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Seminário vai discutir a pesquisa em comunicação no Amapá 

Eduardo Lima*

O curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap) realizará, nos dias 25, 26 e 27 de agosto, o I Seminário de Pesquisa em Comunicação no Amapá. O evento tem a proposta de promover a discussão científica e a cultura da pesquisa entre estudantes e profissionais da comunicação e de outras áreas.

“É o momento que debatemos quais pesquisas em comunicação estão sendo produzidas no Amapá. A maior parte delas são dos egressos do curso. Então, além de permanecer diálogo com aqueles já formados, você mobiliza quem está na graduação para sustentar o debate”, declara a organizadora do evento e professora do curso de Jornalismo, Dra. Lylian Rodrigues. “Temos ainda estudantes de outras áreas que desejam dialogar com a pesquisa em comunicação. Para esse primeiro seminário, queremos escutar nossos egressos. Nosso objetivo é fortalecer a pesquisa local”, completa.

A programação vai contar com mesas de apresentação de estudantes de Iniciação Científica, das pesquisas de pós-graduação em nível mestrado e doutorado. Haverá também uma palestra e o minicurso “Além das Violências Estruturais”, ambas com o pesquisador e professor de comunicação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Pedro Benevides.

O evento também discute sobre a construção de um projeto de mestrado em Comunicação no Amapá. “A gente entende que precisa passar por reconhecer a produção e justificar a demanda pelo mestrado. Temos estudantes em pós-graduação, mas em outras áreas. Ofertar o mestrado no Amapá é motivo de fortalecer a formação qualificada e crítica no campo da comunicação”, afirma Lylian Rodrigues.

A inscrição no evento é gratuita e poder ser feita no site do seminário: https://www.even3.com.br/spca-771479/


*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Curso de Jornalismo tem 10 trabalhos aprovados no Intercom Nacional

Eduardo Lima*


Professores e estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap) aprovaram 10 trabalhos no 49° Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom Nacional), o maior evento científico da área de comunicação no Brasil . O congresso será realizado na Universidade Católica de Brasília (UCB) de 1° a 5 de setembro e é organizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).

Foram dez as produções aprovadas: três na categoria Grupo de Pesquisa, destinado a reunir pesquisadores interessados em investigar temas específicos na comunicação; e sete na categoria Intercom Júnior, que abrange pesquisas e relatos de estudantes desenvolvidos ao longo do curso de graduação.

“A participação dos professores e alunos/as do nosso curso no Intercom Nacional demonstra nossa maturidade acadêmica e qualidade das pesquisas desenvolvidas no curso de Jornalismo. Será um momento importante de divulgação dos nossos trabalhos para pesquisadores e pesquisadoras de várias partes do país”, destaca o coordenador do curso de Jornalismo, professor Alan Milhomem.

Dentre as produções aprovadas, estão as do professor Danilo Borges. O docente explica sobre o processo de construção dos trabalhos: “são resultado das discussões que tenho construído com estudantes da Unifap. Elas ganharam corpo e se estruturam nesses artigos que vamos apresentar no Intercom. Cinco trabalhos foram desenvolvidos no estado e estamos conseguindo falar com um dos maiores congressos de comunicação a partir do nosso território”. O professor apresentará nos seus trabalhos discussões sobre a comunicação no espaço digital no Amapá.

Danilo Borges teve um trabalho aprovado na categoria Grupo de Pesquisa e seis como co-autor na categoria Intercom Júnior, auxiliando estudantes na produção acadêmica. Além dele, outros docentes com trabalhos aprovados foram Alan Milhomem, Augusto Bozz, Lylian Rodrigues e Rafael Costa.

Para a estudante do 8° semestre, Ellen Fernanda, a participação no evento é importante para mostrar a realidade da comunicação amapaense. “A gente consegue ter o lugar pra falar o que a gente vive. Esses espaços são para a gente também. Em todo lugar, eu penso no Amapá para as pessoas olharem para cá e para as pessoas daqui terem perspectiva”. Ellen comenta ainda que as produções foram surgiram do esforço dela e seus colegas e que as aprovações são resultados de um trabalho coletivo. 

Outros estudantes com produções aprovadas foram Andrely Souza, Emilly Almeida, Eduardo Toloza, Iarley Aquino, Rayla de Souza, Eudenise Lobato, Rayssa Silva, Lucas Pimentel e Maria Fernanda. 

 

Conheça os trabalhos aprovados no Intercom Nacional 2026:

Anais Intercom Nacional 2026 — Grupos de Pesquisa 

 

Anais Intercom Nacional 2026 — Intercom Junior 

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Projeto de pesquisa estuda a linguagem dos quadrinhos e o processo de decolonialidade

Professor Ivan Carlo. Foto: Acervo pessoal.

Com o objetivo de reunir estudos sobre a linguagem das histórias em quadrinhos, o professor Dr. Ivan Carlo realiza a segunda etapa do projeto de pesquisa “A Linguagem dos Quadrinhos”. O estudo aborda, ainda, a evolução e a influência da linguagem das histórias em quadrinhos no cinema e nas séries, além de traçar as características e o panorama dos quadrinhos amazônicos. A motivação para pesquisar sobre o tema surgiu quando o professor questionou a exclusão de certas regiões do Brasil de premiações nacionais.

“Em 2023, houve uma campanha para dizer que o Prêmio Angelo Agostini era inclusivo. Quando vi a lista de pessoas que ganharam, todas eram de São Paulo. Aí surgiu a ideia de fazer uma pesquisa para o Aspas Nacional, o que me levou para a decolonialidade. Você tem a colonialidade interna da região Centro-Sul com relação à Região Norte”, conta o pesquisador.

Um dos resultados da primeira etapa do projeto foi a criação do Prêmio Mapinguari dos Quadrinhos, com o objetivo de incentivar e fomentar a produção de quadrinhos e quadrinistas da Região Norte do Brasil. O prêmio busca valorizar produções que expressem a diversidade cultural nortista. A criadora da honraria agradeceu à pesquisa do professor Ivan Carlo por ter contribuído para a criação do prêmio. Na edição de 2025, o professor foi jurado da premiação.

O pesquisador ainda destaca como o trabalho pode contribuir também para o cenário audiovisual. “Eu espero que haja também a valorização das narrativas regionais. As narrativas audiovisuais amazônidas são invisibilizadas. Há um discurso de que nós não sabemos narrar nossas próprias histórias. Espero que a pesquisa dê visibilidade para produções locais e regionais e que a Amazônia deixe de ser cenário e comece a ser protagonista de suas histórias.”

O projeto desenvolvido também já resultou na criação do Aspas Norte, versão regional dos congressos da Aspas (Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial), e na publicação de dois livros: A Linguagem dos Quadrinhos e Cultura Pop, Comunicação e Linguagem.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo