Histórico

Segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), a Região Norte possui apenas 7 cursos de Farmácia, sendo 3 em Manaus (Amazonas), 2 em Belém (Pará) e 2 no estado do Tocantins. No estado de São Paulo existem atualmente cerca de 60 cursos de graduação, sendo 14 somente na cidade de São Paulo.

No Estado do Amapá, existia apenas um curso de Farmácia em uma instituição de ensino superior privada, e a criação do curso de Farmácia pela UNIFAP respondeu a duas necessidades: a primeira é a necessidade da criação de cursos que possam apontar novas direções na educação e na pesquisa em Ciências Farmacêuticas, e a segunda, diz respeito à demanda concreta do mercado de trabalho, particularmente na Região Norte. Muitas farmácias privadas no Estado do Amapá ainda não contam com a assistência efetiva do profissional farmacêutico.

A iniciativa de criar o Curso de Farmácia na UNIFAP no ano de 2009, foi uma resposta à necessidade de suprir essa carência de profissionais para atender à população que deve ser vista, a partir do prisma da necessidade de capacitação de recursos humanos voltados para o desenvolvimento científico e tecnológico na área de insumos e medicamentos e para a melhoria da qualidade da atenção farmacêutica.

Este contexto apontava a necessidade de implementação de um curso que se voltasse efetivamente para a educação popular e que se pautasse efetivamente num ensino de qualidade, alicerçado também na pesquisa e na extensão. Assim sendo consolidou-se a infraestrutura necessária para funcionamento do Curso de Farmácia na UNIFAP.

Em 2009 com o quadro de professores dos cursos existentes da área da saúde, a UNIFAP conseguiu a aprovação do Mestrado em Ciências da Saúde, e a partir dos concursos realizados para professores efetivos do curso de graduação em Farmácia, esses vieram a integrar o referido programa, criando a área de concentração em ensaios biológicos, que basicamente está voltada ao estudo temático de fármacos e medicamentos.

Além disso, a partir da consolidação da interação transfronteiriça com a França hoje vigente na UNIFAP, e perfeitamente integrado ao colegiado de Farmácia, inclusive com a participação em projetos de pesquisas, e a participação dos professores em outros programas de pós-graduação da instituição, aliado a excelente infraestrutura laboratorial, e a grande demanda por capacitação em nível de mestrado e doutorado de profissionais farmacêuticos no estado, então, o Colegiado de Curso de graduação manifestou-se favorável a implementação deste projeto.

Ressalta-se que na Região Norte do pais existiam apenas dois programas de pós-graduação em nível de mestrado na área de Farmácia, localizados nos Estados de Amazonas e Pará, e àquele momento apenas um Bolsista de Produtividade do CNPq, o qual compôs a proposta de curso. Apesar da UNIFAP não ter formado nenhuma turma de graduação em Farmácia, a instituição privada em funcionamento já havia formado, e esses profissionais juntamente a grande demanda reprimida existente no estado ensaiavam por um curso dessa natureza. As áreas de concentração apresentadas na proposta de criação do curso foram baseadas na integração dos grupos de pesquisa, destacando-se o Grupo de Pesquisa em Fármacos, criado em 1997, que congrega pesquisadores de diversas regiões do Brasil, e o Grupo de Pesquisa em Física de Matéria Condensada, criado em 2006, inclusive participante do Instituto de Nanodispositivos Semicondutores.

O projeto de formação da Rede Amazônica de Nanotecnologia Aplicada a Fármacos RANAF, através do projeto Nanoencapsulação de fármacos anti-inflamatórios de origem sintética e natural, em matrizes poliméricas para liberação controlada , veio consolidar a pesquisa na área de nanotecnologia aplicada a fármacos nas instituições participantes da região amazônica. A proposta de inserir grupos experientes do exterior, visou o fortalecimento da área, com intercâmbios principalmente, no que tange as aplicações de técnicas de caracterização físico-quimica de nanoparticulas e nanoformulações farmacêuticas. A Amazônia possui um bioma riquíssimo, e o Estado do Amapá colabora com uma das maiores biodiversidades do mundo. Sendo assim, a aplicação da nanotecnologia para obtenção de novas formas anti-inflamatórias é de grande interesse para a industria farmacêutica, o que é objeto da rede. As atividades da rede visam também estudar novas classes terapêuticas, principalmente a relacionada a aplicação de anti-depressivos e ansiolíticos.

Foram vários os programas beneficiados com a formação da rede, no sentido de contribuir com a formação de recursos humanos, nas áreas de Farmácia, Química e Física relacionando-os à aplicação de nanopartículas na terapêutica.

Portanto, é evidente que o PPGCF não se restringe somente a Biologia Farmacêutica, no que tange aos estudos dos produtos de origem natural, mas pretende-se ao nível de formação em mestrado, aplicar tecnologias que possibilitem o desenvolvimentos de novas estruturas de viabilização de fármacos, seja de origem natural ou sintética.

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