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Egressos/as do curso de Jornalismo da Unifap participam de programas nacionais de treinamento

Eduardo Lima*

Graduados/as em Jornalismo pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) participaram de diferentes programas nacionais de capacitação para jornalistas. Os egressos/as foram aprovados/as por meio de processo seletivo para três cursos de destaque na área no Brasil. As iniciativas ofereceram treinamento intensivo, laboratórios de criação e aulas práticas, além de palestras e rodas de conversa com profissionais renomados.

O objetivo dos programas é melhorar habilidades técnicas e contribuir para a formação de jornalistas comprometidos com o interesse público, além de diversificar o perfil dos profissionais de comunicação. A participação nos programas reflete a qualidade do curso da Unifap e como os jornalistas recém-formados estão se preparando ainda mais para o mercado de trabalho e diversificando suas áreas de atuação. 

Curso Pública de Jornalismo 

A iniciativa “Curso Pública de Jornalismo” da Agência Pública é voltada para pessoas autodeclaradas negras, indígenas e trans que tenham finalizado a graduação em Jornalismo nos últimos três anos. O objetivo é incentivar o jornalismo independente, formar jornalistas comprometidos com o interesse público e dos direitos humanos e diversificar o perfil dos jornalistas brasileiros. O programa iniciou em agosto e segue até janeiro de 2026.

“O que mais me motivou a me inscrever no programa foi a ausência de oportunidade de formação no estado. Na universidade não temos mestrado em comunicação. Isso me fez encontrar a formação da Agência Pública”, disse o jornalista Muximba (Paulo Rafael), sobre o que motivou sua inscrição no programa. “Eu nunca imaginei que teria alguém do Amapá entre os selecionados. É raro conseguirmos acessar esses espaços. Espero que outras pessoas do estado consigam acesso a programas de treinamento. É uma oportunidade e temos muito a dizer e ensinar”, afirma.

Muximba é jornalista focado em educomunicação, audiovisual, jornalismo investigativo e comunicação aplicada à incidência política socioambiental, com atuação no Instituto Mapinguari. Ele conta que o programa de treinamento ajudará no crescimento profissional.

“Essa formação é como se fosse uma especialização em jornalismo investigativo. Quero trazer esses novos aprendizados e construir um jornalismo investigativo provocativo que queria entender as questões políticas. Tive oportunidade de poder falar sobre o que vivemos aqui no cenário político e ambiental. Quero falar na perspectiva de quem vive aqui”, afirma. 

O Curso Pública de Jornalismo é o primeiro programa de treinamento da Agência Pública e tem duração de seis meses, oferecendo aulas on-line, mentorias profissionais, elaboração de projetos e prática presencial na redação em São Paulo. É realizado pela Agência Pública, fundada em 2011, sendo a primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos no Brasil. Conheça mais sobre o programa: Curso Pública de Jornalismo 

Jornada Galápagos de Jornalismo

“Tivemos a grata surpresa de ter duas pessoas representantes do Amapá pela primeira vez. Foi uma imersão de duas semanas, bem corrida e cansativa, mas muito gratificante. A jornada me instigou a ter a certeza de que eu estava no caminho certo, a abrir meus horizontes”, conta o jornalista Neto Vinhas, sobre sua experiência de participação na Jornada Galápagos de Jornalismo.

A iniciativa reúne jornalistas e produtores de conteúdo de todo o Brasil para atualizar, capacitar e formar profissionais durante duas semanas em São Paulo. O tema da edição de 2026 foi: Inteligência Artificial, Democracia e Negócios na era Digital. 

Outra jornalista amapaense e egressa do curso de Jornalismo da Unifap aceita no programa foi Mariana Braga, que se interessou após ver um anúncio nas redes sociais. “Quando eu pesquisei sobre a Jornada, vi que tinha muita gente de renome no jornalismo. E eu vi o tema deste ano, Inteligência Artificial, o que me incomoda muito dentro da nossa área. Foi uma oportunidade de trabalhar, fazer amigos e conhecer a maior cidade da América Latina. Eu não pensei duas vezes em me inscrever”, conta. 

Mariana é repórter do Grupo Rede Amazônica no Amapá. Ela relata que, em sua carreira, viu profissionais e estudantes utilizarem a IA para fazer jornalismo, mas acredita que é necessário se adequar ao uso. “O que podemos fazer é alinhar, colocar regras. Vim com estes planos para falar com a redação e meus colegas sobre o uso da IA. Agora, temos ainda mais valor por reconhecer o que é feito por humanos ou não”, destaca. 

Além de discussões sobre o tema principal, a Jornada Galápagos é uma iniciativa que abre portas para o mercado profissional e ensina como tratar diferentes temas sob um olhar crítico. “É uma troca com os participantes de todas as regiões. É uma oportunidade para quem não tem a voz ecoada e também de crescimento profissional e abre portas de trabalho dentro e fora do eixo Rio-São Paulo. É uma experiência transformadora”, declara Neto sobre a importância do programa. Ele é assessor de comunicação e já havia tentado o programa duas vezes até ser aceito em 2026.

A Jornada Galápagos de Jornalismo, desde sua primeira edição em 2019, é realizada pela Galápagos, uma startup de mídia focada em criação, curadoria, consultoria e educação em produção de conteúdo. Conheça mais sobre o programa: Jornada Galápagos de Jornalismo.  

Programa de Treinamento em Jornalismo Diário da folha de São Paulo

A 70° edição do Programa de Treinamento em Jornalismo Diário da Folha de São Paulo foi realizada de março a junho deste ano e teve turmas focadas na editoria de Economia. Por meio de conversas, palestras e práticas, os selecionados passaram por uma imersão na rotina do jornal Folha de São Paulo.

“No início, tinha muitas aulas sobre cobertura de serviço em economia, panorama de sistema financeiro, questão fiscal, contas públicas, até escolas de economia, tudo de forma didática”, relata a jornalista Maria Clara Prudêncio, que vivenciou o treinamento de três meses na sede do jornal em São Paulo. “Na primeira semana, você recebe o Manual da Folha de São Paulo. Tem regras que te ensinam a como ser um bom repórter. A intenção é que você não tenha problemas quando for escrever”, ressalta. 

Maria Clara concluiu a graduação no curso de Jornalismo na Unifap e é webrepórter no g1 Amapá, da Rede Amazônica. Ela conta que sua motivação para se inscrever no programa foi a insatisfação com o mercado de trabalho amapaense. Quando a Folha de São Paulo divulgou o período de inscrições para o programa, Maria Clara pensou que seria uma oportunidade para sua carreira. “O programa me formou de novo. Eu melhorei a forma como eu penso, como eu me preocupo com o leitor, de pensar na pessoa do outro lado, que precisa entender o que eu escrevo. Além de voltar uma jornalista melhor, você ganha o peso de ter um nome nacional no currículo e isso abre muitas portas”, garante. 

O Programa de Treinamento em Jornalismo Diário é organizado pela Folha de São Paulo e voltado a estudantes universitários, jornalistas e profissionais de outras áreas. É um treinamento imersivo de três meses na redação da Folha, no centro de São Paulo, para que os selecionados possam vivenciar a rotina dos jornalistas do veículo. Conheça mais sobre o programa: Folha faz seleção para treinamento de jornalismo diário – 18/12/2025 – Novo em Folha – Folha 


*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Curso de Jornalismo celebra colação de grau e entrega 12 novos profissionais

Eduardo Lima*

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) realizou, nessa terça-feira (21), a cerimônia de colação de grau dos cursos de graduação do Departamento de Letras e Artes (Depla), do qual o curso de Jornalismo faz parte. Ao todo, foram 12 formandos que receberam o grau de bacharel/a em Jornalismo. O evento ocorreu no Auditório Central da instituição e reuniu formandos e familiares.

Um dos formandos em Jornalismo foi Lucas Pereira, que destacou o significado do evento. “Pra mim, foi um ciclo emocionante se fechando. Pude conhecer várias histórias e minha paixão pela comunicação e cinema só dobrou. Todo o conhecimento que adquiri ao longo desses quatro anos levarei pra vida”. 

Ao longo dos anos na universidade, o ex-estudante vivenciou diversas atividades que despertaram o interesse em seguir e aprofundar seus estudos em cinema e audiovisual. Ele já foi reconhecido ao vencer, na categoria de roteiro, o Congresso de Jornalismo da Unifap (CONJU).

“A cada semestre que começava, uma nova curiosidade despertava em mim. Realizei um dos meus objetivos que era estagiar na assessoria de comunicação da Unifap, onde coloquei em prática o que aprendi. Passei por outras experiências que também consolidaram minha visão sobre o mercado de trabalho do jornalismo no Amapa”, destaca o ex-aluno. 

Para o coordenador do curso, prof. Dr. Alan Milhomem, a formatura da turma representa um momento importante para o curso, que entrega para a sociedade 12 profissionais capacitados para atuar no mercado de trabalho. “Com coragem, ética e dedicação, esses alunos e alunas venceram cada etapa da graduação e agora se preparam para transformar o mundo por meio da informação de qualidade. Eles e elas entram no mercado de trabalho em um momento desafiador, mas carregam consigo o compromisso inegociável com a verdade e a apuração rigorosa, ferramentas fundamentais para defender a democracia e a liberdade de expressão”. 

Também colaram grau em Jornalismo os formandos: Antônio Eduardo Belfort, Beatriz Viegas, Brenda Gomes, Biank Bastos, Eloani Gemaque, Iana Clara Amoras, Leo Nilo Pires, Mariana Braga, Núbia Pacheco, Paulo Rafael Silva e Talita Paiva.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Projeto de extensão busca traduzir e divulgar produções científicas da Unifap nas plataformas digitais

Coordenador e alunos/as do projeto.

Eduardo Lima*

O “Explica Ciência: tradução do conhecimento produzido na Unifap para as plataformas digitais” é um projeto de extensão com o objetivo de divulgar o conhecimento científico por meio da tradução das produções acadêmicas.  A ação considera que a maioria do que é feito na universidade não chega ao restante da população. Dessa forma, o intuito é ampliar a circulação do conhecimento e aproximar a universidade da sociedade.

O projeto funciona como uma redação, onde os estudantes do curso de Jornalismo selecionam e produzem os conteúdos para plataformas digitais. “O desafio é traduzir a complexidade dos estudos que são desenvolvidos muitas vezes para pessoas que têm o conhecimento técnico científico para uma linguagem que circula no dia a dia”, explica o coordenador do projeto, professor Dr. Danilo Borges, sobre o processo de construção dos produtos após a apuração. O docente acompanha os alunos para que possam aprender na prática como divulgar um trabalho. As outras etapas são a edição do material, publicação e análise das métricas de desempenho.

Além de ampliar o acesso do público ao conteúdo científico da Unifap, o projeto fortalece a presença da universidade nas redes sociais, prepara os estudantes para divulgarem conhecimento e estimula o pensamento crítico.

O coordenador do projeto conta como a iniciativa surgiu: “Fui desenvolvendo dentro do meus antigos trabalhos uma comunicação mais popular. Nessa experiência, existia a dificuldade de traduzir o conhecimento para que as populações que eram beneficiadas por projetos tivessem acesso e um entendimento maior do que se construía ali. Também trabalhava com comunidades quilombolas e, para além dos meios acadêmicos, eu fazia que tivesse uma devolutiva para as comunidades que eu estava inserido”.

O docente também integrou um projeto de tradução do conhecimento na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As experiências anteriores motivaram o professor a desenvolver um processo semelhante para divulgar trabalhos desenvolvidos na Universidade Federal do Amapá (Unifap) nas redes sociais e combater a desinformação científica no ambiente digital. Os conteúdos produzidos pelo Explica Ciência são publicados no Instagram da Agência Experimental de Comunicação (AGCom) e na conta do Explica Ciência no Tik Tok. 

Veja o vídeo de apresentação do projeto: https://www.instagram.com/p/DaS98HDM5xL/

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Professor do curso de Jornalismo da Unifap é reconhecido como Mestre do Quadrinho Nacional

Eduardo Lima*

O escritor e professor de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá, Dr. Ivan Carlos, foi premiado como Mestre do Quadrinho Nacional no 41° Troféu Angelo Agostini. A entrega da premiação  aconteceu em São Paulo, no dia 28 de junho de 2026. Organizado pela Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do estado de São Paulo (AQC-ESP), o Troféu Angelo Agostini é dedicado a produções de histórias em quadrinhos.

“Quando, há 37 anos, o Bené Nascimento me perguntou se eu aceitava colocar texto na história A Floresta Negra, eu não imaginava que aquele “sim” me traria até aqui, recebendo o mais prestigioso prêmio do quadrinho nacional”, declarou o professor em seu discurso de agradecimento. Ivan foi premiado na categoria Mestre do Quadrinho Nacional, dedicada a artistas que tenham se dedicado aos quadrinhos brasileiros há pelo menos 30 anos. 

Com o pseudônimo de Gian Danton, o professor começou a carreira nos quadrinhos em Belém no ano de 1989. Desde então,  seus trabalhos destacam a cultura regional amazônica. Com mais de 30 anos de carreira, Danton foi a primeira pessoa do Norte a receber a premiação. No discurso de agradecimento, o quadrinista destacou a importância do prêmio para o reconhecimento da realidade e de obras nortistas.

“Nós moramos em uma região tão grande e rica que, por muito tempo na nossa história, foi uma colônia separada do resto do Brasil. Uma região que sofre com séculos de exploração e descaso estrutural, e que sempre esteve longe demais das capitais. Apesar de todas as dificuldades históricas, o quadrinho nortista tem resistido, tem se destacado e ocupado, cada vez mais, o espaço que lhe é de direito e merecimento”, afirmou. 

O Troféu Angelo Agostini (também conhecido como Prêmio Angelo Agostini) é a mais antiga premiação brasileira dedicada exclusivamente às histórias em quadrinhos. A primeira edição foi realizada em 1985. O nome do prêmio faz homenagem a Angelo Agostini, considerado à época o criador da primeira história em quadrinhos brasileira. A premiação reconhece o conjunto da obra e a contribuição do autor para o desenvolvimento dos quadrinhos e para a formação de novos artistas. 


*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo