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Rádio Pop completa 200 episódios discutindo a cultura pop no Amapá

*Por Eduardo Lima

Foto: Raila Souza

O Projeto de Extensão Rádio Pop apresentou, nessa quinta-feira (28/05), seu episódio de número 200 desde que foi retomado em 2017. O projeto de extensão tem o objetivo de trazer e discutir a cultura pop no Amapá por meio de um programa de rádio veiculado toda quinta-feira na Rádio Universitária. Ao longo do tempo, o programa se tornou referência no debate sobre cultura pop e conta com a participação de alunos do curso de Jornalismo na produção e apresentação dos episódios.

Coordenado pelo professor Dr. Ivan Carlo, a Rádio Pop surgiu em 2013, sendo o programa ativo mais antigo da Rádio Universitária e apresenta um bate papo entre os apresentadores sobre os mais diversos temas ligados à área. O professor conta que o projeto surgiu por causa da alta demanda por cultura pop no Amapá. “Não se falava na rádio sobre cinema, quadrinhos, games, seriados e até literatura mais pobre. Minha visão de cultura pop é ampla”, afirma. 

A voluntária do programa, Ágatha Corrêa, conta como a rádio ajudou a desenvolver sua perspectiva profissional. “O meu trabalho envolve coisas que eu gosto, principalmente a cultura popular, uma área que nunca foi vista com bons olhos pela comunidade acadêmica, mas que tem um papel importante na sociedade. Criei vínculos com meus colegas e tive uma relação de proximidade com professores e alunos”. 

O Rádio Pop foi responsável pela formação de profissionais importantes para o jornalismo amapaense, que atuam como repórteres ou professores do curso, além de fazer parte do cotidiano da população amapaense. “É o programa que tem mais comentários no Youtube. É muita gente pedindo pra ter toda semana. Acredito que tenha ajudado as pessoas a encontrarem e valorizarem a cultura pop e o que é local”, conta o professor.

O programa Rádio Pop também tem relação com outro projeto de pesquisa de Ivan Carlo, o “Linguagem dos Quadrinhos”, além do evento Aspas Norte, por apresentarem e incentivarem a produção de cultura pop no estado. Para quem quiser acompanhar o programa Rádio Pop, basta sintonizar na Rádio Universitária 96,9 FM toda quinta-feira, às 17h.

Foto: Raila Souza.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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Projeto de pesquisa estuda a linguagem dos quadrinhos e o processo de decolonialidade

Professor Ivan Carlo. Foto: Acervo pessoal.

Com o objetivo de reunir estudos sobre a linguagem das histórias em quadrinhos, o professor Dr. Ivan Carlo realiza a segunda etapa do projeto de pesquisa “A Linguagem dos Quadrinhos”. O estudo aborda, ainda, a evolução e a influência da linguagem das histórias em quadrinhos no cinema e nas séries, além de traçar as características e o panorama dos quadrinhos amazônicos. A motivação para pesquisar sobre o tema surgiu quando o professor questionou a exclusão de certas regiões do Brasil de premiações nacionais.

“Em 2023, houve uma campanha para dizer que o Prêmio Angelo Agostini era inclusivo. Quando vi a lista de pessoas que ganharam, todas eram de São Paulo. Aí surgiu a ideia de fazer uma pesquisa para o Aspas Nacional, o que me levou para a decolonialidade. Você tem a colonialidade interna da região Centro-Sul com relação à Região Norte”, conta o pesquisador.

Um dos resultados da primeira etapa do projeto foi a criação do Prêmio Mapinguari dos Quadrinhos, com o objetivo de incentivar e fomentar a produção de quadrinhos e quadrinistas da Região Norte do Brasil. O prêmio busca valorizar produções que expressem a diversidade cultural nortista. A criadora da honraria agradeceu à pesquisa do professor Ivan Carlo por ter contribuído para a criação do prêmio. Na edição de 2025, o professor foi jurado da premiação.

O pesquisador ainda destaca como o trabalho pode contribuir também para o cenário audiovisual. “Eu espero que haja também a valorização das narrativas regionais. As narrativas audiovisuais amazônidas são invisibilizadas. Há um discurso de que nós não sabemos narrar nossas próprias histórias. Espero que a pesquisa dê visibilidade para produções locais e regionais e que a Amazônia deixe de ser cenário e comece a ser protagonista de suas histórias.”

O projeto desenvolvido também já resultou na criação do Aspas Norte, versão regional dos congressos da Aspas (Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial), e na publicação de dois livros: A Linguagem dos Quadrinhos e Cultura Pop, Comunicação e Linguagem.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo