontrão de Planejamento do PGTA.
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As pesquisadoras da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Dra. Evilania Bento da Cunha e Dra. Nelma Nunes da Silva, representaram a equipe técnica do Proterra-VB. A equipe de campo também contou com representantes do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (IEPÉ), parceiro estratégico do projeto.
O encontro ocorreu no contexto de preocupação crescente das comunidades com os impactos da praga sobre as roças e a produção de alimentos derivados da mandioca, base da alimentação tradicional. De acordo com os relatos colhidos pelas pesquisadoras, a vassoura-de-bruxa tem sido percebida não apenas como um problema agrícola, mas como uma ameaça à segurança alimentar, à continuidade das roças e à reprodução do modo de vida comunitário.
Durante a programação, a equipe apresentou os objetivos, metas e estratégias do Proterra-VB, destacando o apoio às famílias e comunidades afetadas, a articulação institucional envolvida na execução do projeto, além de informações sobre os parceiros, o público beneficiário e as ações previstas para o território.
As atividades ocorreram em formato de assembleia comunitária, com ampla participação de lideranças, homens, mulheres e jovens, favorecendo a circulação da palavra e a construção coletiva do entendimento sobre o projeto. Após a apresentação, os participantes compartilharam experiências, preocupações e sugestões relacionadas aos impactos da praga no território.

Escuta à comunidade e próximos passos do Proterra-VB no território
Entre os pontos levantados pelos participantes do encontro, destacam-se a preocupação com a segurança alimentar e a continuidade das ações, além de questões relacionadas à logística de implementação e à adequação das tecnologias às condições locais. Também foi ressaltada a importância de que as ações do projeto estejam alinhadas às realidades do território, respeitando os modos de vida, as formas de organização comunitária e as condições concretas de acesso, infraestrutura e uso de tecnologias.
Como encaminhamento, está prevista a continuidade do processo de consulta e devolutiva às comunidades, bem como o planejamento das próximas atividades técnicas e formativas no território. Também foi discutida a realização de uma Assembleia de Mulheres, organizado pela AMIWA, prevista para o mês de maio, como espaço estratégico de fortalecimento da participação feminina nas ações do projeto e na construção dos processos decisórios comunitários.
A equipe do Proterra-VB fará parte da programação da assembleia das comunidades do Tumucumaque, agendada para a primeira semana de maio. O próximo encontro será um momento estratégico para qualificação do processo de escuta em curso, com a finalidade fortalecimento das ações do projeto.
Informações Projeto Proterra VB
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