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I Seminário Interno Docente do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena (I SID-CLII)

Nesta terça-feira, dia 04/08/2020, ocorreu o primeiro encontro do I Seminário Interno Docente do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena (I SID-CLII).

Na ocasião, apresentaram o professor Glauber Romling da Silva (Linguagens e Códigos) e a professora Maria Adriana Leite (Ciências Exatas e da Natureza). A professora Evilania Bento da Cunha (Ciências Humanas) foi a anfitriã e debatedora. Os três professores são os responsáveis pela organização do evento.

Fundado em 2007, o CLII é dividido em três grandes áreas (Linguagens e Códigos, Ciências Exatas e da Natureza e Ciências Humanas) e abarca ampla diversidade na formação acadêmica de seus docentes.

O evento busca promover o diálogo interacadêmico entre todos os professores de todas as áreas de atuação do CLII. A cada encontro dois professores de áreas distintas apresentam seus trabalhos e trajetórias acadêmicas. O evento ocorrerá até novembro de 2020, quinzenalmente, e tem por objetivo encaminhar uma proposta de publicação interdisciplinar.

As gravações das apresentações estarão disponíveis para o público em breve em plataforma a ser anunciada.

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DIVULGANDO: UNIFAP abre EDITAL para PIBID

A Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) está com EDITAL aberto para acadêmicos dos cursos de licenciaturas interessados em participar do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). No total, serão disponibilizadas 60 vagas aos discentes. Deste quantitativo, 48 aprovados serão contempladas com bolsas de iniciação à docência, no valor de R$ 400, pagas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). As 12 vagas restantes, são para discentes voluntários, de acordo com a classificação resultante no processo seletivo.

Podem participar estudantes regularmente matriculados nas licenciaturas de Arte (Teatro), Educação Física, Geografia, História, Letras ou Pedagogia. Estes irão compor o Núcleo de Ciências Humanas e Linguagens; e das licenciaturas de Física, Matemática, Química, Licenciatura Intercultural Indígena (Biologia e Química) ou Licenciatura em Educação do Campo (Biologia); para comporem o Núcleo de Ciências Exatas e da Natureza do PIBID/CAPES-UNIFAP 2020.

 

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CLII realiza Webinário

Inscreva-se no nosso canal do YouTube CLII-UNIFAP: https://www.youtube.com/channel/UCtceesmFEs-5D5PKF3176kw/featured

Vem aí o Webinário do CLII
Veja a programação e inscreva-se!
Acesse: www.even3.com.br/webinarioclii

Acompanhe em nossa rede social: https://www.facebook.com/Curso-de-Licenciatura-Intercultural

Sobre o evento

WEBCLII é um espaço digital e midiático que o Curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade Federal do Amapá/CLII-UNIFAP criou para articular pessoas, pesquisadores, professores, lideranças e intelectuais da rede de suas casas ou aldeias à rede de ideias que a internet conecta. A partir de diálogos, conversas, palestras, debates, discussões, entrevistas e/ou relatos o WEBCLII possibilita que vozes indígenas e não indígenas possam cruzar caminhos, fomentar ideias, questionar fazeres, desconstruir certezas históricas equivocadas, revelar saberes e, sobretudo, compartilhar histórias e memórias que construíram e constroem o pensamento contemporâneo acerca da temática “povos indígenas”.

Quem Somos

O Curso de Licenciatura Intercultural Indígena (CLII) da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) foi implementado no ano de 2007 com o nome de Curso de Educação Escolar Indígena (CEEI), tendo sido criado a partir da demanda dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará para atender a formação no Ensino Superior de professores indígenas, alcança os povos do Oiapoque, Galibi-Marworno, Galibi-Kalinã, Karipuna e Palikur-Arukwayene, os povos do Parque do Tumucumaque, Apalai, Waiana, Tyrió e Kaxuyana e o povo Waiãpi. O CLII inaugurou na UNIFAP um lugar contínuo e regular de formação de professores indígenas no Ensino Superior, preparando-os para atender as demandas das escolas indígenas.  Atualmente somos mais de cem discentes e 18 docentes. O CLII habilita professores indígenas para atuar em três grandes áreas do conhecimento na escola indígena, Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio da Educação Básica, que são Linguagens e Códigos, Ciências Humanas e Ciências Exatas e da Natureza.

 

Acompanhe a nossa agenda:

14/07/2020 – 10h às 12h – Fala Parente! Epistemologias dos povos originários na Universidade

Com Rosilene Tuxá (mediação), Joziléia Daniza Jagso Kaingang e Francisca Navantino.

Descrição Mesa que reuni professoras pesquisadoras indígenas de Licenciaturas Interculturais Indígenas para discutirem, a partir dos seus lugares de falas, intervenções possíveis que desconstruam conhecimentos científicos ocidentais que, historicamente, dominaram os espaços das Universidades, propondo mudanças a partir dos conhecimentos dos povos originários.

 

14/07/2020 – 14h às 16h – Fala Parente! Projetos de revitalização linguística

Com Jaciara Santos Silva (mediação), Márcia Gojten Nascimento e Syratã Pataxó.

Descrição Pesquisadores indígenas falam de suas experiências no desenvolvimento de projetos de revitalização linguística em suas comunidades.

 

16/07/2020 – 14h às 16h – Diálogos Indigenistas: O Turé como patrimônio imaterial dos povos indígenas do Oiapoque

Com o professor e pesquisador Dr. Ugo Maia Andrade.

Doutor (2007) e Mestre (2002) em Antropologia pela Universidade de São Paulo. Graduado em Ciências Sociais (2003), com concentração em Antropologia, pela Universidade Federal da Bahia e em Filosofia (1996) pela Universidade Católica de Salvador. Professor Associado II do Departamento de Ciências Sociais, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Dedica-se à pesquisa etnológica, no baixo rio Oiapoque (AP) e submédio rio São Francisco (BA/PE), sobre xamanismo, ritual, zoocosmologia, antropologia fenomenológica, redes de relações e teorias ameríndias da materialidade; e em Sergipe sobre etnografia da memória da presença indígena e redes de proteção animal. Coordena o grupo de pesquisa INUMA – Interfaces Humano Não Humano (CNPq-UFS).

 

21/07/2020 – 14h às 16h – Fala Parente! Mulheres indígenas na pesquisa antropológica

Com Ana Manoela Karipuna, Anari Pataxó, Rosilene Tuxá, Adriana Kaingang e Varin Mema.

Descrição Discussão acerca do protagonismo das mulheres indígenas na pesquisa antropológica, em que produzem novas relações políticas, históricas e cosmológicas com vistas a superação dos estereótipos.

23/07/2020 – 14h às 16h – Diálogos Indigenistas: Povos indígenas do Oiapoque, religiões cristãs e xamanismo

Com Artionka Capiberibe.

Professora do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas. É vinculada às linhas de pesquisa “Etnologia” e “Natureza, Cultura e tecnologia” do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e à linha “Estudos sobre Patrimônio Cultural e Memória Social” do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Doutora em Antropologia Social (Museu Nacional-UFRJ). Desde 1996, desenvolve pesquisas de campo entre os Palikur, população indígena das Terras Baixas Sul-Americanas, que vive na região da fronteira Brasil/Guiana Francesa.

28/07/2020 – 10h às 12h – Fala Parente! Ruídos e ecos da pesquisa entre os seus

Com Almires Martins Machado (mediação), Tonico Benites e Paulo Tukano.

Descrição Conversa sobre as imprecisões, surpresas, complexidade e os equívocos vivenciados por um indígena pesquisador, entre os seus.

30/07/2020 – 14h às 16h – Diálogos Indigenistas: As contradições históricas da escola Karipuna no Amapá e o caso da Aldeia Espírito Santo

Com Edson Kayapó.

Doutor em Educação: História, Política, Sociedade (PUC-SP). Mestre em História Social (PUC-SP) e Graduado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais, com Especialização em História e Historiografia da Amazônia pela Universidade Federal do Amapá (2000). É professor efetivo do Instituto Federal da Bahia (IFBA).

06/08/2020 – 19h às 21h – Fala Parente! Ixtua dji fam edje-iela: história de mulheres indígenas

Com Bruna Almeida (mediação), Julie Dorrico, Marcia Wayna Kambeba e Eliane Potiguara.

Descrição Discussão acerca das mulheres indígenas que fizeram história e o papel das novas guerreiras indígenas no século XXI.

13/08/2020 – 14h às 16h – Políticas Linguísticas de Exclusão e Silenciamento

Com Elissandra Barros (mediação), Ronaldo Manassés, Jonise Nunes e Isabel Sofia Calvário Correia.

Descrição A mesa discutirá políticas linguísticas, ou a ausência delas, destinadas às línguas indígenas e as línguas.

 

18/08/2020 – 15h às 17h – Os caminhos dos campos: imersões, estranhamentos e aprendizados – Das experiências com formação de professores às pesquisas sobre a presença indígena nos processos de reconhecimento de seus territórios

Com Meire Adriana da Silva

Diálogo sobre a relação entre os caminhos dos campos/situações etnográficas (percorridos em virtude das experiências com a formação de professores indígenas do Mato Grosso do Sul e do Amapá), e as pesquisas realizadas por mim, com parte dos indígenas desses Estados. As situações etnográficas foram vivenciadas durante o período de 2000 à 2020. Desse modo, com o intuito de provocar esse diálogo, há também o objetivo de apresentar parte dos resultados da pesquisa de doutorado recém finalizada, denominada: Galibi Marworno, Palikur, Galibi Kaliña e Karipuna: demarcando territórios e territorializações – Oiapoque/AP – Amazônia.

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Nota de pesar sobre o falecimento da liderança Domingos Santa Rosa

O dia 22 de abril de 1500 é reconhecido por marcar nas páginas da história o processo de invasão do Brasil. Tal data inaugura os fatídicos encontros e desencontros entre povos originários e europeus. Passados 520 anos, o dia 22 de abril de 2020 será lembrado pela despedida da liderança Galibi-Marworno Domingos Santa Rosa. Dia triste para os Povos Indígenas do Oiapoque, para o Curso de Licenciatura Intercultural Indígena, para a FUNAI-Oiapoque e para todos aqueles que tiveram o prazer de conviver com Domingos Santa Rosa, esposo da professora Edilena dos Santos e pai de Fábio, Camilo e Gabriel. Domingos atuou de forma direta no processo de reconhecimento dos Territórios Indígenas de Oiapoque. Sua atuação ocorreu de várias formas: como indígena Galibi-Marworno, integrando o Movimento indígena; e como funcionário da Funai, atuando diretamente na logística e aspectos físicos da demarcação. Domingos, sabia da importância de suas funções burocráticas no indigenismo, seu tato político junto aos não indígenas – entre eles os técnicos/topógrafos – foi salutar para o bom andamento da demarcação. Dimãxe – como era chamado por parte de seus colegas indígenas durante a ações de demarcação – tinha muito claro em suas memórias as ações indígenas em prol da demarcação que ocorreram no início da década de 1980, entre elas a passagem da BR–156 pelo Território Uaçá. Posteriormente, atuou diretamente nas discussões relativas ao asfaltamento da BR na área indígena. Domingos era filho de um funcionário do SPI e relembrava os feitos de seu pai em terras Oiapoquenses, junto às políticas indigenistas. Para além de sua trajetória política, Domingos era o conselheiro, o sábio, o amigo. O kusuvwi quando passa leva o espírito das plantas, dos animais, dos peixes, dos pajés e das canoas velhas. Domingos não era pajé, mas temos certeza que há espaço para ele no kusuvwi e, lá dos céus, se juntará aos grandes mestres na tarefa de espalhar água no Uaçá e bençãos sobre a terra.

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Curso de Licenciatura Intercultural Indígena realiza o SECLII

A Comissão de Extensão e a Turma 2020 do CLII convida toda a comunidade de Oiapoque para participar do nosso Seminário que integra o Programa Turé. Serão apresentados trabalhos de conclusão de curso, experiências culturais, pedagógicas e narrativas indígenas. Também teremos apresentações culturais e mostra de artesanato.

Datas: dias 15 e 22 de fevereiro de 2020 (Sábado)
Horário: das 8h às 11h30 e das 14h às 17h30

Local: Campus Binacional de Oiapoque/UNIFAP
Serão conferidos certificados de até 16 horas aos participantes.

SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Os trabalhos a serem apresentados podem ser resultados de pesquisas referentes a trabalhos de conclusão de curso, relatos de experiências, narrativas indígenas, mini-cursos, oficinas e exposições, nos seguintes eixo temáticos:

1 – Ciências Humanas e povos indígenas;
2 Linguagens e Códigos e povos indígenas;
3 – Ciências Exatas e da Natureza e povos indígenas;
4 – Currículo, Cultura e povos indígenas.

A submissão de trabalhos também é aberta ao público externo.

REGRAS PARA INSCRIÇÃO
Enviar resumo para o e-mail: programatureclii@gmail.com com as seguintes informações:
Título da apresentação;
Resumo com 150 a 500 palavras;
Nome dos autores;
Período de inscrição: entre os dias 08 a 13 de fevereiro de 2020.

Serão conferidos certificados aos participantes.
As inscrições também podem ser feitas presencialmente na coordenação do CLII/UNIFAP, Campus Binacional de Oiapoque, de 8h às 11h30 e de 14h às 17h30.

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Defesas de TCCs marcam atividades do CLII em novembro de 2019

Nos dias 22 e 25 de novembro de 2019 foram defendidos os Trabalhos de Conclusão de Curso de Gilza dos Santos com o título “A Escola Manoel dos Santos: um estudo de caso de ensino bilingue”, de Edilan do Santos “A História Oral e documental sobre a implantação da escola na região do Uaçá/Rio Curipi” e de Leridiane Benamor Anicá “Diagnóstico sociolinguístico da Aldeia Samaúma”, orientados pela Profa. Dra. Mara Santos.

 

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CLII marca presença na 9ª Amostra de TCCs da UNIFAP e VIII Congresso Amapaense de Iniciação Científica

Os alunos e egressos do CLII participaram da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia promovida no Campus Marco Zero do Equador (Macapá) e no Campus Oiapoque (Oiapoque), que ocorreu entre 21 a 25 de outubro de 2019, e apresentam suas pesquisas desenvolvidas nos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), Iniciação Científica (IC) e Programa de Educação Tutorial (PET).

 

Pôster do TCC de Sérgio dos Santos: “O transporte e navegação dos ‘Galibi Marworno’ da Aldeia Kumarumã – Oiapoque-AP”, orientação Profa. Dra. Solange Rodrigues da Silva, no Campus Oiapoque (Oiapoque)

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Pôster do TCC de Solei Botã Santos Silva: “Memórias e histórias sobre a Aldeia Kumarumã e a Educação Escolar Indígena entre os ‘Galibis'”, orientação Profa. Dra. Carina Santos de Almeida, no Campus Marco Zero do Equador (Macapá)

 

Pôster do TCC de Francinei Narciso Correia: “‘Esta Assembleia é de Índio e não de branco, e então só índio tem que estar presente’: a organização da Assembleia Indígena Nacional na Aldeia Kumarumã no ano de 1983”, orientação Profa. Dra. Carina Santos de Almeida, no Campus Marco Zero do Equador (Macapá)

 

Comunicação oral do trabalho de Iniciação Científica de Cleisy Narciso Silva/PIBIC/CNPq “Indigenismo brasileiro e os povos indígenas do Amapá e norte do Pará nos documentos históricos”, orientação Profa. Dra. Carina Santos de Almeida, no Campus Marco Zero do Equador (Macapá)

 

PETianos do CLI participando do evento no Campus Binacional de Oiapoque, orientação Profa. Dra. Elissandra Barros da Silva

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CLII É NOTA 4 NA AVALIAÇÃO DO MEC

É com muita alegria e satisfação que compartilhamos com todos a divulgação da NOTA 4 conquistada na Avaliação do MEC em outubro de 2019. Em nosso Reconhecimento e primeira Avaliação conquistamos a NOTA 3 e, nesta segunda Avaliação avançamos com a NOTA 4.

O CLII/UNIFAP, com seus 12 anos de trajetória, é resistência, assim como os povos indígenas no Brasil, que resistem brava e continuamente a mais de quinhentos anos!

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ESTUDANTES E BOLSISTAS DE IC DO CURSO PUBLICAM CAPÍTULO DE LIVRO SOBRE A ATUAÇÃO DO SPI ENTRE OS POVOS INDÍGENAS DE OIAPOQUE

As estudantes das Ciências Humanas, turma 2014, Leônia Ramos Oliveira e Lilia Ramos Oliveira, publicaram o capítulo “ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS ENTRE OS POVOS INDÍGENAS DE OIAPOQUE”, no livro “Ciências Humanas: resultados dos projetos de iniciação científica da UNIFAP (2012-2016)”, da Editora da UNIFAP, disponível para baixar em e-book: http://www2.unifap.br/dpq/ Este capítulo é fruto dos estudos e pesquisas que realizam desde 2015 no âmbito do projeto de pesquisa n. 0588/2014, PROTEÇÃO TUTELAR, ASSISTÊNCIA E INTEGRAÇÃO DOS ÍNDIOS À SOCIEDADE NACIONAL: Estudo comparativo da atuação da agência indigenista do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) entre os Povos Indígenas do Brasil meridional e setentrional, coordenado pela professora historiadora Carina Santos de Almeida, no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena/Oiapoque. Tanto as estudantes Leônia e Lilia quanto a professora Carina envolvem-se nos estudos sobre a história indígena regional e a construção do indigenismo implantando pelo Estado brasileiro no século XX, com ênfase sobre a atuação da agência indigenista do Serviço de Proteção aos Índios que passou a intervir na região a partir de 1930, e, mais intensamente, com a instalação de duas unidades locais para atender aos povos que viviam nesta fronteira, o Posto Indígena Luiz Horta em 1941 e Posto Indígena Uaçá em 1942. Esses estudos somente foram possíveis devido ao apoio e acesso aos documentos do Acervo documental do SPI, viabilizados pela ajuda da professora e linguista Mara Santos e pelo Museu do Índio/Funai/RJ, depositário da documentação.   Resumo: Este artigo visa problematizar a “proteção tutelar” implementada pelo Serviço de Proteção aos Índios (SPI) entre os povos indígenas de Oiapoque. Essa agência instituiu a “Ajudância de Oiapoque” com duas unidades locais para atender aos povos regionais, o Posto Indígena de Fronteira e Vigilância Luiz Horta em 1941 e o Posto Indígena de Educação e Nacionalização Uaçá em 1942. Por se tratar de uma região de fronteira, onde residem e circulam povos diversos como Karipuna, Galibi (Marworno), Palikur, Wajãpi, Waiana, Teko, falantes de distintas línguas, em constantes relações de reciprocidade entre si e com a cultura franco-guianense-caribenha, a instituição do poder tutelar garantiria não somente a “proteção” e a “assistência”, mas o almejado controle fronteiriço e “integração” destes ameríndios como contingentes sociais nacionalizados. A história indígena regional enquanto temática de estudo ainda não foi devidamente pesquisada pela historiografia, exigindo acesso e análise qualitativa dos documentos históricos, nesse sentido, este artigo apresenta alguns elementos importantes sobre os direcionamentos do SPI delegados aos povos indígenas de Oiapoque e revela a perspectiva Karipuna de “dentro” da história quando apresenta os significados sobre a proteção tutelar para as bolsistas de iniciação científica desta pesquisa.