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Projeto de pesquisa busca entender o cinema sob a perspectiva da semiótica 

Professor Rafael Wagner. Foto: Maria Lua.

Por Eduardo Lima*

O Projeto de Pesquisa “Cinema e semiótica: estudos cinematográficos a partir da teoria de Charles S. Peirce” propõe discutir como os filmes são influenciados pela Teoria Semiótica. A iniciativa, coordenada pelo professor Dr. Rafael Wagner Costa, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap), reúne estudantes para discutir a análise dos signos cinematográficos presentes em filmes, os componentes da imagem cinematográfica e incentivar o conhecimento da história da sétima arte, em especial, o cenário brasileiro.

A ação utiliza a teoria semiótica, um conjunto de postulados que estuda como os fenômenos do mundo podem ser vistos sob três categorias: Primeiridade, Secundidade e Terceiridade. Estes conceitos dizem como o cinema, em sua possibilidade de expressar algo, faz o indivíduo reagir, criando uma relação de análise entre o que está em exibição e o que está fora dele.

O coordenador Rafael Wagner explica como funciona a dinâmica entre os estudantes participantes: “Temos encontros uma vez por mês. São alternados entre encontros teóricos para debater textos e outros em que debatemos filmes sobre o viés semiótico”. O docente atua no curso de Jornalismo, ensina a teoria semiótica na disciplina de Estudos de Imagem.

Em 2026, o grupo de pesquisa vai focar na produção de material para a divulgação científica. “Estamos desenvolvendo trabalhos com o objetivo de publicação. Os alunos estão enviando para revistas, congressos e livros trabalhos na temática semiótica do cinema”, destaca Rafael Wagner sobre os resultados das discussões e debates envolvendo cinema e semiótica.

Atualmente, o projeto conta com seis alunos do curso de Jornalismo da Unifap. Um dos participantes é o bolsista de iniciação científica, Gabriel Bogéa, que destaca a importância do projeto. “Para quem é apaixonado por cinema, é poder se manter vivo no debate que é a sétima arte. É importante a gente analisar o cinema de forma política”. 

O estudante desenvolve um trabalho sobre o filme Signo do Caos, de Rogério Sganzerla, e ressalta que o grupo vai para além dos estudos. “A pessoa que ama o cinema vai se identificar com outras também, criando um grupo para discussão além da arte”.

A partir de 2027, o projeto vai abrir vagas para novos estudantes interessados. Conforme o coordenador, para participar do projeto “é necessário ter feito a disciplina Estudos de Imagem, dada no 4o semestre [de jornalismo]. A partir do 5o semestre, aqueles que gostarem do tema de Semiótica e Cinema, podem participar do projeto”.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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AGCom consolida espaço de prática no curso de Jornalismo da Unifap

Homepage do site da AGCom. Fonte: Captura de tela.

Por Eduardo Lima*

O Portal da Agência Experimental de Comunicação (AGCom) é um projeto de extensão da Universidade Federal do Amapá (Unifap) destinado aos alunos de Jornalismo. A proposta é criar um espaço para que os estudantes do curso pudessem divulgar trabalhos acadêmicos feitos nas disciplinas. A produção dentro da AGCom é variada, com a publicação de reportagens, webséries e conteúdo para as redes sociais.

“Muitas das vezes, esse material fica apenas para entregar para o professor, mas são materiais importantes e que não têm espaço na mídia local. A AGCom acaba sendo uma referência de pautas que dificilmente chegam na mídia tradicional. Os alunos conseguem trazer outros olhares para temas que a gente vive diariamente”, destaca o atual coordenador do projeto, professor Alan Milhomem. O docente leciona disciplinas de Redação e Reportagem no curso de Jornalismo e aponta o portal de notícias como uma forma de iniciar os alunos na produção jornalística.

A bolsista da projeto, Ellen Sousa, fala sobre sua experiência atuando na agência: “É muito interessante ver não só histórias, mas escritas diferentes. Não só isso, mas no programa Fala, Cientista!, nós entrevistamos pesquisadores da Unifap para entender suas pesquisas. É muito enriquecedor e a gente precisa ter esse olhar para além da gente”. A estudante tem o objetivo de se tornar pesquisadora de comunicação e a AGCom ajudou a desenvolver sua perspectiva profissional. “Esse olhar que eu tenho possibilidade de ter me faz pensar que é difícil, mas não impossível”, afirma.

A AGCom, enquanto atividade de extensão do curso de Jornalismo, teve seu início entre 2015 e 2016, passando por várias atividades, formatos e coordenações. Enquanto portal de notícias, o projeto se consolidou a partir de 2019, quando a professora do curso de Jornalismo Lylian Rodrigues registrou a iniciativa como um projeto de extensão do curso. A docente percebeu no projeto uma forma de manter um canal para dar visibilidade para as produções do curso. 

“Iniciei com a ideia de fazer uma produção de reportagens, eu mesma. No final de 2019, inscrevi o projeto e consegui quatro bolsas para estudantes. No início de 2020, eu tinha uma equipe de bolsistas para pensar a estrutura de um portal de notícias e uma equipe de produção de reportagem para que a gente mantivesse uma rotina”, conta a professora. Em 2022, o professor Alan Milhomem passou a fazer parte do projeto e, desde 2025, assumiu a coordenação da agência, mantendo AGCom como um projeto de extensão do curso e um espaço para as produções das disciplinas práticas.

Atualmente, o site da AGCom conta principalmente com publicações de webreportagens produzidas nas disciplinas práticas, atualizações sobre esportes realizada por discentes da disciplina de Jornalismo Esportivo e com a publicação da websérie “Fala, Cientista!”. Mas ao longo da história, a agência já teve a websérie Fala Preta, o programa Repórter Universitário e produções exclusivas realizadas em parcerias com outras instituições.

Acesse o site da AGCom aqui e conheça as produções do curso de Jornalismo.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo