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Filme de professor do Curso de Jornalismo é selecionado para o catálogo do Itaú Cultural Play

Andrely Barata*

Gian Danton, pseudônimo do professor  Dr. Ivan Carlo Andrade, é reconhecido nacional e internacionalmente por sua carreira no universo da Cultura Pop, indo de histórias em quadrinhos ao cinema. Escritor de roteiros para HQs e de diversos livros, Ivan Carlo  também leva o Amapá para suas produções audiovisuais. Magrela, filme de sua autoria, está entre os curta-metragens da Mostra Olhar Panorâmico, do 8° Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, realizado em Manaus (AM) e passa a integrar o catálogo da plataforma de streaming do Itaú Cultural Play. 

Ivan Carlo ressalta que o Itaú Cultural é uma das principais plataformas de streaming no Brasil para obras autorais e artísticas. “É um passo muito importante para o audiovisual amapaense, e também para o ‘Magrela’, especificamente, que já foi selecionado para vários festivais”, conta. Durante o Festival Independente de Curtas de Ficção do Amapá (FICÇA), Magrela conquistou as premiações de Melhor Direção e Melhor Ator, além de Melhor Atriz Coadjuvante no 49° Festival Guarnicê de Cinema, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

“Eu me sinto muito feliz de a minha primeira produção como diretor, de forma profissional, ter essa repercussão. E não é só a questão dos prêmios ou da seleção, é principalmente a aceitação das pessoas”, afirma Ivan Carlo. Apesar de já haver atuado profissionalmente no audiovisual com roteiros, Magrela marca o primeiro trabalho de Gian Danton na direção.

Recordando a fase inicial do audiovisual amapaense, Ivan Carlo lembra de um cenário mais desafiador. “Eu costumo dizer que era amador no sentido de que eram pessoas que amavam o audiovisual e faziam na marra mesmo, então um emprestava o equipamento do outro, e eu cheguei a fazer alguns nesse período com o meu filho”.

Cada vitória de Magrela representa, ainda, uma conquista do trabalho coletivo da equipe de produção audiovisual, e reforça o Amapá como protagonista e autor de suas próprias narrativas. O filme de Ivan Carlo (Gian Danton) está disponível em: https://www.itauculturalplay.com.br/

*Estágiaria da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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Projeto de pesquisa busca entender o cinema sob a perspectiva da semiótica 

Professor Rafael Wagner. Foto: Maria Lua.

Por Eduardo Lima*

O Projeto de Pesquisa “Cinema e semiótica: estudos cinematográficos a partir da teoria de Charles S. Peirce” propõe discutir como os filmes são influenciados pela Teoria Semiótica. A iniciativa, coordenada pelo professor Dr. Rafael Wagner Costa, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap), reúne estudantes para discutir a análise dos signos cinematográficos presentes em filmes, os componentes da imagem cinematográfica e incentivar o conhecimento da história da sétima arte, em especial, o cenário brasileiro.

A ação utiliza a teoria semiótica, um conjunto de postulados que estuda como os fenômenos do mundo podem ser vistos sob três categorias: Primeiridade, Secundidade e Terceiridade. Estes conceitos dizem como o cinema, em sua possibilidade de expressar algo, faz o indivíduo reagir, criando uma relação de análise entre o que está em exibição e o que está fora dele.

O coordenador Rafael Wagner explica como funciona a dinâmica entre os estudantes participantes: “Temos encontros uma vez por mês. São alternados entre encontros teóricos para debater textos e outros em que debatemos filmes sobre o viés semiótico”. O docente atua no curso de Jornalismo, ensina a teoria semiótica na disciplina de Estudos de Imagem.

Em 2026, o grupo de pesquisa vai focar na produção de material para a divulgação científica. “Estamos desenvolvendo trabalhos com o objetivo de publicação. Os alunos estão enviando para revistas, congressos e livros trabalhos na temática semiótica do cinema”, destaca Rafael Wagner sobre os resultados das discussões e debates envolvendo cinema e semiótica.

Atualmente, o projeto conta com seis alunos do curso de Jornalismo da Unifap. Um dos participantes é o bolsista de iniciação científica, Gabriel Bogéa, que destaca a importância do projeto. “Para quem é apaixonado por cinema, é poder se manter vivo no debate que é a sétima arte. É importante a gente analisar o cinema de forma política”. 

O estudante desenvolve um trabalho sobre o filme Signo do Caos, de Rogério Sganzerla, e ressalta que o grupo vai para além dos estudos. “A pessoa que ama o cinema vai se identificar com outras também, criando um grupo para discussão além da arte”.

A partir de 2027, o projeto vai abrir vagas para novos estudantes interessados. Conforme o coordenador, para participar do projeto “é necessário ter feito a disciplina Estudos de Imagem, dada no 4o semestre [de jornalismo]. A partir do 5o semestre, aqueles que gostarem do tema de Semiótica e Cinema, podem participar do projeto”.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo