Equipes do Proterra-VB e do RURAP compartilham informações para qualificar ações de combate à vassoura de bruxa da mandioca no Amapá

Equipes dialogam sobre as ações desenvolvidas para o enfrentamento da vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá.

– Reunião integra os objetivos iniciais do Proterra-VB de identificar informações estratégicas e promover articulação institucional como etapas fundamentais para o planejamento das atividades que serão desenvolvidas nos territórios atendidos;
– As ações do Proterra-VB estão concentradas em enfrentar os efeitos da vassoura de bruxa na cultura da mandioca em comunidades rurais, quilombolas e indígenas; 
– Foco do projeto é contribuir no enfrentamento dos efeitos da crise fitossanitária em regiões de cultivo da mandioca no Amapá e Pará, criando alternativas produtivas por meio de ações de formação e assistência técnica rural;

A equipe técnica do Projeto Proterra-VB realizou uma reunião virtual com representantes do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (RURAP), na última segunda-feira (16).

O encontro teve como objetivo compreender as ações desenvolvidas pelo órgão estadual no enfrentamento à praga conhecida como vassoura-de-bruxa da mandioca, especialmente nos municípios de Calçoene e Tartarugalzinho.

O Proterra-VB foi representado pelos pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) Dr. Eduardo Margarit e Dra. Juliana Monteiro Pedro. Além do diretor técnico do RURAP, Juliano Del Castilo, participaram do encontro os servidores Maurenilson Monteiro e Leomar Castro, representantes dos escritórios da entidade em Calçoene e Tartarugalzinho, respectivamente, e o engenheiro agrônomo Caio Oliveira.

Na reunião, o RURAP apresentou um panorama das principais ações já desenvolvidas, como a criação de uma comissão fitossanitária para análise da praga e definição de estratégias de controle, além do uso do aplicativo “Guardião Rural”, alternativa que permite o registro de casos suspeitos para posterior confirmação.

Também foram realizadas campanhas educativas em comunidades afetadas, com orientações sobre a doença. No entanto, a equipe destacou dificuldades na realização de visitas técnicas, especialmente devido ao risco de atuar como vetor de disseminação da praga, que possui caráter vascular e pode levar meses para se manifestar após o período chuvoso.

Outro desafio apontado foi a limitação de alternativas produtivas, considerando as condições do solo, a baixa mecanização e a centralidade da mandioca na alimentação e na cultura local.

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Testes, alternativas e experiências nos territórios

Entre as estratégias em avaliação, o RURAP mencionou o diálogo com a Embrapa, testes com variedades de mandioca mais resistentes e estudos com culturas alternativas, como banana, arroz e açaí. Ainda assim, há resistência por parte de agricultores e comunidades indígenas à substituição da mandioca, como atividade econômica estratégica das comunidades.

Experiências em campo mostram diferentes realidades: há áreas já afetadas pela doença e outras ainda livres. Em municípios como Calçoene e Tartarugalzinho, as ações se concentraram em campanhas educativas, enquanto em Oiapoque estão sendo estruturados planos de trabalho com foco em assistência técnica e alternativas produtivas.

A equipe também destacou a possibilidade de identificação de variedades de mandioca mais resistentes, a partir dos próprios cultivos dos agricultores, embora ainda existam incertezas quanto à adaptação dessas plantas em diferentes regiões.

Como encaminhamentos, foi definida a realização de reuniões periódicas para troca de informações entre as equipes técnicas do Rurap e Proterra-VB, além de compartilhamento de informações, como contatos de comunidades de Calçoene e Tartarugalzinho.

Informações Projeto Proterra VB
Instagram: @proterravb
Email: comunicaproterravbm@gmail.com

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