Os doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Fronteira da Universidade Federal do Amapá (PPGEF/UNIFAP), Clarine Thays Barbosa da Silva e José Willian da Silva Feitosa, foram eleitos delegados para representar o estado do Amapá na 2ª Conferência Nacional de Arquivos (2ª CNArq).
A eleição ocorreu no dia 17 de abril, no auditório do prédio da Pós-Graduação da UNIFAP, durante a realização da Etapa Estadual Amapá da 2ª CNArq. O encontro foi organizado pelos discentes em parceria com o Centro de Memória, Documentação Histórica e Arquivo (Cemedharq/UNIFAP) e reuniu representantes da sociedade civil, profissionais da área arquivística, movimentos sociais, instituições públicas e privadas, pesquisadores e estudantes.
A Etapa Estadual da 2ª CNArq consolidou-se como um importante espaço de debate sobre a realidade arquivística do Amapá, promovendo discussões acerca dos desafios relacionados à preservação documental, à gestão dos arquivos e à formulação de estratégias voltadas ao fortalecimento dessas instituições como instrumentos fundamentais de transparência, memória social e garantia de direitos. Afinal:
“Arquivos são infraestruturas de informação indispensáveis à sociedade e ao Estado. Asseguram continuidade administrativa, transparência, eficácia das políticas públicas e garantia de direitos. Sustentam identidades, memórias coletivas, pesquisas científicas, lutas por reconhecimento, iniciativas culturais, ações de movimentos sociais e a vida cotidiana de indivíduos e comunidades. Funcionam, portanto, como instrumentos estruturantes de cidadania, participação e controle social, além de referências essenciais para a história e para a governança democrática.” (CONARQ, 2026).
A 2ª Conferência Nacional de Arquivos (2ª CNArq) terá como tema central “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia” e será realizada entre os dias 26 e 28 de maio de 2026, em Brasília-DF. O evento volta a ser realizado após 15 anos, desde sua primeira edição, ocorrida em 2011.
A conferência tem como objetivo promover uma reflexão pública qualificada sobre as políticas arquivísticas no Brasil, discutindo modelos de governança e financiamento, o fortalecimento das capacidades institucionais dos setores público e privado, a análise do marco legal e a ampliação da participação social. Além disso, busca colocar os arquivos públicos, privados e comunitários — no centro das discussões sobre democracia, informação, memória e garantia de direitos.