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Preservação de acervos digitais

Os desafios impostos pela digitalização de acervos e arquivos e a rápida evolução das tecnologias da informação foram tema de destaque no primeiro dia do Fórum RNP. Rodrigo Piquet (Museu do Índio),  Paula Mello (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ), Maíra Corrêa (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN), José Murilo (Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura) e Fernanda Balbi (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES) enfatizaram a importância da preservação dos arquivos para a construção de uma memória nacional. “O avanço muito rápido da tecnologia nas décadas de 80 e 90 provocou mudanças em hardware e software em um tempo curto. Sem política de preservação, perdas irreparáveis foram causadas”, apontou Paula Mello.

Fonte: Entrenós RNP

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“No futuro, o vídeo estará integrado à telefonia”

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O gerente de comunicações unificadas da rede acadêmica australiana (AARNet) e coordenador do Global RealTime Communication (GTRC) eXchange, Bill Efthimiou, foi um dos destaques internacionais da programação do Fórum RNP, no debate sobre Mobilidade, no dia 28/8.

O Global RealTime Communication (GTRC) eXchange é um grupo formado no âmbito da iniciativa do Fórum Global das principais redes acadêmicas (NRENs) mundiais, tendo como proposta a criação de uma arquitetura multimídia de próxima geração com base no protocolo IP.

O objetivo é criar um ambiente em que as instituições conectadas em suas respectivas redes acadêmicas possam realizar conferências de maneira fácil e confiável. No GTRC, a RNP está tecnicamente representada pelo especialista em TIC Alex Galhano, convidado a representar a América Latina no Global NRENum.net Governance Committee (GNGC), que ainda está sendo formado.

Confira a seguir a entrevista exclusiva com Bill Efthimiou ao Entrenós.

Qual é o objetivo do Global RealTime Communication (GRTC) eXchange?

O Global RealTime Communication (GRTC) eXchange baseia-se em protocolo IP porque dá às redes acadêmicas a oportunidade de unificar suas forças, pois todas elas estão interligadas de alguma forma. Quando fazemos ligações de uma universidade na Austrália para uma instituição no Brasil, por exemplo, essa ligação trafega pelas redes que nós construímos. Por isso, baseamos tudo em protocolo IP, pois nos dá a oportunidade de reduzir custos para as instituições conectadas e também de criar uma plataforma que comporta “rich media”, compartilhada entre as universidades por pacotes de dados IP. Resumidamente, reduz as barreiras entre as redes acadêmicas e permite que as saídas PABX e infraestruturas de videoconferência integrem vídeo a essas ligações.

Quantas redes acadêmicas fazem parte do Global RealTime Communication (GRTC) eXchange?

Atualmente, 30 países participam da infraestrutura global. Mas o nível de engajamento de cada um varia, o que reflete no número de telefones e prefixos registrados, que podem alcançar de seis a sete a 50 a 60 mil números. Uma grande quantidade de dígitos indica que há muitas universidades ou instituições naquela região que estão participando. Por exemplo, na Austrália, temos 20 universidades participando da versão doméstica do tráfego e todas elas estão no âmbito global. Sendo assim, cada região ou país tem um grau de envolvimento e um número de instituições conectadas. A RNP faz parte de um grupo que ajuda redes acadêmicas em todo o mundo a se interligar no Global RealTime Communication (GRTC) eXchange e a se comprometer com a comunidade de ensino e pesquisa. Estamos tentando fazer isso através de eventos, marketing e documentos que ajudem os executivos a apresentar a proposta aos gestores das instituições.

Qual é o papel do Brasil nesse grupo?

O Brasil ocupa uma posição de destaque no Global RealTime Communication (GRTC) eXchange pelo trabalho feito ao longo desses últimos anos com o serviço fone@RNP. Muito já foi realizado, o que dá à RNP uma posição mais favorável para fazer com que as universidades adotem o serviço fone@RNP, pois elas podem automaticamente desfrutar dos benefícios em uma escala global. Aliás, a RNP foi o primeiro país não europeu a integrar o Global eXchange em maio de 2002, antes mesmo do grupo ser formalmente criado. Desde que o Brasil, Argentina, Austrália e Nova Zelândia se juntaram ao grupo, e à medida que outros países também façam parte dele, o Global eXchange apresenta grande potencial de crescimento. Estamos tentando fazer com que eles aprendam como se juntar ao grupo, como construir uma infraestrutura localmente, de forma doméstica, e conectá-la globalmente.

Usar apenas um número e ligar diretamente para uma universidade da Austrália, por exemplo, através do VoIP, é uma realidade próxima da rede acadêmica brasileira?

Sim, nós já atingimos isso com outros países e estamos trabalhando para que isso ocorra em outros lugares. Diria que o Brasil está muito próximo, pois estamos trabalhando em uma conectividade entre Brasil e Austrália. Quando isso acontecer, é importante lembrar que o trabalho mais difícil já foi realizado. Mas este é o nosso objetivo principal: quem estiver usando o fone@RNP poderá digitar um número, da mesma maneira que sempre fez, ele será redirecionado para as outras redes acadêmicas no exterior e conectado ao local de destino, em qualquer outro país. Além disso, é possível que o vídeo seja acoplado a essa ligação. Não apenas como na videoconferência tradicional, multiponto, onde você tem cinco ou seis pessoas, mas uma ligação telefônica ponto a ponto, como se espera que ela funcione. Depois de conseguir que o áudio funcione no telefone, não tem nada que nos impeça de acrescentar vídeo a essa ligação. Depende se as extremidades são capazes de transmitir, numa rede baseada em IP. É mais fácil de negociar numa ligação ponto a ponto. “Rich media” é outro fator-chave, além de cortar custos das ligações internacionais.

É dessa maneira que o serviço AARNet Unified Comunications eXchange funciona?

Os princípios são os mesmos do fone@RNP, mas o serviço da AARNet surgiu com o propósito das chamadas em vídeo. Não existia nenhum desejo de implantar ligações domésticas comuns na Austrália, pois não é algo que preocupa as universidades. Mas criar um serviço de chamadas em vídeo entre instituições foi o objetivo principal do AARNet Unified Comunications eXchange. O foco é fazer com que o vídeo funcione em: chamadas em vídeo, videoconferências tradicionais, MCUs e também salas de telepresença imersiva. A parte de engenharia é diferente da RNP, mas os princípios são os mesmos. Nós agrupamos as ligações da AARNet e entregamos ao Global eXchange com a mesma localização. Cada país tem metodologias diferentes para chegar ao grupo. O AARNet eXchange é oferecido para todas as instituições conectadas à AARNet, que se tornam automaticamente conectadas ao Global eXchange. Assim, elas podem fazer ligações para instituições brasileiras, por exemplo.

Qual sua opinião sobre os assuntos discutidos no Fórum RNP?

Fiquei impressionado com o nível de engajamento da comunidade acadêmica brasileira. No futuro, o vídeo estará integrado à telefonia. Essa separação tradicional entre os dois dentro de uma instituição vai deixar de existir. Hoje em dia, a telefonia pode ser modelada em plataformas de integração de mídia junto com o vídeo. À medida que as instituições amadurecerem e seus equipamentos PABX também, isso vai acontecer. Além disso, existem outras tecnologias que são novas, como WebIRC, que tornarão as chamadas em vídeo mais fáceis, através do navegador. Para isso, é preciso adicionar outra tecnologia, como o fone@RNP, para entregar a ligação. Mas a aplicação web com certeza facilitará esse tráfego de dados. Acho que a comunicação no SIG do fone@RNP foi ótima, pois foi possível ouvir o feedback da comunidade acadêmica, como também é importante trazer as novas tecnologias lançadas no mercado e adequá-las ao que já existe.

Fonte: Entrenós RNP

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Cultura digital e e-Ciência foram destaques do II Fórum RNP

Marco Civil da Internet, privacidade e computação em nuvem também foram debatidos por especialistas

De 27 a 29/8, a RNP tratou temas como e-Ciência, Marco Civil da Internet, privacidade e computação em nuvem na segunda edição do Fórum RNP. O evento aconteceu no Hotel San Marco, em Brasília, e reuniu gestores e profissionais de TI de organizações públicas e privadas.

Na abertura, o diretor-geral Nelson Simões defendeu a construção de identidades múltiplas e redes criativas para amparar as novas necessidades de cultura digital. Segundo ele, essas redes permitem a criação de comunidades que não existiam e um intercâmbio de informações que formam uma experiência cultural e não apenas tecnológica. “Não basta ser rede, tem que ser criativa, para lidar com realidades tão diversas e gerar um ecossistema que construa novas identidades”, afirmou.

O secretário substituto de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Américo Córdula, também participou da sessão plenária e afirmou que a parceria com a RNP é fundamental para aliar redes de alta velocidade às políticas públicas das quais se beneficiam inúmeras instituições. “Precisamos mapear a diversidade e fazer com que as nossas políticas atendam às necessidades locais, estaduais e federais”, declarou.

Outro destaque do evento foi a demanda de processamento de alto desempenho para a e-Ciência. O coordenador de TI do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), José Laurindo Campos, falou sobre a implementação da tecnologia para o desenvolvimento de ações inovadoras na Amazônia, região responsável por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. “Hoje já é possível compartilharmos dados sobre a floresta em nuvem. Isso permite a expansão do conhecimento, o que gera novas hipóteses científicas a um baixo custo”, apontou.

Douglas Milanez, Luiz Nicolaci da Costa e Marcio Faerman também detalharam os desafios da e-Ciência para a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), para o Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) e para a Universidade de Ohio (EUA), respectivamente. Tereza Cristina, da Universidade de São Paulo (USP), discursou sobre a infraestrutura de suporte para aplicações da e-Ciência, a Science DMZ.

Privacidade na rede 

A modernidade que possibilita um grande fluxo de informação a uma velocidade cada vez maior trouxe à tona um novo tipo de insegurança: a virtual. Nesse contexto, universidades e centros de pesquisa são as instituições que mais estão em risco. “O Brasil é um dos países que mais sofre e hospeda ataques na rede do mundo, representando 5% dos casos globais”. A declaração foi do analista de segurança da empresa de antivírus Kaspersky Lab, Fabio Assolini. Segundo ele, as instituições de ensino são o alvo principal dos cibercriminosos. “A criação de falsos domínios .edu teve um aumento de 30% no período de 2012-2013 em relação a 2010-2011”, destacou.

O consultor jurídico da RNP, Omar Kaminski, não enxerga que a criação de novas leis seria uma solução. “O Brasil é o país que possui a maior legislação do mundo, nem por isso estamos seguros em qualquer aspecto”. Ele ressaltou, por exemplo, o fato de a Lei Carolina Dieckmann ainda ser insuficiente para regular o setor e citou o artigo 14 do Marco Civil da Internet que exime os provedores de responsabilidade por danos causados por terceiros na rede.

De acordo com o deputado federal e relator na comissão especial do Marco Civil na Câmara dos Deputados, Alessandro Molon, “trata-se de uma primeira lei geral da internet, ou seja, uma espécie de constituição da rede. Não é um projeto que cria tipos penais e não trata da questão de direitos autorais”, posicionou.

A adoção de um sistema de nuvens foi apontada como alternativa para as instituições. Para o pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA), Roberto Araújo Samarone, apesar de serviços como o Dropbox, o Skydrive e o Google Drive permitirem acesso por dispositivos variáveis, alta disponibilidade, aumento da capacidade sob demanda e redundância, as instituições de ensino e pesquisa precisam de soluções personalizadas.

“Nas universidades, as nuvens são utilizadas para armazenar material didático, notas de alunos, documentos administrativos, dados de pesquisa, entre outros, mas alguns desses podem requerer sigilo. Uma nuvem acadêmica pode reduzir riscos e ser integrada com serviços como a CAFe (Comunidade Acadêmica Federada), além de possibilitar o compartilhamento seguro de dados de pesquisa e projetos. Além disso, o que você disponibiliza no Google, por exemplo, é da empresa. Você aceitou isso no termo de uso e essas regras podem ser alteradas”, declarou Samarone.

O diretor de Serviços e Soluções, José Luiz Ribeiro Filho, falou sobre a aposta da organização na construção do Centro de Dados Compartilhados (CDC), primeira iniciativa dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC) de investir em um serviço de computação em nuvem para a comunidade de ensino e pesquisa no país, em parceria com a empresa chinesa Huawei.

A RNP responsabilizar-se-á pela importação e entrega dos contêineres e equipamentos no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), em Recife, e no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus, as duas primeiras localidades escolhidas para a implementação da tecnologia. Com orçamento total de cerca de R$ 7,5 milhões, a previsão de lançamento é para o início de 2014. “Estamos aprendendo muito durante essa fase piloto: o que podemos ter, o que queremos ter e o que a comunidade acadêmica demanda”, disse o diretor.

Fonte: Entrenós RNP

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Certificado ICP-Brasil passa a ser exigido no HomologNet

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Na última segunda-feira, 16 de setembro, o certificado digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil passou a ser exigido para acesso a algumas das funcionalidades do HomologNet, sistema do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, que permite o cadastro de informações referentes a rescisões contratuais.

A medida foi anunciada na portaria nº 855, de 14 de junho de 2013. O acesso ao sistema, implantado em 2010, ainda poderá ser realizado por meio de login e senha, como é feito atualmente, mas o certificado ICP-Brasil será necessário para que se disponha de serviços como a emissão do Termo de Quitação da Rescisão de Contrato para trabalhadores com vínculo há menos de um ano. Vale ressaltar ainda, que após o acesso com certificado digital é revogada qualquer outra forma de login no sistema.

No dia 12 de setembro, o assessor do secretário de Relações do Trabalho e Auditor fiscal do trabalho do SRT/MTE, Admilson dos Santos, participou do 11º CertForum, onde explicou todo o funcionamento do Homolognet. No site do evento é possível ter acesso a apresentação utilizada pelo assessor. No portal do MTE, é possível ter acesso ao “Perguntas e Respostas” sobre o HomologNet.

Fonte: ITI

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Presidenta da República reafirma importância do modelo de governança do CGI.br

Em reunião no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff também apoiou a votação do Marco Civil da Internet

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) participou nesta segunda-feira (16) de uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, com a excelentíssima senhora Presidenta Dilma Rousseff. Durante mais de duas horas, foram discutidos o modelo brasileiro de Governança da Internet e pontos estratégicos referentes à aprovação do Marco Civil da Internet. A presidenta reconheceu a importância e deu apoio ao modelo multissetorial adotado pelo CGI.br.

“Para o Comitê, esse é o momento de consolidação da importância que o nosso modelo representa para a governança da Internet, tanto no cenário nacional quanto mundial”, afirma Hartmut Glaser, secretário-executivo do CGI.br. Durante a reunião, os membros do Comitê contribuíram com informações sobre a natureza multissetorial e multiparticipativa do CGI.br, e outras informações que poderão ser usadas no discurso da presidenta na abertura da 68ª Sessão da Assembleia Geral da ONU. “O Brasil é o único país que possui um grupo consolidado formado por representantes de diversos setores da Sociedade para tratar dos mais variados aspectos relacionados à Internet. Enquanto o mundo debate quais caminhos trilhar para a Governança da Internet, nós estamos apresentando resultados efetivos a toda sociedade há quase vinte anos, baseado em consenso entre esses setores. Na reunião de ontem, a presidenta reiterou o apoio do Governo brasileiro ao crescimento de uma Internet feita por todos, para todos e fundamentada nos princípios dos direitos humanos. O modelo multissetorial de Governança da Internet será levado às discussões do mais alto nível”, completou.

Além disso, o decálogo de princípios do CGI.br e o Marco Civil foram abertamente defendidos pela Presidenta Dilma Rousseff. “Ela está empenhada em promover a aprovação do Projeto de Lei, de acordo com o texto proposto pelo Deputado Federal Alessandro Molon, também apoiado pelo CGI.br. A presidenta conta com nosso suporte inclusive para defender os aspectos relacionados à neutralidade, à privacidade e à inimputabilidade da rede”, declara Glaser.

A reunião foi conduzida pela Presidenta e contou com a apresentação inicial do Coordenador do CGI.br e Secretário de Política de Informática do MCTI, Virgílio Almeida. Além dos membros do Comitê, estiveram presentes todos os ministros com representação no CGI.br (Ciência, Tecnologia e Inovação; Casa Civil; Comunicações; Defesa; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Planejamento, Orçamento e Gestão), o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado e o Advogado-Geral da União, Luis Inácio Lucena Adams.

Por fim, a presidenta manifestou seu interesse em voltar a se reunir com o CGI.br no futuro.

Fonte: Governo Eletrônico; Imprensa NIC.br – Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR

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CGI.br reúne-se com a Presidenta da República

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O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) participará de uma reunião em Brasília com a excelentíssima senhora Presidenta Dilma Rousseff. O encontro tem o intuito de expressar o apoio do CGI.br ao pedido de urgência feito pela presidenta à aprovação imediata do Marco Civil da Internet pelo Congresso Nacional, de acordo com o texto proposto pelo Deputado Federal Alessandro Molon em seu relatório de julho de 2012, também apoiado pelo CGI.br.

Durante o encontro, os Conselheiros do CGI.br, representando o governo, o terceiro setor, o setor empresarial e o setor acadêmico, ressaltarão o benefício geral que o Marco Civil trará aos brasileiros, especialmente em referência aos temas relativos à privacidade, a neutralidade da rede e a correta atribuição de responsabilidades na prestação de serviços e uso da Internet no Brasil. Neste sentido, o Marco Civil mantêm consonância a um dos principais resultados da atuação do CGI.br, a aprovação em 2009, por consenso de seus conselheiros, dos dez “Princípios para a Governança e Uso da Internet no Brasil”.

Além do apoio ao Marco Civil da Internet e sua urgência de aprovação pelo Congresso Nacional, o encontro debaterá também o apoio ao modelo multissetorial de Governança da Internet no Brasil.

A Presidenta Dilma Rousseff receberá os Conselheiros do CGI.br e também estão previstas as presenças dos Ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, da Justiça, José Eduardo Cardozo, das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, do Advogado-Geral da União, Luis Inácio Lucena Adams e da Ministra Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti.

Fonte: Governo Eletrônico; Imprensa NIC.br – Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR

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Uso da ICP-Brasil em aplicações à serviço do trabalhador encerra 11° CertForum

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As aplicações do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE que fazem uso da certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, foram os temas da mesa de encerramento do 11° CertForum – Fórum de Certificação Digital. Caged, Rais e HomologNet foram detalhadamente apresentados, dando a dimensão de como a certificação digital tornou-se ferramenta importante para os processos que envolvem o trabalhador brasileiro.

O primeiro sistema a ser apresentado foi o HomologNet, mais recente aplicação do MTE com uso da certificação digital. A aplicação começará a funcionar com a opção de uso do certificado digital no próximo dia 16. O auditor fiscal do MTE, Admilson Moreira dos Santos, detalhou como funcionará o sistema que permitirá aos usuários, com uso da certificação ICP-Brasil, autentificar e assinar as transações de geração, quitação e homologação das rescisões de contrato de trabalho. “A adesão ao HomologNet com certificado digital, inicialmente, é opcional. Porém, algumas ações do portal só serão disponibilizadas para quem fizer o uso da tecnologia”, destacou Santos.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged e a Relação Anual de Informações Sociais – Rais foram os temas apresentados pela coordenadora-geral de Estatística de Trabalho do MTE, Emília Veras, que iniciou sua palestra destacado a grande adesão das empresas brasileiras a Rais, em 2012, segundo ela, quase 3 milhões de estabelecimentos emitiram declarações com o uso da certificação digital ICP-Brasil. “A Rais é uma fotografia do mercado de trabalho brasileiro”, afirmou Veras ao apontar a importância do sistema, que, atualmente, funciona de maneira totalmente digital.

A declaração da Rais é feita anualmente, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. A aplicação começou a ser elaborada em 2007, em 2008 tornou-se de uso opcional, e, hoje em dia, é obrigatória para empresas com mais de 20 empregados ou com Rais fora do prazo. “Quando não era obrigatória, a adesão a Rais era pequena. Em 2011 os números melhoraram bastante, já em 2012 ficamos extremamente animados com o grande aumento de declarações feitas de forma totalmente digital”, afirmou a coordenadora, que mostrou, por exemplo, que naquele ano, 89% dos empregados foram declarados com certificação digital.

Já o Caged ainda está sendo popularizado. Segundo Veras, por questões técnicas o projeto ainda não teve seu uso tão massificado quanto deveria, porém, a expectativa é que ele tenha grande sucesso, assim como a Rais. Ao fim das exposições, o moderador da mesa e coordenador-geral de Planejamento, Orçamento e Administração do ITI, Liomar Torres, abriu para o público presente a possibilidade de fazer perguntas aos palestrantes, o espaço foi aproveitado, e questões sobre o HomologNet foram mais esclarecidas pelo auditor fiscal do MTE.

Fonte: ITI

Planejamento assina acordo de cooperação com UNIVASF

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O objetivo é promover ações em prol de melhorias no Portal do Software Público Brasileiro

Desenvolver ações para fortalecer, divulgar e ampliar o Portal do Software Público Brasileiro (SPB). Este é o objetivo do acordo de cooperação técnica assinado entre o Ministério do Planejamento (MP) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). A formalização da parceria foi publicada na última segunda-feira, 2, no Diário Oficial da União.

Entre as ações programadas, estão o trabalho colaborativo sobre os softwares existentes no SPB, a organização de eventos de divulgação de Software Livre no Brasil e exterior e a divulgação de projetos executados na universidade no portal. Além disso, os softwares públicos serão utilizados em atividades de ensino, pesquisa e extensão. Os alunos e servidores da UNIVASF participarão dos projetos mantidos pelo sítio.

A iniciativa já conta com ações iniciais como a oferta, pelo curso de Engenharia da Computação, de um Núcleo Temático Multidisciplinar com o tema Software Público Brasileiro. Este núcleo é uma componente curricular obrigatória para todos os alunos da UNIVASF e prevê atividades de ensino, pesquisa e extensão dentro da temática apresentada.

Outra importante ação foi a aprovação no Edital MEC/Proext 2014 do Programa de Formação de Agentes para Sustentabilidade do Software Público Brasileiro. Este processo conta com a inclusão de outras Instituições de Ensino Superior (IES), prefeituras da região e a própria Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP) para a promoção de eventos de capacitação, apoio à comunidades do SPB e maior interação entre os principais atores ofertantes e demandantes de software público.

ESPECIALISTAS

Segundo Luis Felipe Coimbra Costa, diretor do Departamento de Sistemas de Informação da SLTI/MP, a participação ativa da universidade agrega ao SPB colaboradores especialistas na área e, em contrapartida, aos servidores e estudantes da UNIVASF serão oferecidas diversas oportunidades geradas pelo alcance do Software Público Brasileiro. “É um processo cíclico que renderá benefícios diretos na formação dos acadêmicos e contribuirá para divulgação e sustentabilidade deste tipo de solução”, relata

Para o professor Alex Sandro Gomes, do Centro de Informática da UFPE e coordenador da Comunidade Ambiente Virtual de Aprendizagem integrante do Portal SPB (Amadeus), “a iniciativa representa um marco no desenvolvimento e disseminação da política de software público brasileiro e, com certeza, trará avanços significativos para a área”.

O acordo é a formalização da parceria que pretende, entre outras ações, implantar um projeto piloto do Núcleo SPB na UNIVASF. Este núcleo poderá ser difundido entre as demais universidades e institutos federais para assegurar o desenvolvimento e a sustentabilidade do Software Público Brasileiro.

O lançamento oficial do acordo será no mês de novembro na UNIVASF.

Fonte: Governo Eletrônico; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Certificado ICP-Brasil torna mais segura a entrega de medicamentos de alto custo

Entre os temas que terão destaque no 11º CertForum – Fórum de Certificação Digital, está o uso do certificado digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil no projeto “Entrega Segura de Medicamentos em Domicílio”, uma inciativa do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp.

O projeto, iniciado em dezembro de 2012, tem por objetivo utilizar modernos recursos tecnológicos para reduzir fraudes na entrega de medicamentos de alto custo. Nesse contexto, a certificação digital proporciona segurança digital, e por consequência, amplia o benefício da entrega em domicílio para mais pacientes. De acordo com o Imesp, para essa ação foram selecionados 200 pacientes pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Icesp e confeccionado o “Cartão São Paulo” para uso exclusivo no projeto piloto.

A entrega segura funciona da seguinte forma: o paciente apresenta o cartão com certificado ICP-Brasil, em seguida sua impressão digital é coletada pelo entregador para, em seguida, digitar a senha cadastrada no cartão. O certificado digital garante o sigilo, a segurança, a autentificação e identificação dos pacientes no momento do recebimento.

O tema fará parte da mesa “ICP-Brasil em Aplicações de Governo”, que acontecerá no segundo dia do fórum e contará ainda com a participação da Universidade de São Paulo – USP, que apresentará o diploma eletrônico com certificação ICP-Brasil, e do Governo do Estado do Rio de Janeiro que tratará da Gestão Eletrônica de Documentos.

Fonte: ITI

Serviço eduroam será disponibilizado em locais públicos de Porto Alegre

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) assinaram uma carta de intenção para a disponibilização do serviço eduroam (education roaming), de rede sem fio, em locais públicos de Porto Alegre. O anúncio foi feito durante o II Fórum RNP, realizado entre os dias 27 e 29/8 em Brasília.

Segundo o supervisor de Telecomunicações da Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa), Adriano Ramos Gonçalves, a prefeitura da cidade já tem 32 locais onde está disponível uma rede wifi, iniciativa chamada de Procempa Livre.

O eduroam estará presente nos locais onde já passa essa infraestrutura, beneficiando pesquisadores, professores, alunos e demais funcionários vinculados às instituições de ensino e pesquisa. “Hoje, em vários locais de Porto Alegre, já é possível navegar com acesso livre. O Mercado Público é um exemplo, um lugar turístico onde gostaríamos de instalar o piloto do eduroam. A nossa ideia é levar o serviço para todos os nossos pontos wifi, a fim de incentivar outras estruturas de governo a fazerem isso”, afirmou Gonçalves.

A carta de intenção contou com a assinatura do diretor-geral da RNP, Nelson Simões, da diretora do Centro de Processamento de Dados da UFRGS, Jussara Musse, além de Adriano Ramos Gonçalves, pela Procempa.

O eduroam é um serviço de acesso sem fio seguro para o uso da comunidade internacional de ensino e pesquisa, com mais de dez mil pontos de acessos e presença em mais de 60 países. No Brasil, o serviço é gerenciado e operado pela RNP e atualmente conta com mais de 840 pontos espalhados por todas as regiões. Através da autenticação com uso das credenciais de sua instituição de origem, o usuário pode acessar o wifi em qualquer localidade, no Brasil e no mundo, onde houver pontos de acesso eduroam.

Fonte: RNP