MDA acompanha ações de combate à vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá

– As ações são executadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs) celebrados com a Unifap (Proterra-VBM), o Rurap e a Embrapa;

– Os projetos beneficiam comunidades indígenas, quilombolas e agricultores familiares em municípios do Amapá e do norte do Pará afetados pela vassoura-de-bruxa da mandioca;

– O combate à vassoura-de-bruxa da mandioca envolve iniciativas integradas de pesquisa científica, assistência técnica e extensão rural (ATER) para reduzir os danos provocados pela doença e fortalecer a segurança alimentar e produtiva;

 

Ouça a Rádio Proterra-VBM: Proterra-VBM, Embrapa e Rurap: ações de combate à vassoura-de-bruxa da mandioca

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Nos dias 25 e 26 de maio, a equipe do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) reuniu-se com instituições parceiras responsáveis pela execução dos Termos de Execução Descentralizada (TEDs) voltados ao enfrentamento da vassoura-de-bruxa da mandioca no estado do Amapá e no norte do Pará. A agenda teve como objetivo acompanhar o andamento das ações em execução e alinhar estratégias conjuntas para fortalecer o combate à praga.

O primeiro dia foi dedicado a reuniões individuais com cada instituição executora. Já no segundo dia, foi realizada uma reunião coletiva para integração das informações e alinhamento das ações entre todos os parceiros.

A primeira reunião reuniu as equipes do Proterra-VBM e do MDA para a apresentação dos avanços e do andamento das atividades do projeto


Participaram dos encontros representantes da Universidade Federal do Amapá (Unifap), por meio da equipe do Projeto Proterra-VBM, do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de integrantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

A coordenação-geral e as assessorias do Proterra-VBM, representada pelas pesquisadoras e pelos pesquisadores da Unifap, estiveram presentes na agenda institucional com o MDA e apresentaram os resultados das ações iniciadas em fevereiro de 2026, registrando avanços no cumprimento das etapas preliminares exigidas de consulta pública que são essenciais para início das ações nas comunidades.

O Proterra-VBM apresentou às instituições parceiras a área de abrangência de suas atividades e os resultados das ações desenvolvidas desde fevereiro de 2026


De acordo com a coordenadora-geral do projeto Proterra-VBM, Dra. Patrícia Rocha Chaves, o encontro promovido pelo MDA teve como principal objetivo nivelar informações entre as instituições que executam recursos federais destinados ao combate à vassoura-de-bruxa da mandioca.

“UNIFAP, RURAP e EMBRAPA apresentaram o andamento da execução dos recursos, as comunidades contempladas e, com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e da FUNAI, discutiram como serão estruturadas as parcerias para garantir que as ações sejam complementares e não sobrepostas”, informou a pesquisadora.

A pesquisadora chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Amapá, Valéria Saldanha, destacou que a instituição atua desde 2023, quando surgiram os primeiros focos da doença em territórios indígenas do município de Oiapoque. Segundo ela, os esforços iniciais concentraram-se na identificação do agente causador da doença e na adoção das primeiras medidas fitossanitárias.

“Começamos buscando compreender do que se tratava essa doença que afetava as plantações de mandioca. Identificamos que era causada por um fungo e iniciamos estudos para entender como ele sobrevive, como afeta a cultura da mandioca e quais alternativas poderiam ser adotadas diante das perdas registradas. Sabemos que a mandioca, além de gerar renda, é uma das principais fontes de subsistência das famílias rurais e dos povos indígenas do estado”, explicou.

O extensionista agropecuário do RURAP, Milton Miro, ressaltou que o enfrentamento da doença tem sido realizado por meio da atuação integrada entre pesquisa, assistência técnica e políticas públicas.

“Desde a identificação da doença, o RURAP vem trabalhando em parceria com diferentes instituições. A extensão rural e a pesquisa contam com o apoio do Governo Federal, por meio dos recursos do MDA e do MDS. Um exemplo é o Programa de Fomento Produtivo Rural, que disponibiliza recursos para projetos da agricultura familiar voltados à produção e à segurança alimentar das famílias. Esse apoio é destinado especialmente aos agricultores que perderam suas roças em decorrência da doença”, afirmou.

Intermediada pelo MDA, a reunião de trabalho promoveu a primeira troca de informações entre as instituições parceiras e fortaleceu a construção conjunta de estratégias para o enfrentamento da vassoura-de-bruxa da mandioca


O representante da FUNAI, João Vilhena, considerou a reunião importante para alinhamento das ações que contemplam as terras indígenas do Oiapoque, do Wajãpi, do Tumucumaque e do Rio Paru d’Este.

“O nosso objetivo é integrar forças para combater a vassoura-de-bruxa da mandioca e fortalecer a atividade produtiva dos povos indígenas. Essa união de esforços nos traz a realização de atividades que têm o objetivo de restauração do processo produtivo que foi praticamente dizimado por essa praga dentro dos territórios indígenas”, considerou.

Renata Zambello, da Secretaria de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais do MDA, realçou a necessidade das ações conjuntas para garantir os melhores resultados para os territórios atendidos com os recursos federais.

“Reunimos para ajustar as atividades e potencializar as ações de cada parceiro que também poderão atuar em conjunto em diversas iniciativas. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas já iniciamos muito bem com essa oficina de trabalho e teremos outras oportunidades para continuar alinhando essas ações para que essas soluções cheguem aos nossos públicos alvos”.

Implementação das ações Proterra-VBM no Amapá

Após a consolidação da estrutura organizacional e operacional do Projeto Proterra-VBM, a iniciativa avançou na realização das Consultas Livres, Prévias e Informadas (CLPI) e no planejamento participativo junto a duas comunidades quilombolas de Cunani, no município de Calçoene, e São Tomé do Aporema, em Tartarugalzinho, e em três territórios indígenas: leste e oeste das Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Rio Paru d’Este, além da Terra Indígena Wajãpi. Atualmente, resta apenas a anuência do povo Wajãpi para o início da execução das atividades. A assembleia para deliberação sobre o tema está prevista para ocorrer em junho de 2026.

Com as duas primeiras metas alcançadas, o Proterra-VBM se prepara para iniciar a terceira etapa do projeto: o diagnóstico produtivo individualizado. Essa fase tem como objetivo aprofundar o conhecimento sobre as realidades locais e subsidiar o planejamento de estratégias voltadas à segurança alimentar das famílias afetadas pela doença. As atividades incluem reuniões de mobilização comunitária, visitas técnicas para levantamento de informações, oficinas de validação e planejamento, elaboração de projetos produtivos, reuniões de equipe e momentos de socialização dos resultados.

Leia também: UNIFAP e MDA lançam oficialmente Projeto PROTERRA-VB para fortalecer territórios e combater crise na mandioca

Informações Projeto Proterra VB

Instagram: @proterravbm

E-mail: comunicaproterravbm@gmail.com

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