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Após 10 anos, projeto Políticas do Corpo retorna para debater violência estrutural contra mulheres no Amapá

Professora Lylian Rodrigues na edição de 2014 do Políticas do Corpo. Foto: Arquivo pessoal.

Eduardo Lima*

O Projeto de Extensão “Políticas do Corpo” volta após 10 anos para debater como a violência estrutural no Amapá afeta as mulheres, no contexto da nova política sobre drogas. As ações vão iniciar em agosto, junto com a implementação do Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) Tucuju. O objetivo da iniciativa é escutar e fazer circular as vozes das mulheres sobre o tema. Recentemente, a coordenadora do projeto, professora Dra. Lylian Rodrigues, esteve em Brasília para capacitação sobre os CAIS e a nova política sobre drogas. 

Uma das atividades do projeto será o minicurso “Além das Violências Estruturais”, com o professor Pedro Benevides, da Universidade Federal da Paraíba. Também haverá encontros com as mulheres que passaram ou estão em presídios. O Políticas do Corpo busca dar visibilidade aos discursos que compartilham da perspectiva estética sobre o corpo, além de debater a produção audiovisual independente e colaborativa. Dessa forma, o objetivo é fortalecer a luta de direitos sociais, de culturas e de mudanças para a liberdade.

A professora Dra. Lylian Rodrigues conta que a iniciativa surgiu a partir dos seus próprios trabalhos com grupos sociais marginalizados. “Essa extensão vem de projetos de pesquisa que sempre estiveram investigando o espaço da possibilidade de emancipação social e quais os desafios, preconceitos e injustiças para que o sujeito possa usufruir de seus direitos e possa viver em uma sociedade reconhecendo a diversidade”.

Conforme a docente, foram diversos impactos do projeto na comunidade em edições anteriores e por isso resolveu retomar as atividades após 10 anos. “Estudantes deram continuidade no mestrado e na própria vida. Me lembro de um caso em que uma estudante se encontrou na sua transgeneridade a partir dos debates. Retomar o Políticas do Corpo em 2026 é exatamente pelo impacto nas pessoas porque elas começaram a me cobrar. Esse ano vem com a temática sobre corpos que foram restritos de liberdade e que estão no recorte de mulheres”, afirma.

As três edições anteriores do Políticas do Corpo foram organizadas em 2014, 2015 e 2016, durante o Colóquio em Comunicação e Artes, para pensar as políticas do corpo na Universidade Federal do Amapá. Os eventos contaram com palestras, performances, minicursos e oficinas. As edições podem ser vistas nos seguintes endereços eletrônicos:

https://coloquiocomunicacaoearte.blogspot.com/p/programacao.html 

https://coloquiocomunicacaoearte2.blogspot.com/p/programacao.html 

https://coloquiocomunicacaoearte3.blogspot.com/p/programacao.html


*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo