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Projeto de extensão busca traduzir e divulgar produções científicas da Unifap nas plataformas digitais

Coordenador e alunos/as do projeto.

Eduardo Lima*

O “Explica Ciência: tradução do conhecimento produzido na Unifap para as plataformas digitais” é um projeto de extensão com o objetivo de divulgar o conhecimento científico por meio da tradução das produções acadêmicas.  A ação considera que a maioria do que é feito na universidade não chega ao restante da população. Dessa forma, o intuito é ampliar a circulação do conhecimento e aproximar a universidade da sociedade.

O projeto funciona como uma redação, onde os estudantes do curso de Jornalismo selecionam e produzem os conteúdos para plataformas digitais. “O desafio é traduzir a complexidade dos estudos que são desenvolvidos muitas vezes para pessoas que têm o conhecimento técnico científico para uma linguagem que circula no dia a dia”, explica o coordenador do projeto, professor Dr. Danilo Borges, sobre o processo de construção dos produtos após a apuração. O docente acompanha os alunos para que possam aprender na prática como divulgar um trabalho. As outras etapas são a edição do material, publicação e análise das métricas de desempenho.

Além de ampliar o acesso do público ao conteúdo científico da Unifap, o projeto fortalece a presença da universidade nas redes sociais, prepara os estudantes para divulgarem conhecimento e estimula o pensamento crítico.

O coordenador do projeto conta como a iniciativa surgiu: “Fui desenvolvendo dentro do meus antigos trabalhos uma comunicação mais popular. Nessa experiência, existia a dificuldade de traduzir o conhecimento para que as populações que eram beneficiadas por projetos tivessem acesso e um entendimento maior do que se construía ali. Também trabalhava com comunidades quilombolas e, para além dos meios acadêmicos, eu fazia que tivesse uma devolutiva para as comunidades que eu estava inserido”.

O docente também integrou um projeto de tradução do conhecimento na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As experiências anteriores motivaram o professor a desenvolver um processo semelhante para divulgar trabalhos desenvolvidos na Universidade Federal do Amapá (Unifap) nas redes sociais e combater a desinformação científica no ambiente digital. Os conteúdos produzidos pelo Explica Ciência são publicados no Instagram da Agência Experimental de Comunicação (AGCom) e na conta do Explica Ciência no Tik Tok. 

Veja o vídeo de apresentação do projeto: https://www.instagram.com/p/DaS98HDM5xL/

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Após 10 anos, projeto Políticas do Corpo retorna para debater violência estrutural contra mulheres no Amapá

Professora Lylian Rodrigues na edição de 2014 do Políticas do Corpo. Foto: Arquivo pessoal.

Eduardo Lima*

O Projeto de Extensão “Políticas do Corpo” volta após 10 anos para debater como a violência estrutural no Amapá afeta as mulheres, no contexto da nova política sobre drogas. As ações vão iniciar em agosto, junto com a implementação do Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) Tucuju. O objetivo da iniciativa é escutar e fazer circular as vozes das mulheres sobre o tema. Recentemente, a coordenadora do projeto, professora Dra. Lylian Rodrigues, esteve em Brasília para capacitação sobre os CAIS e a nova política sobre drogas. 

Uma das atividades do projeto será o minicurso “Além das Violências Estruturais”, com o professor Pedro Benevides, da Universidade Federal da Paraíba. Também haverá encontros com as mulheres que passaram ou estão em presídios. O Políticas do Corpo busca dar visibilidade aos discursos que compartilham da perspectiva estética sobre o corpo, além de debater a produção audiovisual independente e colaborativa. Dessa forma, o objetivo é fortalecer a luta de direitos sociais, de culturas e de mudanças para a liberdade.

A professora Dra. Lylian Rodrigues conta que a iniciativa surgiu a partir dos seus próprios trabalhos com grupos sociais marginalizados. “Essa extensão vem de projetos de pesquisa que sempre estiveram investigando o espaço da possibilidade de emancipação social e quais os desafios, preconceitos e injustiças para que o sujeito possa usufruir de seus direitos e possa viver em uma sociedade reconhecendo a diversidade”.

Conforme a docente, foram diversos impactos do projeto na comunidade em edições anteriores e por isso resolveu retomar as atividades após 10 anos. “Estudantes deram continuidade no mestrado e na própria vida. Me lembro de um caso em que uma estudante se encontrou na sua transgeneridade a partir dos debates. Retomar o Políticas do Corpo em 2026 é exatamente pelo impacto nas pessoas porque elas começaram a me cobrar. Esse ano vem com a temática sobre corpos que foram restritos de liberdade e que estão no recorte de mulheres”, afirma.

As três edições anteriores do Políticas do Corpo foram organizadas em 2014, 2015 e 2016, durante o Colóquio em Comunicação e Artes, para pensar as políticas do corpo na Universidade Federal do Amapá. Os eventos contaram com palestras, performances, minicursos e oficinas. As edições podem ser vistas nos seguintes endereços eletrônicos:

https://coloquiocomunicacaoearte.blogspot.com/p/programacao.html 

https://coloquiocomunicacaoearte2.blogspot.com/p/programacao.html 

https://coloquiocomunicacaoearte3.blogspot.com/p/programacao.html


*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Professor do curso de Jornalismo da Unifap é reconhecido como Mestre do Quadrinho Nacional

Eduardo Lima*

O escritor e professor de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá, Dr. Ivan Carlos, foi premiado como Mestre do Quadrinho Nacional no 41° Troféu Angelo Agostini. A entrega da premiação  aconteceu em São Paulo, no dia 28 de junho de 2026. Organizado pela Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do estado de São Paulo (AQC-ESP), o Troféu Angelo Agostini é dedicado a produções de histórias em quadrinhos.

“Quando, há 37 anos, o Bené Nascimento me perguntou se eu aceitava colocar texto na história A Floresta Negra, eu não imaginava que aquele “sim” me traria até aqui, recebendo o mais prestigioso prêmio do quadrinho nacional”, declarou o professor em seu discurso de agradecimento. Ivan foi premiado na categoria Mestre do Quadrinho Nacional, dedicada a artistas que tenham se dedicado aos quadrinhos brasileiros há pelo menos 30 anos. 

Com o pseudônimo de Gian Danton, o professor começou a carreira nos quadrinhos em Belém no ano de 1989. Desde então,  seus trabalhos destacam a cultura regional amazônica. Com mais de 30 anos de carreira, Danton foi a primeira pessoa do Norte a receber a premiação. No discurso de agradecimento, o quadrinista destacou a importância do prêmio para o reconhecimento da realidade e de obras nortistas.

“Nós moramos em uma região tão grande e rica que, por muito tempo na nossa história, foi uma colônia separada do resto do Brasil. Uma região que sofre com séculos de exploração e descaso estrutural, e que sempre esteve longe demais das capitais. Apesar de todas as dificuldades históricas, o quadrinho nortista tem resistido, tem se destacado e ocupado, cada vez mais, o espaço que lhe é de direito e merecimento”, afirmou. 

O Troféu Angelo Agostini (também conhecido como Prêmio Angelo Agostini) é a mais antiga premiação brasileira dedicada exclusivamente às histórias em quadrinhos. A primeira edição foi realizada em 1985. O nome do prêmio faz homenagem a Angelo Agostini, considerado à época o criador da primeira história em quadrinhos brasileira. A premiação reconhece o conjunto da obra e a contribuição do autor para o desenvolvimento dos quadrinhos e para a formação de novos artistas. 


*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Professora do Curso de Jornalismo participa da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, em Brasília

Eduardo Lima*

A professora do Curso de Jornalismo Dra. Lylian Rodrigues participou, na semana de 22 a 26 de junho, da Semana Nacional de Políticas sobre Droga realizada em Brasília. A docente foi para capacitação visando a implantação do Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) Tucuju na Universidade Federal do Amapá (Unifap). 

“Foi incrível perceber como as pessoas conseguem pautar as drogas a partir da saúde pública e do cuidado com as pessoas, caindo alguns mitos. Tive oportunidade de conhecer o movimento das pessoas em situação de rua em Brasília. Eles conseguiram se mobilizar e vão conseguir moradia com o programa Minha Casa Minha Vida”, destacou a professora sobre a participação no evento. 

Ainda segundo a docente, ela também buscou mostrar o cenário do Amapá na política antidrogas e da vulnerabilidade em torno da violência policial. “Por 10 anos, nosso estado está no ranking de mortes por intervenção militar. A gente tem um cenário da violência policial que aflige essa população”, ressaltou.

Lylian Rodrigues vai coordenar o Projeto CAIS Tucuju, aprovado no edital PROEXT-PG CAIS da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A iniciativa coloca a Unifap como um ponto de acesso para pessoas atendidas na política de drogas. Essa foi a primeira vez da categoria Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) Acadêmico para que as universidades pudessem disputar. A rede é organizada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) para promover o acesso a direitos e a inclusão social de populações em vulnerabilidade. 

“Pessoas que estão apenadas, em medidas provisórias, adolescentes em medidas socioeducativas, usuários, pessoas atendidas pelo CAPS e pessoas em situação de rua vão ter na universidade um ponto de acesso para orientações jurídicas, atividades socioculturais e arteterapêuticas para lidar com o tema das drogas no âmbito da saúde pública”, destacou declara professora. 

 A proposta foi apresentada pela docente junto com uma equipe de profissionais que trabalhavam no Projeto GENTE, no Centro da Política de sobre Drogas. O projeto tem cinco anos para ser executado e vai receber bolsas de doutorado, mestrado e iniciação científica para que os programas de pós-graduação da universidade possam fazer pesquisas no cenário das drogas e das violações contra pessoas em vulnerabilidade.

O CAIS Tucuju, além de oferecer serviços e assistência na Unifap,  tem a intenção de mobilizar as pessoas para o debate sobre o tema das drogas no âmbito da saúde pública e dar instrumentos para a organização social pelo direito à saúde, à dignidade e à segurança. A questão é, segundo a professora, como qualificar o enfrentamento ao tráfico de drogas, já que “ele está na periferia e em outras geografias sociais, só que as mortes acontecem sempre na periferia”, finalizou. 

Semana Nacional de Políticas sobre Drogas 2026

Realizada entre 22 e 26 de junho, a Semana Nacional reuniu representantes do Governo Federal, pesquisadores, gestores públicos, organismos internacionais e organizações da sociedade civil para apresentar as principais entregas da Senad e ampliar a articulação em torno de políticas de prevenção, promoção de direitos e desenvolvimento dos territórios.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo



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Estudantes devem ficar atentos ao prazo para envio de documentos obrigatórios

Eduardo Lima*

A Coordenação do Curso de Jornalismo alerta aos estudantes sobre o prazo para entrega de documentação referente ao cumprimento de componentes obrigatórios. O objetivo é garantir a resolução de pendências até o fim do semestre.

Os estudantes do curso têm até o dia 17 de julho para enviar processos relacionados a Atividades Curriculares Complementares (ACCs), estágio obrigatório e defesas de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O prazo estabelecido considera a necessidade de uma semana de antecedência para que a Coordenação possa realizar a análise da documentação e fazer a creditação dos componentes curriculares.

Todos os documentos devem ser enviados para o e-mail requerimento.jornalismo@unifap.br. Qualquer dúvida, o/a estudante pode procurar a Coordenação do Curso, respeitando os horários de atendimento presencial:

Segunda-feira: 14h às 21h – técnico e coordenador

Terça-feira: 14h às 21h – técnico e coordenador

Quarta-feira: 14h às 18h – técnico e coordenador

Quinta-feira: 14h às 21h – técnico e coordenador

Sexta-feira: 14h30 às 19h – técnico

 

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Curso de Jornalismo realiza censo de egressos e convida ex-alunos a participarem

Por Eduardo Lima*

O curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap) iniciou o censo de egressos/as com o objetivo de conhecer melhor a trajetória acadêmica e profissional dos/as estudantes que concluíram a graduação.

A iniciativa busca reunir informações sobre a inserção dos/as ex-alunos/as no mercado de trabalho, áreas de atuação, formação continuada, experiências profissionais e outros aspectos relacionados ao percurso após a graduação. Os dados coletados serão fundamentais para subsidiar ações de planejamento e avaliação do curso.

Entre os principais objetivos do levantamento estão a atualização do Projeto Pedagógico do Curso (PPC), o fortalecimento das políticas de acompanhamento de egressos e o desenvolvimento de novos projetos de ensino, pesquisa e extensão alinhados às demandas profissionais e às transformações do campo do Jornalismo.

Conforme o coordenador do curso, prof. Dr. Alan Milhomem, a participação dosas egressos/as é essencial para a construção de um diagnóstico mais preciso sobre os impactos da formação oferecida pelo curso de Jornalismo e para o aperfeiçoamento contínuo da graduação.

Todos os/as ex-alunos/as do curso são convidados a responder ao questionário por meio do link abaixo:

https://forms.gle/fweGUefHJxGcbriU6

Em caso de dúvidas, os/as egressos/as podem entrar em contato com a coordenação do curso pelo e-mail: jornalismo@unifap.br ou pelo telefone (96) 98435-7466.

 

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo

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Rádio Pop completa 200 episódios discutindo a cultura pop no Amapá

*Por Eduardo Lima

Foto: Raila Souza

O Projeto de Extensão Rádio Pop apresentou, nessa quinta-feira (28/05), seu episódio de número 200 desde que foi retomado em 2017. O projeto de extensão tem o objetivo de trazer e discutir a cultura pop no Amapá por meio de um programa de rádio veiculado toda quinta-feira na Rádio Universitária. Ao longo do tempo, o programa se tornou referência no debate sobre cultura pop e conta com a participação de alunos do curso de Jornalismo na produção e apresentação dos episódios.

Coordenado pelo professor Dr. Ivan Carlo, a Rádio Pop surgiu em 2013, sendo o programa ativo mais antigo da Rádio Universitária e apresenta um bate papo entre os apresentadores sobre os mais diversos temas ligados à área. O professor conta que o projeto surgiu por causa da alta demanda por cultura pop no Amapá. “Não se falava na rádio sobre cinema, quadrinhos, games, seriados e até literatura mais pobre. Minha visão de cultura pop é ampla”, afirma. 

A voluntária do programa, Ágatha Corrêa, conta como a rádio ajudou a desenvolver sua perspectiva profissional. “O meu trabalho envolve coisas que eu gosto, principalmente a cultura popular, uma área que nunca foi vista com bons olhos pela comunidade acadêmica, mas que tem um papel importante na sociedade. Criei vínculos com meus colegas e tive uma relação de proximidade com professores e alunos”. 

O Rádio Pop foi responsável pela formação de profissionais importantes para o jornalismo amapaense, que atuam como repórteres ou professores do curso, além de fazer parte do cotidiano da população amapaense. “É o programa que tem mais comentários no Youtube. É muita gente pedindo pra ter toda semana. Acredito que tenha ajudado as pessoas a encontrarem e valorizarem a cultura pop e o que é local”, conta o professor.

O programa Rádio Pop também tem relação com outro projeto de pesquisa de Ivan Carlo, o “Linguagem dos Quadrinhos”, além do evento Aspas Norte, por apresentarem e incentivarem a produção de cultura pop no estado. Para quem quiser acompanhar o programa Rádio Pop, basta sintonizar na Rádio Universitária 96,9 FM toda quinta-feira, às 17h.

Foto: Raila Souza.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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Projeto de pesquisa estuda a linguagem dos quadrinhos e o processo de decolonialidade

Professor Ivan Carlo. Foto: Acervo pessoal.

Com o objetivo de reunir estudos sobre a linguagem das histórias em quadrinhos, o professor Dr. Ivan Carlo realiza a segunda etapa do projeto de pesquisa “A Linguagem dos Quadrinhos”. O estudo aborda, ainda, a evolução e a influência da linguagem das histórias em quadrinhos no cinema e nas séries, além de traçar as características e o panorama dos quadrinhos amazônicos. A motivação para pesquisar sobre o tema surgiu quando o professor questionou a exclusão de certas regiões do Brasil de premiações nacionais.

“Em 2023, houve uma campanha para dizer que o Prêmio Angelo Agostini era inclusivo. Quando vi a lista de pessoas que ganharam, todas eram de São Paulo. Aí surgiu a ideia de fazer uma pesquisa para o Aspas Nacional, o que me levou para a decolonialidade. Você tem a colonialidade interna da região Centro-Sul com relação à Região Norte”, conta o pesquisador.

Um dos resultados da primeira etapa do projeto foi a criação do Prêmio Mapinguari dos Quadrinhos, com o objetivo de incentivar e fomentar a produção de quadrinhos e quadrinistas da Região Norte do Brasil. O prêmio busca valorizar produções que expressem a diversidade cultural nortista. A criadora da honraria agradeceu à pesquisa do professor Ivan Carlo por ter contribuído para a criação do prêmio. Na edição de 2025, o professor foi jurado da premiação.

O pesquisador ainda destaca como o trabalho pode contribuir também para o cenário audiovisual. “Eu espero que haja também a valorização das narrativas regionais. As narrativas audiovisuais amazônidas são invisibilizadas. Há um discurso de que nós não sabemos narrar nossas próprias histórias. Espero que a pesquisa dê visibilidade para produções locais e regionais e que a Amazônia deixe de ser cenário e comece a ser protagonista de suas histórias.”

O projeto desenvolvido também já resultou na criação do Aspas Norte, versão regional dos congressos da Aspas (Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial), e na publicação de dois livros: A Linguagem dos Quadrinhos e Cultura Pop, Comunicação e Linguagem.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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Projeto de pesquisa busca entender o cinema sob a perspectiva da semiótica 

Professor Rafael Wagner. Foto: Maria Lua.

Por Eduardo Lima*

O Projeto de Pesquisa “Cinema e semiótica: estudos cinematográficos a partir da teoria de Charles S. Peirce” propõe discutir como os filmes são influenciados pela Teoria Semiótica. A iniciativa, coordenada pelo professor Dr. Rafael Wagner Costa, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap), reúne estudantes para discutir a análise dos signos cinematográficos presentes em filmes, os componentes da imagem cinematográfica e incentivar o conhecimento da história da sétima arte, em especial, o cenário brasileiro.

A ação utiliza a teoria semiótica, um conjunto de postulados que estuda como os fenômenos do mundo podem ser vistos sob três categorias: Primeiridade, Secundidade e Terceiridade. Estes conceitos dizem como o cinema, em sua possibilidade de expressar algo, faz o indivíduo reagir, criando uma relação de análise entre o que está em exibição e o que está fora dele.

O coordenador Rafael Wagner explica como funciona a dinâmica entre os estudantes participantes: “Temos encontros uma vez por mês. São alternados entre encontros teóricos para debater textos e outros em que debatemos filmes sobre o viés semiótico”. O docente atua no curso de Jornalismo, ensina a teoria semiótica na disciplina de Estudos de Imagem.

Em 2026, o grupo de pesquisa vai focar na produção de material para a divulgação científica. “Estamos desenvolvendo trabalhos com o objetivo de publicação. Os alunos estão enviando para revistas, congressos e livros trabalhos na temática semiótica do cinema”, destaca Rafael Wagner sobre os resultados das discussões e debates envolvendo cinema e semiótica.

Atualmente, o projeto conta com seis alunos do curso de Jornalismo da Unifap. Um dos participantes é o bolsista de iniciação científica, Gabriel Bogéa, que destaca a importância do projeto. “Para quem é apaixonado por cinema, é poder se manter vivo no debate que é a sétima arte. É importante a gente analisar o cinema de forma política”. 

O estudante desenvolve um trabalho sobre o filme Signo do Caos, de Rogério Sganzerla, e ressalta que o grupo vai para além dos estudos. “A pessoa que ama o cinema vai se identificar com outras também, criando um grupo para discussão além da arte”.

A partir de 2027, o projeto vai abrir vagas para novos estudantes interessados. Conforme o coordenador, para participar do projeto “é necessário ter feito a disciplina Estudos de Imagem, dada no 4o semestre [de jornalismo]. A partir do 5o semestre, aqueles que gostarem do tema de Semiótica e Cinema, podem participar do projeto”.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo 

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AGCom consolida espaço de prática no curso de Jornalismo da Unifap

Homepage do site da AGCom. Fonte: Captura de tela.

Por Eduardo Lima*

O Portal da Agência Experimental de Comunicação (AGCom) é um projeto de extensão da Universidade Federal do Amapá (Unifap) destinado aos alunos de Jornalismo. A proposta é criar um espaço para que os estudantes do curso pudessem divulgar trabalhos acadêmicos feitos nas disciplinas. A produção dentro da AGCom é variada, com a publicação de reportagens, webséries e conteúdo para as redes sociais.

“Muitas das vezes, esse material fica apenas para entregar para o professor, mas são materiais importantes e que não têm espaço na mídia local. A AGCom acaba sendo uma referência de pautas que dificilmente chegam na mídia tradicional. Os alunos conseguem trazer outros olhares para temas que a gente vive diariamente”, destaca o atual coordenador do projeto, professor Alan Milhomem. O docente leciona disciplinas de Redação e Reportagem no curso de Jornalismo e aponta o portal de notícias como uma forma de iniciar os alunos na produção jornalística.

A bolsista da projeto, Ellen Sousa, fala sobre sua experiência atuando na agência: “É muito interessante ver não só histórias, mas escritas diferentes. Não só isso, mas no programa Fala, Cientista!, nós entrevistamos pesquisadores da Unifap para entender suas pesquisas. É muito enriquecedor e a gente precisa ter esse olhar para além da gente”. A estudante tem o objetivo de se tornar pesquisadora de comunicação e a AGCom ajudou a desenvolver sua perspectiva profissional. “Esse olhar que eu tenho possibilidade de ter me faz pensar que é difícil, mas não impossível”, afirma.

A AGCom, enquanto atividade de extensão do curso de Jornalismo, teve seu início entre 2015 e 2016, passando por várias atividades, formatos e coordenações. Enquanto portal de notícias, o projeto se consolidou a partir de 2019, quando a professora do curso de Jornalismo Lylian Rodrigues registrou a iniciativa como um projeto de extensão do curso. A docente percebeu no projeto uma forma de manter um canal para dar visibilidade para as produções do curso. 

“Iniciei com a ideia de fazer uma produção de reportagens, eu mesma. No final de 2019, inscrevi o projeto e consegui quatro bolsas para estudantes. No início de 2020, eu tinha uma equipe de bolsistas para pensar a estrutura de um portal de notícias e uma equipe de produção de reportagem para que a gente mantivesse uma rotina”, conta a professora. Em 2022, o professor Alan Milhomem passou a fazer parte do projeto e, desde 2025, assumiu a coordenação da agência, mantendo AGCom como um projeto de extensão do curso e um espaço para as produções das disciplinas práticas.

Atualmente, o site da AGCom conta principalmente com publicações de webreportagens produzidas nas disciplinas práticas, atualizações sobre esportes realizada por discentes da disciplina de Jornalismo Esportivo e com a publicação da websérie “Fala, Cientista!”. Mas ao longo da história, a agência já teve a websérie Fala Preta, o programa Repórter Universitário e produções exclusivas realizadas em parcerias com outras instituições.

Acesse o site da AGCom aqui e conheça as produções do curso de Jornalismo.

*Estagiário da Coordenação do Curso de Jornalismo