Extensão

Uma das atividades que exercem suma importância na sustentação da universidade é a extensão. As atividades de extensão são aquelas que repercutem em interação com a comunidade. Neste sentido, o Curso de Licenciatura em Geografia do Campus Binacional vem promovendo diversas atividades integrativas entre a universidade e a comunidade, com a realização de eventos, atividades de campo, palestras, visitas à escolas, cursos, oficinas, entre outros. Atualmente, os projetos de extensão em andamento são:

 

AJURI DE SABERES espacialidades na amazônia amapaense

Resumo: O produto, tipo e-book, reúne trabalhos de monografia dos discentes como requisito para obtenção do nível de Especialista em Geografia. A publicação objetiva ampliar a cultura de divulgação da produção acadêmica no Estado do Amapá. Metodologicamente alcançará o público por meio de apresentações presenciais e/ou virtuais (o que dependerá do momento da estratégia de enfrentamento à covid-19).

Coordenador(a): UEDIO ROBDS LEITE DA SILVA

 

PROGRAMA DE RÁDIO SEM FRONTEIRAS

Resumo: O programa de rádio “Sem Fronteiras” consiste na realização de um programa diário de rádio com o intuito informativo, com a divulgação de notícias em geral, debates sobre temas relevantes e popularização da ciência. Tem por objetivo central inserir a academia na discussão de problemáticas regionais, promovendo a aproximação da comunidade acadêmica com a comunidade externa e a popularização da ciência. Sua metodologia envolve basicamente a produção e difusão do programa. Na produção é executado o planejamento das atividades, com reuniões para definição de pautas, coleta de informações, produção de áudio e vídeo e edição. A segunda etapa envolve a execução do programa de rádio.

Coordenador(a): EDUARDO MARGARIT ALFENA DO CARMO

 

SABORES E SABERES GEOGRÁFICOS: PRODUÇÃO, COMERCIALIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL DOS POVOS INDÍGENAS DE OIAPOQUE

Resumo: Vivemos na atualidade um momento de crise que nos coloca diante da necessidade de repensarmos a maneira pela qual nos relacionamos com a natureza. Dilemas como aquecimento global, perda da biodiversidade e por conseguinte da soberania alimentar estão no cerne dos debates. A crescente industrialização faz com que cada vez mais nossa alimentação fique reduzida a uma padronização do sabor. Nesse cenário, os saberes e sabores dos alimentos produzidos por comunidades tradicionais, dentre os quais, os povos indígenas, nos oferecem possibilidades, inclusive econômicas, não apenas para si próprios, mas para a humanidade como um todo, pois possuem uma cultura de sabores voltadas a defesa da biodiversidade, conhecimentos e saberes necessários a defesa da vida. (PORTO-GONÇALVES, 2008). Os povos indígenas de Oiapoque, possuem um notório saber advindo do acúmulo de experiencias repassados por gerações sobre a produção de alimentos presentes nos hábitos alimentares dos demais moradores do município. Pertencentes a quatro diferentes etnias: Karipuna, Galibi Kali’na, Galibi Maworno e Palikur, essas comunidades ocupam três Terras Indígenas, demarcadas e homologadas: Uaçá, Juminã e Galibi, as quais abrangem 23% da extensão territorial do município de Oiapoque-AP. Nesse projeto propomos dar visibilidade ao patrimônio do conhecimento, do saber fazer, que essas comunidades possuem. Diante dos desafios apresentados pelo tempo de execução do projeto (proposto a princípio para seis meses), que inviabiliza contemplarmos a expressiva diversidade de conhecimentos presentes nessas comunidades, bem como pelo fato das atividades acontecerem por meio de tele aulas, em cumprimento a necessidade de distanciamento social causado pela pandemia, delimitamos como recorte de análise a aldeia Samaúma do povo Galibi-Marworno, localizada na BR 156, que possuem uma feira as margens da rodovia, na qual comercializam o excedente dos saberes e sabores que produzem na comunidade. Em consonância com o pensar de Vidal (2000) de que para os povos indígenas a arte funciona como importante meio de transmissão do conhecimento, a proposta é elaborarmos ilustrações dos saberes que envolvem cada etapa da produção dos sabores dos alimentos dos Galibi-Marworno da aldeia Samaúma. Nossa pretensão é elaborarmos uma série de desenhos, com textos escritos em português e na língua Kheoul, que posteriormente servirão de base para a produção de mídias audiovisuais, pensados com o intuito de dar visibilidade a diversidade de saberes e sabores existentes na culinária destes povos, que r-existem e se recusam a ser reduzidos ao padrão alimentar hegemônico.

Coordenador(a): ADRIANO MICHEL HELFENSTEIN

 

SABERES E ESPACIALIDADES NA AMAZÔNIA AMAPAENSE: LEITURAS E DIVERSIDADES A PARTIR DE OIAPOQUE

Resumo: O projeto de extensão ora proposto, se constitui em oportunidade para fazer chegar à sociedade oiapoquense os resultados da produção acadêmica no campus binacional, na área de Geografia. Assim, o presente projeto possui como objetivo geral, Difundir a produção acadêmica sobre os saberes e espacialidades na Amazônia amapaense: leituras e diversidades a partir de Oiapoque, produzidos no campus Binacional. Para cumprir o presente objetivo, foi proposto a realização de análise bibliográfica na área de Geografia, envolvendo a consulta aos Trabalhos de Conclusão de Curso. Tal ação, permite a identificação das temáticas abordadas sobre a realidade local, e, assim, realizar sistematização dos mesmos por meio do inventariamento de fontes bibliográficas locais. Desse modo, se pretende promover um processo de difusão desse conhecimento para os professores da educação básica, para que estes tenham conhecimento do que é produzido pelo curso de Geografia da Universidade de modo a auxiliá-los em sua prática pedagógica. Como resultados, o projeto pretende fomentar a estruturação de uma rede de acesso de todos os professores ligados, diretamente e indiretamente, com as atividades desenvolvidas ao longo do calendário acadêmico e assim contribuir positivamente para a Educação Básica amapaense (crianças e adolescentes). Ainda mais, pretende-se fortalecer a função principal da escola, que é a formação de cidadãos politicamente participativos, por meio da difusão da ciência, tecnologia e inovação, utilizando-se de sua natureza sistemática, disciplinada dos estudos, afim de demonstrar aos resultados e as soluções intrínsecas à realidade local, o que coaduna perfeitamente com os anseios presentes no o PDI 2020-2024 da UNIFAP.

Coordenador(a): UEDIO ROBDS LEITE DA SILVA