Dia Mundial da Saúde Mental: saiba qual é a importância de cuidar da nossa mente em tempos tão difíceis

Dia Mundial da Saúde Mental: saiba qual é a importância de cuidar da nossa mente em tempos tão difíceis

A data de 10 de outubro marca o Dia Mundial da Saúde Mental. Entre as suas funções está o alerta de que é preciso olharmos regularmente para a condição da nossa saúde mental. Esse cuidado especial é ainda mais importante em tempos de pandemia. 

O dia 10 de outubro foi instituído, em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental, como o Dia da Saúde Mental, com o intuito de demonstrar a importância de cuidarmos da nossa mente, além de chamar a atenção das pessoas e dos governos para os cuidados com a saúde mental. Por isso, nesta data, recemos um convite para repensar as nossas convicções e, se necessário, buscar ajuda psicológica. 

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a saúde mental uma prioridade e defende que a questão da mesma não é, estritamente, um problema de saúde, portanto, precisamos estar atentos aos sintomas de alerta, como alteração no sono, na alimentação, na disposição interna, nas relações, nas atividades escolares e laborais e tantas outras sinalizações de que algo não está bem.

Conforme um artigo publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) Brasil, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde mental é uma das aéreas mais negligenciadas do sistema de saúde pública mundial. Somente no Brasil, 12 milhões de pessoas vivem com depressão.

No mundo, essa métrica cresce para 300 milhões. Considerado o ‘mal do século 21’, o transtorno depressivo acarreta diversos sofrimentos e pode levar ao suicídio. No entanto, grande parte dos pacientes não tem acesso ao tratamento adequado e a programas de acolhimento, o que pode levar ao agravamento do quadro.

Saúde mental na pandemia

Nossas vidas diárias foram significativamente alteradas com a pandemia de COVID-19. E a saúde mental também foi um dos grandes pilares da nossa vida que foram prejudicados durante os meses de isolamento e incertezas.

Somando-se ao medo de contrair o vírus em uma pandemia como a COVID-19 está o impacto de grandes mudanças em nossa vida diária, causadas pelos esforços para conter e retardar a disseminação do vírus. O medo e o estresse são grandes vilões para a nossa saúde mental, ocasionando diversos transtornos, principalmente a ansiedade e a depressão, além de outros problemas de saúde que também podem surgir.

Por exemplo, quem ficou em home office precisou aprender a equilibrar a vida pessoal com a profissional. Como resultado, os relatos de síndrome de Burnout, ansiedade e depressão aumentaram consideravelmente. Um estudo, da Universidade de Ottawa, apontou um aumento de 15% nos casos de transtorno de ansiedade – e esse é só mais um dos números que mostram o impacto da quarentena.

A pandemia contribuiu para expor um aumento dos casos de transtorno mental que já era percebido nos anos anteriores.

Formas de enfrentamento

No Brasil, temos a Constituição Federal de 1988 (Conhecida como Constituição Cidadã), que diz em seu artigo 196:

“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”

Sendo assim, a saúde é um direito de todos e, sabendo disso, a saúde mental — inserida em tal âmbito — também deve ser garantida pelo Estado. O Amapá possui os Centros de Atenção Psicossocial Casa da Gentileza (Caps Gentileza), localizado na Av. Mãe Luzia, 994, no bairro Laguinho, e o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) que fica na Rua Emanoel Souza e Silva, 100, no bairro Jardim Equatorial.

Movimento da Luta Antimanicomial

Iniciado na década de 70, o Movimento da Luta Antimanicomial defende os direitos das pessoas com sofrimento mental e a importância da sua inclusão social assim como o combate ao preconceito e ao isolamento de pessoas com doenças mentais.

 

 Colaboração de texto: Izabele Pereira (Bolsista de Extensão do Escritório Modelo/Rádio e TV UNIFAP, 2021)


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