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Livro produzido por estudantes de Jornalismo é vencedor no Expocom Norte 2026 

*Por Eduardo Lima

O “Livro fotodocumental experimental: visadas” ganhou na modalidade Edição de Livro, da Categoria Produção Transdisciplinar, na etapa regional Prêmio Expocom Norte. A premiação é realizada pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação (Intercom), maior associação de pesquisadores da área de Comunicação no Brasil. Agora o trabalho vai representar a Região Norte na etapa nacional da premiação, que será realizada em Brasília no mês de setembro. 

O aluno do curso de Jornalismo da Unifap, Lucas Pimentel, foi o responsável pela apresentação do trabalho. O livro é composto por conjunto de textos e fotos produzidos por estudantes da turma 2025. Os grupos escolheram o tema de forma livre e olharam para si mesmos através de lentes sociológicas. A produção foi orientada pelos professores Dr. Augusto Bozz e Dra. Roberta Scheibe, nas disciplinas de Introdução ao Planejamento Gráfico e Sociologia da Comunicação.

Além da produção vencedora, outras produções de estudantes do curso de Jornalismo da Unifap também concorreram na etapa regional, são eles:

  • Documentário – “Do atabaque ao maracá: dois elos da mesma fé” – Paulo Rafael Silva
  • Reportagem – “O caminho do sangue: a jornada que começa na solidariedade e termina em vidas salvas” – Yasmin Oliveira
  • Fotojornalismo – “Arte e ancestralidade: a cerâmica como linguagem de identidade afro-amazônico” – Talita Paiva
  • Jornalismo literário – “Mais que medalhas: o legado de Luís Silva dentro e fora da piscina” – Bruno Ribeiro
  • História em Quadrinhos – “Tainá em: você conhece a vacina do HPV?” – Gabriela Vasconcelos
  • Revista Customizada – “Raízes Aéreas” – Fernanda Karen
  • Projeto de Comunicação Integrada – “Plano de Comunicação Integrada para o Cine Teatro Territorial” – Paulo Gama

Intercom Norte

Além da participação dos estudantes no Expocom, o Congresso Intercom Norte 2026 contou com a participação de docentes e outros alunos e alunas do curso de Jornalismo da Unifap.

O professor Dr. Alan Milhomem integrou a  Rede Organizadora do evento. O professor Dr. Danilo Borges atuou como coordenador de uma das sessões do GT Estudos Em/Da Comunicação. As alunas Raila Souza e Ellen Fernanda atuaram como monitoras do evento.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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Rádio Pop completa 200 episódios discutindo a cultura pop no Amapá

*Por Eduardo Lima

Foto: Raila Souza

O Projeto de Extensão Rádio Pop apresentou, nessa quinta-feira (28/05), seu episódio de número 200 desde que foi retomado em 2017. O projeto de extensão tem o objetivo de trazer e discutir a cultura pop no Amapá por meio de um programa de rádio veiculado toda quinta-feira na Rádio Universitária. Ao longo do tempo, o programa se tornou referência no debate sobre cultura pop e conta com a participação de alunos do curso de Jornalismo na produção e apresentação dos episódios.

Coordenado pelo professor Dr. Ivan Carlo, a Rádio Pop surgiu em 2013, sendo o programa ativo mais antigo da Rádio Universitária e apresenta um bate papo entre os apresentadores sobre os mais diversos temas ligados à área. O professor conta que o projeto surgiu por causa da alta demanda por cultura pop no Amapá. “Não se falava na rádio sobre cinema, quadrinhos, games, seriados e até literatura mais pobre. Minha visão de cultura pop é ampla”, afirma. 

A voluntária do programa, Ágatha Corrêa, conta como a rádio ajudou a desenvolver sua perspectiva profissional. “O meu trabalho envolve coisas que eu gosto, principalmente a cultura popular, uma área que nunca foi vista com bons olhos pela comunidade acadêmica, mas que tem um papel importante na sociedade. Criei vínculos com meus colegas e tive uma relação de proximidade com professores e alunos”. 

O Rádio Pop foi responsável pela formação de profissionais importantes para o jornalismo amapaense, que atuam como repórteres ou professores do curso, além de fazer parte do cotidiano da população amapaense. “É o programa que tem mais comentários no Youtube. É muita gente pedindo pra ter toda semana. Acredito que tenha ajudado as pessoas a encontrarem e valorizarem a cultura pop e o que é local”, conta o professor.

O programa Rádio Pop também tem relação com outro projeto de pesquisa de Ivan Carlo, o “Linguagem dos Quadrinhos”, além do evento Aspas Norte, por apresentarem e incentivarem a produção de cultura pop no estado. Para quem quiser acompanhar o programa Rádio Pop, basta sintonizar na Rádio Universitária 96,9 FM toda quinta-feira, às 17h.

Foto: Raila Souza.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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Projeto de pesquisa estuda a linguagem dos quadrinhos e o processo de decolonialidade

Professor Ivan Carlo. Foto: Acervo pessoal.

Com o objetivo de reunir estudos sobre a linguagem das histórias em quadrinhos, o professor Dr. Ivan Carlo realiza a segunda etapa do projeto de pesquisa “A Linguagem dos Quadrinhos”. O estudo aborda, ainda, a evolução e a influência da linguagem das histórias em quadrinhos no cinema e nas séries, além de traçar as características e o panorama dos quadrinhos amazônicos. A motivação para pesquisar sobre o tema surgiu quando o professor questionou a exclusão de certas regiões do Brasil de premiações nacionais.

“Em 2023, houve uma campanha para dizer que o Prêmio Angelo Agostini era inclusivo. Quando vi a lista de pessoas que ganharam, todas eram de São Paulo. Aí surgiu a ideia de fazer uma pesquisa para o Aspas Nacional, o que me levou para a decolonialidade. Você tem a colonialidade interna da região Centro-Sul com relação à Região Norte”, conta o pesquisador.

Um dos resultados da primeira etapa do projeto foi a criação do Prêmio Mapinguari dos Quadrinhos, com o objetivo de incentivar e fomentar a produção de quadrinhos e quadrinistas da Região Norte do Brasil. O prêmio busca valorizar produções que expressem a diversidade cultural nortista. A criadora da honraria agradeceu à pesquisa do professor Ivan Carlo por ter contribuído para a criação do prêmio. Na edição de 2025, o professor foi jurado da premiação.

O pesquisador ainda destaca como o trabalho pode contribuir também para o cenário audiovisual. “Eu espero que haja também a valorização das narrativas regionais. As narrativas audiovisuais amazônidas são invisibilizadas. Há um discurso de que nós não sabemos narrar nossas próprias histórias. Espero que a pesquisa dê visibilidade para produções locais e regionais e que a Amazônia deixe de ser cenário e comece a ser protagonista de suas histórias.”

O projeto desenvolvido também já resultou na criação do Aspas Norte, versão regional dos congressos da Aspas (Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial), e na publicação de dois livros: A Linguagem dos Quadrinhos e Cultura Pop, Comunicação e Linguagem.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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Projeto de pesquisa busca entender o cinema sob a perspectiva da semiótica 

Professor Rafael Wagner. Foto: Maria Lua.

Por Eduardo Lima*

O Projeto de Pesquisa “Cinema e semiótica: estudos cinematográficos a partir da teoria de Charles S. Peirce” propõe discutir como os filmes são influenciados pela Teoria Semiótica. A iniciativa, coordenada pelo professor Dr. Rafael Wagner Costa, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap), reúne estudantes para discutir a análise dos signos cinematográficos presentes em filmes, os componentes da imagem cinematográfica e incentivar o conhecimento da história da sétima arte, em especial, o cenário brasileiro.

A ação utiliza a teoria semiótica, um conjunto de postulados que estuda como os fenômenos do mundo podem ser vistos sob três categorias: Primeiridade, Secundidade e Terceiridade. Estes conceitos dizem como o cinema, em sua possibilidade de expressar algo, faz o indivíduo reagir, criando uma relação de análise entre o que está em exibição e o que está fora dele.

O coordenador Rafael Wagner explica como funciona a dinâmica entre os estudantes participantes: “Temos encontros uma vez por mês. São alternados entre encontros teóricos para debater textos e outros em que debatemos filmes sobre o viés semiótico”. O docente atua no curso de Jornalismo, ensina a teoria semiótica na disciplina de Estudos de Imagem.

Em 2026, o grupo de pesquisa vai focar na produção de material para a divulgação científica. “Estamos desenvolvendo trabalhos com o objetivo de publicação. Os alunos estão enviando para revistas, congressos e livros trabalhos na temática semiótica do cinema”, destaca Rafael Wagner sobre os resultados das discussões e debates envolvendo cinema e semiótica.

Atualmente, o projeto conta com seis alunos do curso de Jornalismo da Unifap. Um dos participantes é o bolsista de iniciação científica, Gabriel Bogéa, que destaca a importância do projeto. “Para quem é apaixonado por cinema, é poder se manter vivo no debate que é a sétima arte. É importante a gente analisar o cinema de forma política”. 

O estudante desenvolve um trabalho sobre o filme Signo do Caos, de Rogério Sganzerla, e ressalta que o grupo vai para além dos estudos. “A pessoa que ama o cinema vai se identificar com outras também, criando um grupo para discussão além da arte”.

A partir de 2027, o projeto vai abrir vagas para novos estudantes interessados. Conforme o coordenador, para participar do projeto “é necessário ter feito a disciplina Estudos de Imagem, dada no 4o semestre [de jornalismo]. A partir do 5o semestre, aqueles que gostarem do tema de Semiótica e Cinema, podem participar do projeto”.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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AGCom consolida espaço de prática no curso de Jornalismo da Unifap

Homepage do site da AGCom. Fonte: Captura de tela.

Por Eduardo Lima*

O Portal da Agência Experimental de Comunicação (AGCom) é um projeto de extensão da Universidade Federal do Amapá (Unifap) destinado aos alunos de Jornalismo. A proposta é criar um espaço para que os estudantes do curso pudessem divulgar trabalhos acadêmicos feitos nas disciplinas. A produção dentro da AGCom é variada, com a publicação de reportagens, webséries e conteúdo para as redes sociais.

“Muitas das vezes, esse material fica apenas para entregar para o professor, mas são materiais importantes e que não têm espaço na mídia local. A AGCom acaba sendo uma referência de pautas que dificilmente chegam na mídia tradicional. Os alunos conseguem trazer outros olhares para temas que a gente vive diariamente”, destaca o atual coordenador do projeto, professor Alan Milhomem. O docente leciona disciplinas de Redação e Reportagem no curso de Jornalismo e aponta o portal de notícias como uma forma de iniciar os alunos na produção jornalística.

A bolsista da projeto, Ellen Sousa, fala sobre sua experiência atuando na agência: “É muito interessante ver não só histórias, mas escritas diferentes. Não só isso, mas no programa Fala, Cientista!, nós entrevistamos pesquisadores da Unifap para entender suas pesquisas. É muito enriquecedor e a gente precisa ter esse olhar para além da gente”. A estudante tem o objetivo de se tornar pesquisadora de comunicação e a AGCom ajudou a desenvolver sua perspectiva profissional. “Esse olhar que eu tenho possibilidade de ter me faz pensar que é difícil, mas não impossível”, afirma.

A AGCom, enquanto atividade de extensão do curso de Jornalismo, teve seu início entre 2015 e 2016, passando por várias atividades, formatos e coordenações. Enquanto portal de notícias, o projeto se consolidou a partir de 2019, quando a professora do curso de Jornalismo Lylian Rodrigues registrou a iniciativa como um projeto de extensão do curso. A docente percebeu no projeto uma forma de manter um canal para dar visibilidade para as produções do curso. 

“Iniciei com a ideia de fazer uma produção de reportagens, eu mesma. No final de 2019, inscrevi o projeto e consegui quatro bolsas para estudantes. No início de 2020, eu tinha uma equipe de bolsistas para pensar a estrutura de um portal de notícias e uma equipe de produção de reportagem para que a gente mantivesse uma rotina”, conta a professora. Em 2022, o professor Alan Milhomem passou a fazer parte do projeto e, desde 2025, assumiu a coordenação da agência, mantendo AGCom como um projeto de extensão do curso e um espaço para as produções das disciplinas práticas.

Atualmente, o site da AGCom conta principalmente com publicações de webreportagens produzidas nas disciplinas práticas, atualizações sobre esportes realizada por discentes da disciplina de Jornalismo Esportivo e com a publicação da websérie “Fala, Cientista!”. Mas ao longo da história, a agência já teve a websérie Fala Preta, o programa Repórter Universitário e produções exclusivas realizadas em parcerias com outras instituições.

Acesse o site da AGCom aqui e conheça as produções do curso de Jornalismo.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo